quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Será que a galinha sabe contar?...

Dona Maria estava estendendo roupa no quintal quando ouviu resmungo de galinha choca, no meio de um cisqueiro. "Onde é que a galinha foi chocar a sua ninhada?", pensou a mulher.
Abrindo caminho com dificuldade por entre os galhos secos e montes de capim, dona Maria encontrou realmente a galinha, acocorada em cima dos pintainhos. Mas ali não havia água nem comida. Poderiam morrer todos naquele sufoco de galhos e de sujeira.
Mais do que depressa ajuntou dez pintainhos no avental, pegou a mãe debaixo do braço e levou-os para o galinheiro.
A galinha parecia não estar muito contente com a mudança. Talvez faltasse comida, pensou a boa camponesa. Enquanto foi e voltou com uma pratada de arroz cozido, a galinha tinha sumido, deixando, ali os seus pintainhos.
A mulher resmungou: "Êta, galinha tonta e boba. Largou os filhotes e saiu por esse mundo, à toa". Desconfiando que tinha voltado para o ninho antigo, ela foi atrás. Sim, lá estava a galinha. Mas quase não acreditou no que viu. Carinhosamente aconchegava debaixo das asas um pintainho que havia sido esquecido pela camponesa.
Dona Maria comoveu-se até às lágrimas. O pintainho poderia morrer por falta de comida, mas nunca por falta de amor! Que lição de amor para muitos pais!!!

Retirado do livro: "Histórias para Meditar", prof. Felipe Aquino
Imagem: Internet

O espelho e o vidro

Um homem procurou um sacerdote: Estava cansado, angustiado, esgotado, desesperado, a ponto de querer acabar com a vida. O padre ouviu com paciência e interesse a ladainha de problemas. Depois levantou-se da cadeira, tomou o homem pelo braço e o levou até à janela. O dia estava frio, a vidraça abaixada:
- Amigo, olhe através da vidraça. O que está vendo?
- Vejo pessoas, carros, casas...
- Agora venha comigo. Ali está um espelho. Coloque-se diante dele. O que está vendo agora?
- Estou vendo meu rosto. Vejo a mim mesmo.
- Curioso - continuou o padre - tanto a vidraça quanto o espelho são de vidro. Entretanto pela vidraça você enxerga as pessoas, e pelo espelho você vê somente você. Por quê? O espelho é opaco, a vidraça é transparente.
Convidando-o para se assentar novamente, o padre continuou:
- O vidro do espelho reflete nossa pessoa devido à camada que o cobre. O vidro da janela nos faz ver outras pessoas porque é transparente. Vamos chegar aonde eu queria. Suas angústias e preocupações formam como que uma camada opaca, circunscrevendo você em si mesmo, isolando-o do mundo externo, formando um curto circuito. Se você sair de você mesmo, se olhar para fora, para os outros, para o mundo, vai sentir-se libertado, leve e livre. Rezemos um pai-nosso para começar...

Retirado do livro "Histórias para Meditar", prof. Felipe Aquino
Imagem: Internet

Experiência com um sapo...

Certa vez, um homem quis fazer uma experiência que a muito tempo achava que não seria interessante. Foi até a lagoa e pegou um pouco de água e a colocou em uma bacia de alumínio. Em seguida, capturou um sapo que estava dentro da lagoa e o colocou com muito cuidado dentro da bacia com a água do seu próprio habitat. Depois colocou a bacia em cima de uma fogueira pequena e a água foi esquentando lentamente até ferver completamente. O nosso sapo não reagiu ao aumento gradual da temperatura (mudança de ambiente) e morreu quando a água estava fervendo. Bem inchadinho e feliz.
Por outro lado, o homem resolveu fazer outra experiência parecida. Desta vez, pegou a mesma bacia, com água da mesma lagoa, só que agora ele ferveu primeiro a água e só depois que o sapo foi colocado dentro da bacia, já na água fervendo. O sapo, tão logo solto na água, salta imediatamente para fora da água fervendo, meio chamuscado, mas vivo.
O sapo, ao perceber que a água estava diferente, tratou de pular fora imediatamente, mesmo com algumas partes chamuscadas, porém vivo. 
Ao contrário daquele primeiro que não percebeu as mudanças e morreu escaldado.
O tipo de sapo queremos ser: aquele que está atento às mudanças ou aquele que está acomodado com as situações do dia-a-dia e que será fervido e morto sem perceber as mudanças quase sempre sutis que acontecem em nossa volta?

Precisamos estar atentos para que não sejamos como os sapos fervidos.  Pulemos fora, antes que a água ferva. O mundo precisa de nós, meio chamuscados, mas vivos, abertos para mudanças e prontos para agir.

retirado do livro "Histórias para Meditar", Prof. Felipe Aquino
Imagem: Internet 

sábado, 13 de dezembro de 2014

Desejo para ti... o suficiente!

Há muito pouco tempo, estava no aeroporto e vi mãe e filha se despedindo.

