domingo, 10 de julho de 2016

Cuidado com as maçanetas que abrimos...

“Confia no Senhor, de todo o teu coração, e não te fies na tua própria inteligência! Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos, teme o Senhor e evita o mal.” (Provérbios 3, 5-7).

Você pode facilmente enganar uma galinha se fizer algo que ela não perceba. Apenas coloque uma maçaneta redonda e branca em seu ninho e ela porá um ovo ao lado da maçaneta. Esse é um truque bem antigo, utilizado pelos fazendeiros para fazer com que as galinhas continuem botando. O fazendeiro coloca um ovo de porcelana no ninho ou simplesmente uma maçaneta branca em forma de bola. Um fazendeiro que conheci também usava o truque das maçanetas. O ovo falso faz com que a galinha sinta que tem de pôr outro ovo para fazer companhia ao ovo “maçaneta”.

Como vimos, as galinhas agem apenas pelo instinto e não com a inteligência. Algumas delas foram ensinadas a ter alguns hábitos simples, como pegar cada quinto grão em uma fileira de grãos de milho, mas, quando foi colocada uma cerca com uma abertura no final, entre as galinhas e os grãos de milho, elas não foram suficientemente inteligentes para atravessar a cerca. Não surpreende que pensem que uma maçaneta branca seja um ovo!

Contudo, mesmo para nós que fazemos o uso da razão e temos um grau de inteligência milhares de vezes superior ao das galinhas, Satanás também tem suas “maçanetas” para nos enganar. Ele tem uma forma de insinuar pensamentos em nossa mente que nos levarão a ter problemas. As “maçanetas” de Satanás parecem muito evidentes... depois que as “mergulhamos na água quente”, ou seja, depois que reflectimos sobre elas e seus resultados.

Por exemplo, você roubaria dinheiro de um amigo? Uma pessoa que eu conheço viu sobre a mesa 20,00€ que pertencia a outro aluno. Ela nem mesmo precisava de dinheiro, mas não reflectiu sobre o que estava para fazer; não resistiu e pegou essa “maçaneta” de Satanás.

Ela roubou o dinheiro de seu amigo, mas foi descoberta no mesmo dia e teve de confessar o roubo. O preço que essa pessoa pagou por pegar o dinheiro do amigo foi que, além de perder o amigo, teve a reputação de ladra e uma semana de suspensão das aulas.

Outra “maçaneta” de Satanás é o fumo. Ele pode estar na forma de cigarro, charuto ou mesmo para mascar. Qualquer que seja a forma, contém um veneno mortal chamado nicotina que, com o passar do tempo, leva a pessoa à morte. Satanás deixa essas “maçanetas” nos lugares onde podem ser encontradas facilmente e então tenta você a pegá-las e prová-las. Esta é uma armadilha mortal. Não caia nessa!

Satanás tem “maçanetas” em todos os lugares e está apenas esperando que você pegue nelas. Quer seja roubar, beber, fumar ou usar drogas, ou em qualquer coisa que esteja sendo tentado, lembre-se de que a coisa mais inteligente a ser feita é perguntar-se a si mesmo: O QUE JESUS FARIA? Ao responder a essa pergunta, você sempre saberá o que fazer da próxima vez que estiver para colocar a mão em uma das “maçanetas” de Satanás.

Imagem e Texto: Internet

Não há Cristianismo sem amor ao próximo...

Hoje, ao ouvir e depois de voltar a ler novamente esta passagem bíblica, ficou mais destacada na minha memória a segunda pergunta que o doutor da lei faz a Jesus: "E quem é o meu próximo?" (Lc 10, 29). Embora eu já esteja farto de saber que o meu próximo é todo aquele ou aquela que se cruza comigo, seja familiar, mais ou menos amigo, ou até mesmo um desconhecido. A liturgia de hoje fez com que eu meditasse e chegasse à conclusão que se eu já interpretei o papel do (bom) samaritano, também reconheço que muito mais vezes agi como o sacerdote e o levita, ou seja que passaram ao lado e nada fizeram. Senhor, peço-Te perdão, por todas as vezes que fiquei de braços cruzados.

