Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão de ser da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior deve ser a sua meta de vida; quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda falta algo, mesmo tendo tudo, remeta o seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe dentro de si.
Pare de procurar a sua felicidade cada dia mais longe.
Não tenha objetivos longe demais das suas mãos, abrace aqueles que estão ao seu alcance hoje.
Se está desesperado devido a problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque no seu interior a resposta para se acalmar, você é reflexo do que pensa diariamente.
Pare de pensar mal de si mesmo, e seja o seu próprio melhor amigo, sempre. Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar.
Então abra um sorriso de aprovação para o mundo, que tem o melhor para lhe oferecer.
Com um sorriso, as pessoas terão melhor impressão sua, e você estará afirmando para si mesmo, que está "pronto"para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar que a felicidade chegue sem trabalho.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Agradeça tudo aquilo que está na sua vida, neste momento, incluindo nessa gratidão, a dor. A nossa compreensão do universo ainda é muito pequena, para julgarmos o que quer que seja na nossa vida.
(Aristóteles)
Fonte e imagem: Internet
sexta-feira, 31 de julho de 2015
O pássaro encantado e a menina
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Era um pássaro diferente de todos os outros: era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para ti...".
E assim ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
"... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes."
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
"- Tenho que ir", ele dizia.
"- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....".
"- Eu também terei saudades", dizia o pássaro.
- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar."
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma ideia malvada.
"- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
"- Ah! menina... o que é que tu fizeste? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias... Sem a saudade, o amor irá embora..."
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.
E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...
Até que não mais aguentou. Abriu a porta da gaiola.
"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...".
"- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...".
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para ti...".
E assim ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
"... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes."
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
"- Tenho que ir", ele dizia.
"- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....".
"- Eu também terei saudades", dizia o pássaro.
- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar."
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma ideia malvada.
"- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
"- Ah! menina... o que é que tu fizeste? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias... Sem a saudade, o amor irá embora..."
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.
E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...
Até que não mais aguentou. Abriu a porta da gaiola.
"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...".
"- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...".
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos...
"- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje..."
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento:
"- Quem sabe ele voltará amanhã..."
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos...
"- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje..."
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento:
"- Quem sabe ele voltará amanhã..."
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Fonte e imagem: Internet
O tesouro do campo
Um rico e já idoso fazendeiro, que sabia não ter mais tantos de anos de vida pela frente, chamou seus filhos à beira da cama e lhes disse:
"Meus filhos, escutem com atenção o que tenho para lhes dizer. Não façam partilha da fazenda que por muitas gerações tem pertencido a nossa família. Em algum lugar dela, no campo, enterrado, há um valioso tesouro escondido. Não sei o ponto exato, mas ele está lá, e com certeza o encontrarão. Se esforcem, e em sua busca, não deixem nenhum ponto daquele vasto terreno intocado."
Dito isso o velho homem morreu, e tão logo ele foi enterrado, seus filhos começaram seu trabalho de busca. Cavaram com vontade e força, revirando cada pedaço de terra da fazenda com suas pás e seus fortes braços.
E continuaram por muitos dias, removendo e revirando tudo que encontravam pela frente. E depois de feito todo trabalho, o fizeram outra vez, e mais outra, duas, três vezes.
Nenhum tesouro foi encontrado. Mas, ao final da colheita, quando eles se sentaram para conferir seus ganhos, descobriram que haviam lucrado mais que todos seus vizinhos. Isso ocorreu porque ao revirarem a terra, o terreno se tornara mais fértil, mais favorável ao plantio, e consequentemente, a generosa safra.
Só então eles compreenderam que a fortuna da qual seu pai lhes falara, era a abundante colheita, e que, com seus méritos e esforços haviam encontrado o verdadeiro tesouro.
Moral da História: O Trabalho diligente é em si um tesouro.
