Quero desejar a todos vós, que têm a "ousadia" de visitar este blog, um Ano Novo de 2017 muito próspero, com as maiores bênçãos do Senhor.
Partilho convosco mais um belo artigo que li e que desde já agradeço ao seu autor... é uma oração belíssima e quem a conseguir colocar em prática, irá certamente contribuir para que o mundo seja melhor...
"Neste novo ano, Senhor
quero amar
com a universalidade do Teu amor;
quero perdoar
com a constância do Teu perdão;
quero sentir
com a grandeza da Tua misericórdia;
quero dar-me
com a totalidade da Tua entrega;
quero ser
a infinita bondade da Tua vontade;
quero viver
com a eternidade da Tua vida;
Por Ti, Senhor.
Em Ti, Senhor.
Para Ti, Senhor.
Nos outros.
Ámen."
Autor: Joaquim Mexia Alves
retirado da revista Fátima Missionária
Imagem: Internet
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Governo... celestial
Leitura da Palavra:
"O povo que andava nas trevas viu uma grande luz;
habitavam numa terra de sombras,
mas uma luz brilhou sobre eles.
Multiplicaste a alegria,
aumentaste o júbilo;
alegram-se diante de ti
como os que se alegram no tempo da colheita,
como se regozijam os que repartem os despojos.
Pois Tu quebraste o seu jugo pesado,
a vara que lhe feria o ombro
e o bastão do seu capataz,
como na jornada de Madian.
Porque a bota que pisa o solo com arrogância
e a capa empapada em sangue
serão queimadas e serão pasto das chamas.
Porquanto um menino nasceu para nós,
um filho nos foi dado;
tem a soberania sobre os seus ombros,
e o seu nome é:
Conselheiro-Admirável, Deus herói,
Pai-Eterno, Príncipe da paz.
Dilatará o seu domínio com uma paz sem limites,
sobre o trono de David e sobre o seu reino.
Ele o estabelecerá e o consolidará com o direito e com a justiça,
desde agora e para sempre.
Assim fará o amor ardente do Senhor do universo."
(Is 9, 1-6)
"O povo que andava nas trevas viu uma grande luz;
habitavam numa terra de sombras,
mas uma luz brilhou sobre eles.
Multiplicaste a alegria,
aumentaste o júbilo;
alegram-se diante de ti
como os que se alegram no tempo da colheita,
como se regozijam os que repartem os despojos.
Pois Tu quebraste o seu jugo pesado,
a vara que lhe feria o ombro
e o bastão do seu capataz,
como na jornada de Madian.
Porque a bota que pisa o solo com arrogância
e a capa empapada em sangue
serão queimadas e serão pasto das chamas.
Porquanto um menino nasceu para nós,
um filho nos foi dado;
tem a soberania sobre os seus ombros,
e o seu nome é:
Conselheiro-Admirável, Deus herói,
Pai-Eterno, Príncipe da paz.
Dilatará o seu domínio com uma paz sem limites,
sobre o trono de David e sobre o seu reino.
Ele o estabelecerá e o consolidará com o direito e com a justiça,
desde agora e para sempre.
Assim fará o amor ardente do Senhor do universo."
(Is 9, 1-6)
Ele estenderá o seu domínio e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino (Isaías 9,7).
A palavra profética de Deus anuncia que um menino nasceu, que um filho se nos deu, que o governo está sobre os ombros dele e que o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
É um texto comum no Natal, para anunciar o nascimento do Senhor Jesus, mas ao mesmo tempo aponta também para o governo do Príncipe da Paz, o que ainda não aconteceu.
O propósito da primeira vinda de Jesus foi reconciliar -nos com Deus – ele não veio para julgar -nos, mas para nos trazer o perdão (Jo 3,17).
É a salvação pela graça, mediante a fé em Jesus.
O Natal é o momento em que Deus desceu à terra e veio até nós. Mas, com o passar dos anos, esse evento virou um sonho de algumas horas em vez de ser fonte de forças para a vida inteira. Realmente, o período natalino é de muita alegria, muita festa, mas tudo é passageiro.