Palavra:
Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?» Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?» O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.» Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: ‘Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.’ Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo.» (Lc 10, 25-37)

Reflexão:
Se algum texto bíblico fala por si mesmo, é o de hoje. Belo resumo de todo o Evangelho de Jesus, porque amar o irmão é próprio e característico do discípulo de Cristo. A prática eficaz e indivisível do amor a Deus e ao próximo, sem restrições nem exclusivismos é que define a religião que Jesus fundou. "Dou-vos um mandamento novo: que vos amei uns aos outros como eu vos amei. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13, 34s): Cristo é o bom samaritano que ama a humanidade caída. A Sua pessoa e o Seu exemplo enviam-nos continuamente ao mundo em missão de amor, um amor que dá vida. Este é, portanto, o testemunho mais directo e válido. Amar é a sabedoria da vida, porque é viver autenticamente. Mas, infelizmente, de tanto ouvir e não praticar o mandamento do amor fraterno, parece que ele se nos escapa e amolece. Contudo, o que ama verdadeiramente a Deus leva muito a sério o homem. E o que ama o irmão vai a direito, sem rodeios nem desculpas para passar ao largo do necessitado que se cruza no caminho, quem quer que sejam, sem ligar à classe social, língua, raça, cor, religião, partido ou ideologia. Para Jesus, o que conta é o amor comprometido: "Vinde benditos de meu Pai... O que fizestes a um destes meus irmãos mais pequenos, foi a Mim que o fizestes" (Mt 25, 40).

Imagem: Internet
Reflexão retirada do Diário Bíblico 2010

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Os teus pecados são perdoados (Mt 9, 1-8)

É sempre importante ouvirmos dizer aos nossos familiares e amigos, palavras que nos dêem estímulo, confiança, enfim sentir-mo-nos queridos e amados... mas hoje ao meditar esta passagem bíblica (que por acaso, até é a leitura do Evangelho deste dia), fiquei mais animado com esta afirmação do próprio Jesus: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.» (Mt 9, 2), esta frase dita ao paralítico, foi hoje especialmente dirigida para mim. Jesus como é bom sentir que sou perdoado (desculpado) por tudo aquilo que fiz e não devia ter feito, e por tudo aquilo que não fiz e deveria ter feito. Mas para que eu receba o perdão dos meus pecados, é preciso que eu faça a minha parte, ou seja, que eu reconheça os meus erros, as minhas fragilidades, a minha pequenez e me arrependa... tudo o resto é feito por Deus, na Pessoa do Seu Filho que também é Deus, Jesus.

Palavra:
"Depois disto, subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.» Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.» Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados te são perdoados’, ou: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados - disse Ele ao paralítico: ‘Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.» E ele, levantando-se, foi para sua casa. Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens." (Mt 9, 1-8)

Reflexão:
O milagre relatado é fruto da fé do doente e da comunidade em que vive com os seus familiares e amigos. Ele vai evidenciar também o processo de salvação integral do homem mediante o perdão que Jesus lhe outorga. Ao perdoar-lhe os pecados, está a curá-lo também da sua enfermidade, porque esta, segundo a mentalidade judaica, era consequência do pecado.
A reação, não expressa por certo, dos doutores da lei ali presentes é de suposto escândalo, pois para eles, só Deus pode perdoar pecados. Mas Cristo não se desdiz, pelo contrário, para provar que Ele como messias, tem esse poder exclusivo de Deus, e para comprovar que os pecados do doente estão efectivamente perdoados, ordena-Lhe: "Levanta-te, toma a tua maca e vai para casa". Desta maneira, mediante o dado visível da cura, os escribas vêem desfeita a sua objecção ao acto invisível do perdão dos pecados por Jesus. 

Fonte: A reflexão foi retirada do Diário Bíblico de 2010
Imagem: Internet

Se tu podes...

Se tu podes amar, porque odeias?
Se tu podes servir, porque te ausentas?
Se tu podes apoiar, porque criticas?
Se tu podes pacificar, porque cedes à violência?
Se tu podes ter fé, porque ainda duvidas e não crês?
Se tu podes amparar, porque te omites?
Se tu podes ter amigos, porque semeias a discórdia?

Tu és um ser único e muito especial para Deus, não desprezes tal Amor divino. Não deixes que a tua tristeza vença a tua alegria, pois o sorriso que carregas contigo é a tua arma poderosa, porque tu podes e deves ser feliz!
(autor desconhecido)

terça-feira, 28 de junho de 2016

Sonhos de Deus

Embora seja Ele o ofendido, Deus é o primeiro a reconciliar-Se com a humanidade e a tomar a iniciativa da aproximação. Ele, com muita antecedência, preparou o envio do Seu Filho, Jesus. Através dos profetas, apresentou-O como o Guia dos povos e convidou todas as pessoas: «Vinde, subi à minha Casa. Vou mostrar-vos os meus caminhos e andareis pelas minhas veredas. O Meu Filho será o governador dos povos, o Juíz das nações. Sobre Ele repousará o Espírito Santo, Espírito de sabedoria, entendimento, prudência, conselho, fortaleza, ciência e temor ao Criador e Redentor. Ele não julgará pelas aparências nem decidirá pelo que ouvir dizer, mas fará justiça aos pobres e ferirá o orgulho dos arrogantes. Homens e mulheres, com Ele, das vossas espadas, fareis arados, e, das lanças, foices! 
Uma nação não guerreará outra. O lobo será hospede do cordeiro, a pantera deitar-se-á ao lado do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e uma criança os conduzirá; a vaca pastará com o urso e as suas crias repousarão juntas. A criancinha brincará junto à toca da víbora. Não se fará o mal nem dano em toda a Terra, porque a humanidade amará como Eu amo. Os povos cantarão: Senhor, aplacastes a Vossa cólera e consolastes-nos. Sois o Deus que nos salva. Confiamos em Vós e nada tememos, pois sois o Salvador». (Isaías 2)