Anunciaram a partida, elas se abraçaram e a mãe disse:

   - Eu te amo. Desejo o suficiente para ti.

   A filha respondeu:

   - Mãe, nossa vida juntas tem sido mais do que suficiente. O seu amor é tudo de que sempre precisei. Eu também desejo o suficiente para você.

Elas se beijaram e a filha partiu. A mãe passou por mim e se encostou na parede. Pude ver que ela queria, e precisava, chorar. Tentei não me  intrometer nesse momento, mas ela se dirigiu a mim, perguntando:

   - Você já se despediu de alguém sabendo que seria para sempre?

   - Já - respondi. - Me desculpe pela pergunta, mas por que foi um adeus para sempre?

   - Estou velha e ela vive tão longe daqui. Tenho desafios à minha frente e a verdade é que a próxima viagem dela para cá será para o meu funeral.

   - Quando estavam se despedindo, ouvi a senhora dizer "Desejo o suficiente para ti"... Posso saber o que isso significa?

   Ela começou a sorrir.

   - É um desejo que tem sido passado de geração para geração na minha família. Meus pais costumavam dizer isso para toda a gente. Ela parou por um instante e olhou para o alto como se estivesse tentando se lembrar em detalhes e sorriu mais ainda.

   - Quando dissemos "Desejo o suficiente para ti", estávamos desejando uma vida cheia de coisas boas o suficiente para que a pessoa se ampare nelas.

 Então, virando-se para mim, disse, como se estivesse recitando:

- Desejo a ti, sol o suficiente para que continue a ter essa atitude radiante.

- Desejo a ti, chuva o suficiente para que possa apreciar mais o sol.

- Desejo a ti, felicidade o suficiente para que mantenha o seu espírito alegre.

- Desejo a ti, dor o suficiente para que as menores alegrias na vida pareçam muito maiores.

- Desejo a ti, que ganhe o suficiente para satisfazer os seus desejos materiais.   

- Desejo a ti, perdas o suficiente para apreciar tudo que possui. 

- Desejo a ti, olás em número suficiente para que chegue ao adeus final.

   Ela começou então a soluçar e se afastou.

   "Dizem que leva um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la".

EU DESEJO O SUFICIENTE PARA TI!!! 

Imagem e texto retirado da Internet
(autor desconhecido ou ignorado)

domingo, 7 de dezembro de 2014

Para servir


Ó Cristo, para poder servir-Te melhor,
dá-me um coração íntegro.
Um coração forte
para escolher aquilo que me eleva
e desprezar aquilo que me rebaixa.

Um coração generoso no trabalho
vendo-o não como uma imposição,
mas como uma missão que me confias.

Um coração grande para com o mundo:
compreensivo com as suas fraquezas,
mas livre das suas seduções e juízos.

Um coração grande para com os homens:
leal com todos, atento, sobretudo,
aos pequenos e humildes.

Um coração grande para comigo mesmo:
nunca centrado em mim, sempre apoiado em Ti.
Sobretudo um coração grande para ConTigo,
ó meu Senhor, feliz por servir-Te
e servir os irmãos,
todos os dias da minha vida. Ámen. 

Autor da oração: frei Ignacio Larrañaga
Imagem: Internet

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os sete vimes

Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer, chamou-os a todos e disse-lhes assim:
- Filhos, já sei que se aproxima o meu fim. Mas antes de morrer, quero que cada um de vós me vá buscar um vime1 seco e mo traga aqui.
- Eu também? - perguntou o mais pequeno, que só tinha 4 anos. O mais velho tinha 25, e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.
- Tu também - respondeu o pai ao mais pequeno. 
Saíram os sete filhos; e daí a pouco regressaram, trazendo cada um o seu vime seco. O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho, e entregou-o ao mais novinho, dizendo-lhe:
- Parte esse vime.
O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir. Depois o pai entregou outro ao filho mais novo, e disse-lhe:
- Agora, parte também esse.
O pequeno partiu-o; E, um a um, partiu todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada a parti-los todos. Partindo o último, o pai disse outra vez aos filhos:
- Agora vão buscar outro vime e tragam-mo.
Os filhos tornaram a sair, e dali a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com o seu vime.
- Agora dêem-mos cá - disse o pai.
E dos vimes todos fez um feixe2, atando-os com uma vincelho3. E voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:
- Toma este feixe! Parte-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
- Não podes? - perguntou ele ao filho.
- Não, meu pai, não posso.
- E algum de vós é capaz de o partir? Experimentem.
Não foi nenhum capaz de o partir, nem dois juntos, nem três, nem todos juntos.
O pai disse-lhes então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um a um; e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos; nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
Acabou de dizer isto e morreu - e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade ajudando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem.




[1] vime – vara tenra e flexível usada na fabricação dos cestos.
[2] vincelho – Atilho de vime
[3] feixe – molho

Texto: Internet, autoria de Trindade Coelho
Imagem: Internet

O que são as Oficinas de Oração e Vida?