Já houve o tempo da manjedoura, já houve o tempo da cruz, já houve o tempo do túmulo vazio.
Há de chegar o tempo do governo e, com ele, virá a paz sem fim (Is 9,7) sobre o trono de Davi, que será firmado mediante juízo e justiça para sempre. Jesus reinará para sempre, o seu reinado não terminará (Lc 1, 33), conforme o anjo anunciou a Maria.
Jamais haverá paz se Jesus continuar excluído de nossas vidas (é o menos lembrado no seu próprio dia), se o Senhor Jesus permanecer em uma estante numa Bíblia juntando poeira, se ele só continuar a ser lembrado de vez em quando, se não fizer morada em todos os corações.
Façamos destes dias em que lembramos a primeira vinda de Jesus momentos de alegria e de paz; mas preparemo -nos, vigiando e orando por sua segunda vinda, quando o seu governo sobre as nações não terá mais fim. – ETA
A palavra profética de Deus anuncia que um menino nasceu, que um filho se nos deu, que o governo está sobre os ombros dele e que o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
É um texto comum no Natal, para anunciar o nascimento do Senhor Jesus, mas ao mesmo tempo aponta também para o governo do Príncipe da Paz, o que ainda não aconteceu.
O propósito da primeira vinda de Jesus foi reconciliar -nos com Deus – ele não veio para julgar -nos, mas para nos trazer o perdão (Jo 3,17).
É a salvação pela graça, mediante a fé em Jesus.
O Natal é o momento em que Deus desceu à terra e veio até nós. Mas, com o passar dos anos, esse evento virou um sonho de algumas horas em vez de ser fonte de forças para a vida inteira. Realmente, o período natalino é de muita alegria, muita festa, mas tudo é passageiro.
Já houve o tempo da manjedoura, já houve o tempo da cruz, já houve o tempo do túmulo vazio.
Há de chegar o tempo do governo e, com ele, virá a paz sem fim (Is 9,7) sobre o trono de Davi, que será firmado mediante juízo e justiça para sempre. Jesus reinará para sempre, o seu reinado não terminará (Lc 1, 33), conforme o anjo anunciou a Maria.
Jamais haverá paz se Jesus continuar excluído de nossas vidas (é o menos lembrado no seu próprio dia), se o Senhor Jesus permanecer em uma estante numa Bíblia juntando poeira, se ele só continuar a ser lembrado de vez em quando, se não fizer morada em todos os corações.
Façamos destes dias em que lembramos a primeira vinda de Jesus momentos de alegria e de paz; mas preparemo -nos, vigiando e orando por sua segunda vinda, quando o seu governo sobre as nações não terá mais fim. – ETA
Jesus quer hoje morar em cada um de nós para podermos morar com ele eternamente.
Fonte: Pão Diário
Imagem: Internet
Emanuel, O Deus Connosco
Leitura da Palavra:
"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus." (Mt 1, 18-25)
"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus." (Mt 1, 18-25)
A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel, que significa 'Deus conosco' (Mt 1, 23).
José era um ser humano como qualquer outro, mas também se mostrava firme na prática dos princípios de Deus e da boa moral. Estava noivo de Maria e provavelmente apaixonado por ela. De repente a sua noiva aparece grávida. Não a querendo difamar e sabendo que ele não tinha nada a ver com aquilo, resolveu sair daquele relacionamento. Porém, o bebé tinha sido gerado pelo Espírito Santo, e então Deus revelou a José o que estava acontecendo. E disse mais: que José deveria dar à criança o nome de Jesus, pois ele traria perdão ao seu povo; também seria chamado Emanuel, que quer dizer "Deus Conosco", conforme vimos no texto acima.
Todos estamos nos preparando para o Natal. Esta data nos lembra justamente que Jesus Cristo veio a este mundo e se tornou o Emanuel (a presença visível de Deus). Você quer algo melhor do que isto? Mas esta presença constante só é uma realidade para aqueles que creem n'Ele!
