domingo, 7 de dezembro de 2014

Para servir


Ó Cristo, para poder servir-Te melhor,
dá-me um coração íntegro.
Um coração forte
para escolher aquilo que me eleva
e desprezar aquilo que me rebaixa.

Um coração generoso no trabalho
vendo-o não como uma imposição,
mas como uma missão que me confias.

Um coração grande para com o mundo:
compreensivo com as suas fraquezas,
mas livre das suas seduções e juízos.

Um coração grande para com os homens:
leal com todos, atento, sobretudo,
aos pequenos e humildes.

Um coração grande para comigo mesmo:
nunca centrado em mim, sempre apoiado em Ti.
Sobretudo um coração grande para ConTigo,
ó meu Senhor, feliz por servir-Te
e servir os irmãos,
todos os dias da minha vida. Ámen. 

Autor da oração: frei Ignacio Larrañaga
Imagem: Internet

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os sete vimes

Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer, chamou-os a todos e disse-lhes assim:
- Filhos, já sei que se aproxima o meu fim. Mas antes de morrer, quero que cada um de vós me vá buscar um vime1 seco e mo traga aqui.
- Eu também? - perguntou o mais pequeno, que só tinha 4 anos. O mais velho tinha 25, e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.
- Tu também - respondeu o pai ao mais pequeno. 
Saíram os sete filhos; e daí a pouco regressaram, trazendo cada um o seu vime seco. O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho, e entregou-o ao mais novinho, dizendo-lhe:
- Parte esse vime.
O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir. Depois o pai entregou outro ao filho mais novo, e disse-lhe:
- Agora, parte também esse.
O pequeno partiu-o; E, um a um, partiu todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada a parti-los todos. Partindo o último, o pai disse outra vez aos filhos:
- Agora vão buscar outro vime e tragam-mo.
Os filhos tornaram a sair, e dali a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com o seu vime.
- Agora dêem-mos cá - disse o pai.
E dos vimes todos fez um feixe2, atando-os com uma vincelho3. E voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:
- Toma este feixe! Parte-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
- Não podes? - perguntou ele ao filho.
- Não, meu pai, não posso.
- E algum de vós é capaz de o partir? Experimentem.
Não foi nenhum capaz de o partir, nem dois juntos, nem três, nem todos juntos.
O pai disse-lhes então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um a um; e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos; nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
Acabou de dizer isto e morreu - e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade ajudando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem.




[1] vime – vara tenra e flexível usada na fabricação dos cestos.
[2] vincelho – Atilho de vime
[3] feixe – molho

Texto: Internet, autoria de Trindade Coelho
Imagem: Internet

O que são as Oficinas de Oração e Vida?

terça-feira, 28 de outubro de 2014

1º Aniversário da morte de Frei Ignacio Larrañaga

Faz hoje (28 de Outubro), precisamente um ano que Frei Ignacio Larrañaga, deixou a vida terrena e foi para a Casa do Pai, como tantas vezes o afirmou... Fisicamente, desapareceu... mas continua vivo entre nós através do vastíssimo património espiritual que nos deixou, em livros, cd's, dvd's, etc... Por falar em dvd's, faço publicidade a dois, que são dignos de ser assistidos:


São palavras dele :

"Uma oração de profundidade é a solução para todos os problemas da vida. São caminhos para a serenidade e para a paz, que são bens supremos da vida".

"Vivemos numa sociedade dispersiva. Quem se encontra disperso apresenta muitas dificuldades em orar. As pessoas que querem chegar a Deus procuram o silêncio. Os lugares barulhentos da nossa sociedade não ajudam ao encontro e ter uma relação de amizade com Deus".

"A oração é o fundamento. É aquilo que torna Deus presente em mim"

"A luta consiste em que eu seja semelhante a Jesus, na bondade, no amor, na paciência"

"Se soubéssemos compreender, não faria falta perdoar"


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Perdoa-me, Senhor



Se, extenuado, caio no meio do caminho,
perdoa-me, Senhor.
Se o meu coração vacila, perante a dor,
perdoa-me, Senhor.