Imagem: Internet
Fonte: recorte de uma publicação da revista Audácia

São Pedro e São Paulo


Neste dia 29 de Junho, faz-se a memória litúrgica dos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja no início e fundamento da tradição apostólica da fé cristã. Desde o Século III que se celebra na liturgia esta festa conjunta dos dois apóstolos. Ambos significam dois estilos diferentes para uma mesma vocação missionária. Pedro, apóstolo dos judeus; Paulo, dos gentios ou pagãos. Originalmente o primeiro foi um simples pescador da Galileia; o segundo, um douto fariseu de Tarso. Ambos judeus, ambos fogosos, apaixonados e de vigorosa personalidade. Tocados por Cristo, tornaram-se enamorados por Ele até ao martírio em Roma, por volta do ano 64, Pedro, e em 67, Paulo. "Por caminhos diversos, os dois congregaram a única Igreja de Cristo." (Prefácio)

Extraído do Diário Bíblico de 2010
Imagem: Internet

Sobreviver ou Viver?

No passado, era comum a educação dos jovens por um mestre particular. Mestre e discípulo corriam o mundo para aprenderem com as pessoas e com as situações que encontravam pelo caminho.
Conta-se que um desses mestres passeava por uma floresta com o seu fiel discípulo quando avistou ao longe uma quinta de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.
Durante o percurso, falou ao jovem sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizagem que temos, mesmo com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando à quinta, constatou a pobreza do sítio. Uma pequena casa de madeira, poucos móveis. Os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então aproximou-se do homem mais velho, o pai daquela família, e perguntou:
- Nesta freguesia não há comércio e não há muitos sinais de trabalho, como é que o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse leite é para nosso consumo. Com a outra parte, maior, nós produzimos queijo e vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros alimentos. Assim estamos a sobreviver.
O sábio agradeceu a informação, contemplou o sítio por alguns minutos, depois despediu-se e foi-se embora. No meio do caminho, dirigiu-se ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pega na vaquinha, leva-a ao precipício ali à frente e empurra-a lá para baixo.
O rapaz arregalou os olhos, espantado, e questionou o mestre sobre o facto de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Ao ver o silêncio aboluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Empurrou a vaquinha morro abaixo e viu-a morrer. Uma cena que atormentou o jovem por muito tempo. Alguns anos mais tarde, ao fazer o mesmo percurso, o aprendiz, já não tão jovem, resolveu voltar àquela casa para ver como estava a família que ele pensou ter destruído, ao acabar com o único meio de sobrevivência que tinham: a vaquinha.
Quando se aproximou do local, avistou uma quinta muito gira, com árvores floridas, uma bela entrada, uma grande carroça e algumas crianças a brincar no jardim. Ficou triste e desesperado, pois pensou que aquela humilde família tivera de vender o sítio para sobreviver. Apressou o passo e assim que chegou foi recebido por um senhor muito simpático. Perguntou sobre a família que ali morava há alguns anos.
- Continuam a morar aqui, respondeu o homem.
Espantado e incrédulo, entrou a correr na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o sítio e perguntou ao dono da casa, o antigo dono da vaquinha:
- Como é que o senhor melhorou a quinta e está bem de vida?
E o senhor respondeu-lhe:
- Houve uma altura em que tínhamos uma vaquinha, mas ela caíu no precipício e morreu. Daí em diante, começámos a plantar, a cuidar das árvores de fruto, da horta, a fazer alguns instrumentos e outras coisas manualmente... Começámos a ir mais vezes à cidade para vender os nossos produtos e a comprar mais ferramentas. Tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E aprendemos muito!


PARA REFLECTIR
O comodismo impede qualquer pessoa de crescer. Quando nos entregamos à rotina, não temos forças para transformar a nossa vida, para buscar algo novo, diferente, maior, melhor. Precisamos de uma situação extrema que nos provoque para conseguirmos mudar de vida. Diversas experiências podem conduzir a isso, mas devemos saber aproveitar as oportunidades e saber criar oportunidades. Se esperarmos a sorte ou o acaso para mudarmos a nossa vida, poderemos esperar demasiado tempo e perder muitas coisas boas da vida.

Retirado do livro "Parábolas sobre a Sabedoria"
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