O que significa "Deus Conosco"? Quer dizer que o próprio Deus se faz presente em nossa vida. Mas isso só será realidade se você crer em Cristo, arrepender-se de tudo o que desagradou a Deus em sua vida e a entregar a Ele. O Criador do céu e da terra, o Deus todo-poderoso, que esteve com Abraão, Isaac, Jacob, Gideão, Davi, Daniel, Pedro, Paulo e os demais apóstolos, também está conosco! Você consegue imaginar isso?
Seja num momento de alegria ou de tristeza, em períodos de dor ou sem dor, de doença ou de cura, de ganho ou de perda, ou ainda na ocasião de uma decisão importante, quando há muitas dúvidas: Deus está sempre conosco e nos dá o consolo e a direção de que precisamos. Seja qual for o momento que estejamos passando em nossa vida, uma coisa é certa: Deus está conosco! Você crê nisto? Se ainda não, ele quer fazer parte de sua vida. Entregue-se a ele e experimente sua companhia! – HK
José era um ser humano como qualquer outro, mas também se mostrava firme na prática dos princípios de Deus e da boa moral. Estava noivo de Maria e provavelmente apaixonado por ela. De repente a sua noiva aparece grávida. Não a querendo difamar e sabendo que ele não tinha nada a ver com aquilo, resolveu sair daquele relacionamento. Porém, o bebé tinha sido gerado pelo Espírito Santo, e então Deus revelou a José o que estava acontecendo. E disse mais: que José deveria dar à criança o nome de Jesus, pois ele traria perdão ao seu povo; também seria chamado Emanuel, que quer dizer "Deus Conosco", conforme vimos no texto acima.
Todos estamos nos preparando para o Natal. Esta data nos lembra justamente que Jesus Cristo veio a este mundo e se tornou o Emanuel (a presença visível de Deus). Você quer algo melhor do que isto? Mas esta presença constante só é uma realidade para aqueles que creem n'Ele!
O que significa "Deus Conosco"? Quer dizer que o próprio Deus se faz presente em nossa vida. Mas isso só será realidade se você crer em Cristo, arrepender-se de tudo o que desagradou a Deus em sua vida e a entregar a Ele. O Criador do céu e da terra, o Deus todo-poderoso, que esteve com Abraão, Isaac, Jacob, Gideão, Davi, Daniel, Pedro, Paulo e os demais apóstolos, também está conosco! Você consegue imaginar isso?
Seja num momento de alegria ou de tristeza, em períodos de dor ou sem dor, de doença ou de cura, de ganho ou de perda, ou ainda na ocasião de uma decisão importante, quando há muitas dúvidas: Deus está sempre conosco e nos dá o consolo e a direção de que precisamos. Seja qual for o momento que estejamos passando em nossa vida, uma coisa é certa: Deus está conosco! Você crê nisto? Se ainda não, ele quer fazer parte de sua vida. Entregue-se a ele e experimente sua companhia! – HK
Deixe o Emanuel, Deus conosco, habitar de fato em sua vida! Feliz Natal!
Fonte: Pão Diário
Imagem: Internet
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Vamos celebrar mais um Natal
Chegou o mês de Dezembro
Vamos celebrar mais um Natal
Há coisas que eu não entendo;
Porque não nos libertamos do mal?
Vamos celebrar o nascimento do Salvador
Mas, muita gente passa ao lado
Ele veio como libertador
Para nos libertar do pecado
Maria, pura e imaculada
Foi escolhida pelo Senhor
Predilecta e muito amada
Deu-nos a prova do seu grande amor.
São José, quase desconhecido
O fiel enamorado de Maria
Para seu marido foi escolhido
E, aceitou com muita alegria.
Jesus nasce em Belém
Quase ninguém sabia quem era
Só Maria Sua mãe
Sabia a mensagem que recebera.
Mas, aquele grupo de pastores
Foi o único a ser informado
Foram os Anjos os anunciadores
Deste nascimento tão esperado.