Perdoa a minha cobardia.
Perdoa as minhas hesitações.

A magnífica grinalda
que ofereci a Deus esta manhã,
já está a murchar,
a sua beleza, desvanece-se.
Perdoa-me, Senhor.

Imagem: Internet
oração retirada do livro Encontro - Manual de Oração, de Ignacio Larrañaga

Claridade



Senhor,
mais uma vez estamos a viver
uma profunda intimidade.

Cada um de nós viu a sua vida
maravilhosamente invadida pela Tua vida.
Vivemos agora
a aventura da Tua vida na nossa existência, 
da Tua força na nossa fraqueza,
do Teu vigor na nossa debilidade.

A Tua luz penetrou os caminhos do meu ser.
Tu és a luz da minha caminhada.
Tenho a certeza, Senhor, tenho a certeza
de que somente na Tua luz
poderei construir jubilosamente a minha vida.
Sei que Tu vives na luz
e quiseste-nos dar um pouco dessa luz.

Mas, infelizmente,
pela nossa parte tudo são trevas.

Senhor, os homens parecem gostar
de caminhar nas trevas.
Parecem gostar de andar às cegas, 
de olhos vendados. Não querem ver,
Este também é o meu pecado:
muitas vezes não quero ver.
Tenho medo que, ao examinar a minha vida, 
me veja obrigado a mudar.

Eu Te suplico, Senhor, abre os meus olhos!
Neste momento de sinceridade, tenho a certeza,
Senhor, tenho a certeza de que quero ver.

Deixa que a Tua luz penetre agora
nas trevas da minha vida.
Luz. Claridade. Resplendor. Luz que cega.
Claridade transparente. Clarão iluminante!
Eu quero ver, Senhor, eu quero ver! Ámen.

Imagem: Internet
Oração extraída do livro Encontro, manual de Oração, de Ignacio Larrañaga

Como um corpo...

Uma vez, os membros do corpo resolveram fazer uma greve contra o estômago... Protestavam por ele ser preguiçoso.
Os membros, revoltados, diziam:
- Ele aproveita-se do nosso trabalho e fica de folga.
Decidiram então que os pés não se movimentariam mais em busca de alimento. As mãos não levariam nada à boca. A boca cerraria os dentes para não mastigarem.
Aconteceu que, depois de um dia de greve, as pernas começaram a ficar sem forças, e o mesmo aconteceu ao coração e aos pulmões. Uma sensação de fraqueza espalhava-se por todo o organismo, dos pés à cabeça. O corpo começou a sentir tonturas e prestes a desmaiar...
Nessa altura, a cabeça descobriu que a greve tinha sido um erro. Castigando o estômago, estavam a matar todo o corpo. E a greve terminou. Consta que nunca mais decretaram greve.

É bem conhecida esta parábola dos membros do corpo. Já aparece na Bíblia. Cada um dos membros, uns externos e outros internos, contribuem harmoniosamente, cada qual na sua acção própria, para manter todo o corpo em vida. Nenhum deles pode passar sem os outros e todos são importantes.

Jesus Cristo, fundou a Igreja, no qual o baptizado é membro. Cada qual é diferente mas, unidos na fé, trabalham juntos na vinha do Senhor. Alguns membros, por exemplo, os bispos, sucessores dos Apóstolos, ocupam lugares de maior responsabilidade. Mas não há uns cristãos de primeira e outros de segunda.

Um bom motivo para ser cristão é que temos a alegria de pertencer a esta comunidade fundada por Jesus, a Igreja. Ele fez de nós, pelo baptismo, «pedras vivas» da sua Igreja. E sentimos uma grande alegria em sentir que somos um povo de irmãos, todos com a mesma dignidade e formando um só Corpo.

Imagem: Internet
Texto: retirado do jorrnal Cavaleiro da Imaculada