Jesus veio ao mundo
Para libertar o pecador
Senhor de um amor profundo
Que tanto sofreu por amor.
Mais um Natal vai acontecer
Para salvação do pobre mortal
Se o pecador se arrepender,
Então sim, será Natal.
Autoria: M. J. PINTO RIBEIRO (2016/11/22)
Publicação: Jornal Voz de Mira de Aire
Imagem: Internet
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria
No decorrer deste dia festivo, em que comemoramos a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria , encontrei esta homília na internet, do então Bispo do Porto (estávamos no ano de 2005), D. Armindo Lopes Coelho, e achei que deveria partilhar convosco essa mensagem:
"Muito bem, servo bom e fiel , entra na alegria do teu Senhor":
Estas palavras do Pontifical da vossa Ordenação para o ministério, têm o sentido de um voto e esperança da Igreja que vos chama e vos envia. Mas a Liturgia da Palavra neste dia da Imaculada Conceição evoca também um momento decisivo da História e um facto determinante da vossa situação existencial.
Nas origens, segundo a Revelação Divina, o homem, chegado ao limiar da inteligência, da liberdade e da responsabilidade, desviou-se do projecto de Deus e quis fugir da presença do seu Criador: teve medo e escondeu-se. Tentou desculpabilizar-se, acusando a mulher, e esta acusou a serpente, o demónio, ao qual Deus disse: "Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência (o descendente) dela" (Gen. 3, 15). E no dealbar da plenitude do tempo (cf. Gal. 4,4) Deus enviou o seu mensageiro a anunciar a uma mulher o cumprimento da promessa da redenção: " Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus" (Lc. 1,30-31). E Maria, a "cheia de Graça" (saudada pelo Anjo) respondia: "Eis a escrava (a serva) do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38).
Chamados e apresentados para serdes servos, servidores, ministros da Igreja, tendes na Mãe de Jesus o exemplo e modelo de serva (de Deus e da humanidade). Ides encontrar no nosso mundo vagas de medo, ameaças de medo, pessoas com muito medo, pessoas escondidas e outras à vista, (umas com vergonha e outras sem vergonha a desafiar e combater, como dizem, passado e tabus). Mas também ides encontrar um mundo necessitado e até sedento de servidores, de ministros sem medo, firmes na fé, pregadores da esperança, testemunhas vivas de alegria e de optimismo.
Celebramos hoje a Solenidade litúrgica da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, padroeira principal de Portugal. Lembramos que em 1646, o Rei D. João IV proclamou a Senhora da Conceição como rainha e padroeira e lembramos que o II Concílio do Vaticano encerrou há 40 anos, precisamente na Solenidade da Imaculada Conceição.
A Constituição sobre a Igreja (Lumen Gentium), um dos documentos mais importantes do Concílio, diz que "Maria, filha de Adão, consentindo na palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, abraçando de todo o coração, sem qualquer impedimento de pecado, o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de Seu Filho, subordinada a Ele e, juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção.
Por ser e para ser Mãe do Redentor, Maria foi ornada de singulares graças e prerrogativas, entre as quais a de ser preservada imune de pecado. Trata-se de uma prerrogativa de ordem e dimensão social, em nosso favor. Mãe do Redentor e nossa Mãe na ordem da graça, (Mãe da Igreja), Maria é também pela sua Maternidade virginal, figura ou tipo da Igreja, que chama os seus ministros para o anúncio do Evangelho fecundo na fidelidade a Cristo. Como Mãe e como virgem, Maria é nosso "modelo eminente e único" (LG 63).
E, terminamos ainda com palavras do Concílio e da Constituição sobre a Igreja: "A Mãe de Jesus, assim como glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante" (n.º68). Que seja, pelo vosso ministério, o sinal de esperança a orientar-nos para o futuro.
Amen.
Porto, 8 de Dezembro de 2005
(+ D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto)
Fonte: http://www.diocese-porto.pt/
Imagem: Internet
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Coragem
Leitura Bíblica:
"Paulo fitou os membros do Sinédrio e disse: «Irmãos, tenho procedido para com Deus, até hoje, com absoluta rectidão de consciência.» Mas o Sumo Sacerdote Ananias ordenou aos seus assistentes que lhe batessem na boca. Então, Paulo disse-lhe: «Deus te baterá, a ti, parede branqueada! Tu sentas-te para me julgares de acordo com a lei, e mandas bater-me, violando a lei?» Os assistentes disseram-lhe: «Tu insultas o Sumo Sacerdote de Deus?» Paulo respondeu: «Não sabia, irmãos, que era o Sumo Sacerdote. Realmente está escrito: ‘Não dirás mal do chefe do teu povo.’» Sabendo que havia dois partidos no Sinédrio, o dos saduceus e o dos fariseus, Paulo bradou diante deles:
«Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, e é pela nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou a ser julgado.»
Estas palavras desencadearam um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia dividiu-se, porque os saduceus negam a ressurreição, assim como a existência dos anjos e dos espíritos, enquanto os fariseus ensinam publicamente o contrário. Estabeleceu-se enorme gritaria, e alguns escribas do partido dos fariseus ergueram-se e começaram a protestar com energia, dizendo: «Não encontramos nada de mau neste homem. E se um espírito lhe tivesse falado ou mesmo um anjo?» A discussão redobrou de violência, a tal ponto que o tribuno, receando que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa para o arrancar das mãos deles e reconduzi-lo à fortaleza. Na noite seguinte, o Senhor apresentou-se diante dele e disse-lhe: «Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma.»
(At, 23, 1-11)
O apóstolo Paulo foi preso, acusado, enfrentou julgamentos e ameaças de morte. Não porque fosse criminoso, mas só pelo fato de pregar o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. No texto bíblico de hoje observamos até um tumulto por causa da presença de Paulo, que exigiu intervenção militar para garantir sua segurança.
Ele tinha todos os motivos para ficar com medo e intimidado, mas na noite seguinte recebe a visita do Senhor Jesus, que o anima e lhe aponta novas tarefas para o futuro. Isto se reflete em palavras de encorajamento nas diversas cartas escritas pelo apóstolo Paulo, como por exemplo: "Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes" (1 Co 16, 13), e também "Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os meus sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus" (2 Tm 1, 7-8).
Deus não abandona quem se mantém fiel a ele, busca conhecer sua vontade e lhe obedece. Isto não nos isenta de dificuldades e sofrimentos – o próprio Paulo relata muitas aflições pelas quais passou, e no fim acabou executado, mas também confirma a fidelidade de Deus. Confira em 2 Coríntios 11, 23-33, por exemplo. Foi pela fé e a coragem que Josué levou o povo de Israel a conquistar a Terra Prometida, e Davi conseguiu vencer o gigante Golias. Com certeza eles se apropriaram da promessa de Deus que diz: "Ninguém conseguirá resistir a você todos os dias da sua vida. Assim como estive com Moisés, estarei com você; nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Js 1.5).
Coragem, pois; a promessa de Deus para todos os cristãos é: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei. Podemos, pois, dizer com confiança: o Senhor é o meu ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens?" (Hb 13.5, 6) – MM
Deus nem sempre guarda seus filhos dos sofrimentos, mas sustenta - os dentro deles.
Imagem: Internet
Fonte: Pão Diário
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Aprender a orar
A tia-avó da Inês
está doente. Embora tivesse já alguns problemas de saúde, nas últimas duas
semanas a situação piorou substancialmente por causa de uma intervenção
cirúrgica.
A
Inês tem andado bastante preocupada com a tia e o primo, que é seu grande amigo
e muito chegado à avó. Por isso, no grupo de catequese pede que a ajudem a
rezar. Ela sabe que nada mais se pode fazer.
Matilde
comove-se com a sensibilidade da sua aluna. E aproveita para explorar um pouco
o tema da oração, regra geral muito mal entendido:
–
O que é, no vosso entender, rezar?
A
vivaz Cristina responde:
–
É falar com Deus!
–
Mas – prossegue Matilde –, será um falar apenas através de fórmulas feitas?
Filipe
procura esclarecer-se:
–
Tipo pais-nossos e ave-marias?
–
Por exemplo – elucida Matilde.
–
Acho que não – intervém Joel. – Quando tenho algum problema, peço a Deus que me
ajude a resolvê-lo. E com palavras minhas, porque ninguém conhece o meu
problema para inventar uma fórmula para ele…
–
Inês, o que estás a sentir relativamente à doença da tua tia e a tudo o que se
tem passado? – incita Matilde.
A
jovem fica um pouco encavacada e, após breves instantes, responde:
–
Na verdade, estou um bocadinho zangada com Deus porque a minha tia vai piorando
e estão todos muito tristes, cansados e com medo do que possa acontecer. Vou
pedindo a Deus que a ponha boa, só que Ele parece não me ouvir… e isso
chateia-me tanto!
–
É normal e não precisas de ter vergonha por te sentires assim – acalma-a
Matilde. – Moisés também tentou “convencer” Deus a fazer pelo povo de Israel o
que ele considerava ser o certo. E andou para ali com argumentos e mais
argumentos, até ao ponto de quase fazer um ultimato ao seu Senhor. Ele queria
MESMO sentir a presença de Deus naquela altura tão difícil da saída do Egito
(Ex 32-34). Dava a ideia que Deus se tinha eclipsado… E era necessário que Deus
se mostrasse mais forte do que o pecado e a morte. E foi esperto. Não se pôs a
dizer que o povo era muito bonzinho e, portanto, merecia que Deus se lhe
revelasse… Pegou, em vez disso, na fama de misericórdia de Deus, como para Lhe
lembrar que Ele é que era bom e que, embora o povo não merecesse, por causa
dessa bondade seria de esperar um sinal divino. Mas o melhor é pegarem nos tablets e conversarem diretamente com Moisés.
Filipe
dá o pontapé de saída:
–
Moisés, Deus não se ofendeu de estares a argumentar com Ele, porque, realmente,
Ele é que era Deus e tu estavas a armar-te em carapau de corrida…
No
ecrã apareceu a resposta pronta:
–
Não! Deus sabia que os meus argumentos vinham da profundidade da relação que
tinha com Ele e que me permitia dizer todas aquelas coisas…
Cristina
continua:
–
Querias que Deus se revelasse para as pessoas acreditarem n’Ele… e em ti?
–
Sim – aclara Moisés na Bíblia_app –, porque a presença manifesta de Deus no
meio do seu povo é o que o distingue de todos os outros povos. Se essa presença
não for visível, quem é que confia que se trata do povo de Deus?
Joel
acrescenta:
–
E Deus não se aborreceu por estares sempre a insistir no mesmo?
Moisés
explica:
–
Deus nunca se aborrece por alguém Lhe pedir com insistência o que quer que
seja, argumentando sem medo e com total liberdade, porque é assim que se fala
com os amigos.
Inês,
sedenta de algum consolo, indaga:
–
Como te sentiste depois de orar a Deus dessa maneira?
Moisés
replica:
–
Eu pensava que, com a minha oração, ia mudar Deus e que ia levá-Lo a fazer o
que eu queria, mas curiosamente foi Ele que me mudou e me fez compreender
melhor como Ele é. Ele transformou o meu coração! E eu ganhei novas forças.
Matilde
conclui, sublinhando:
–
O mais importante na oração não é se rezamos com palavras compostas por outros
ou com fórmulas nossas; é, isso sim, que sintamos profundamente o que estamos a
dizer a Deus… e que façamos silêncio para o sentirmos no nosso coração e os
outros possam ver isso mesmo. Qualquer relação se faz de diálogo, ou seja, de
falar e escutar.
Texto:
Maria Mendonça
Revista:
Audácia
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