"Meus filhos, escutem com atenção o que tenho para lhes dizer. Não façam partilha da fazenda que por muitas gerações tem pertencido a nossa família. Em algum lugar dela, no campo, enterrado, há um valioso tesouro escondido. Não sei o ponto exato, mas ele está lá, e com certeza o encontrarão. Se esforcem, e em sua busca, não deixem nenhum ponto daquele vasto terreno intocado."
Dito isso o velho homem morreu, e tão logo ele foi enterrado, seus filhos começaram seu trabalho de busca. Cavaram com vontade e força, revirando cada pedaço de terra da fazenda com suas pás e seus fortes braços.
E continuaram por muitos dias, removendo e revirando tudo que encontravam pela frente. E depois de feito todo trabalho, o fizeram outra vez, e mais outra, duas, três vezes.
Nenhum tesouro foi encontrado. Mas, ao final da colheita, quando eles se sentaram para conferir seus ganhos, descobriram que haviam lucrado mais que todos seus vizinhos. Isso ocorreu porque ao revirarem a terra, o terreno se tornara mais fértil, mais favorável ao plantio, e consequentemente, a generosa safra.
Só então eles compreenderam que a fortuna da qual seu pai lhes falara, era a abundante colheita, e que, com seus méritos e esforços haviam encontrado o verdadeiro tesouro.
Moral da História: O Trabalho diligente é em si um tesouro.
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quinta-feira, 30 de julho de 2015
Estou à espera que me dê um beijo...
É cheio de significado o relato de uma senhora: foi a um hospital de crianças, e levou guloseimas e brinquedos. Ia passando de uma cama a outra, deixando nas mãos de cada criança doente o presente que lhes levava. Mas uma menina doente não quis receber nada e o seu rostozinho estava muito triste. A senhora perguntou porque é que não queria receber nem o brinquedo nem os doces; respondeu que não era disso que estava à espera. A senhora perguntou-lhe então o que esperava, o que desejava, e a menina replicou: "Estou à espera de alguém que me dê um beijo". Podes dizer que é uma infantilidade, mas há muitas pessoas que dentro de si têm uma criança que facilmente acorda e que não pára de chorar até lhe ser dado o que precisa. Porque é que não pensas em descobrir a criança que há em cada um e em dar-lhe um pouco de afecto, um pouco mais de bondade, um sorriso, uma companhia para pelo menos meia hora de conversa? O mundo morre por falta de afecto, por frio de coração, porque precisa de alguém disposto a «perder tempo» a escutá-lo.
"Os mandamentos resumem-se nestas palavras: «Amarás ao próximo como a ti mesmo» (...) A caridade é o pleno cumprimento da lei" (Romanos 13, 9-10); cfr. 1 João 4, 20). "Isto revela-se como sendo da maior importância, hoje que os homens se tornam cada dia mais dependentes uns dos outros e o mundo se unifica cada vez mais"
"Os mandamentos resumem-se nestas palavras: «Amarás ao próximo como a ti mesmo» (...) A caridade é o pleno cumprimento da lei" (Romanos 13, 9-10); cfr. 1 João 4, 20). "Isto revela-se como sendo da maior importância, hoje que os homens se tornam cada dia mais dependentes uns dos outros e o mundo se unifica cada vez mais"
Fonte: Os cinco minutos de Deus, de Alfonso Milagro
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sexta-feira, 29 de maio de 2015
Homem de pouca fé, por que duvidaste... (Mt 14, 31)
Aproximava-se a época dos exames e a Maria Teresa estava aflita! Era boa aluna, estudiosa, metódica, mas por natureza trabalhava devagar e tinha receio de não fazer boas provas por falta de tempo.
- Ó mãe, já sei que não vou passar! - disse ela.
Mas a mãe ralhou-lhe, dizendo:
- Rapariga de pouca fé, tem confiança em Deus! Tu tens a tua consciência tranquila, não tens? Tens prestado atenção nas aulas, tens feito os teus deveres cuidadosamente e tens aproveitado o tempo o melhor que podes para estudar, não é assim? Então, para que é tanto desânimo? Tem confiança no Senhor, tem fé! Fazes-me lembrar São Pedro!...
- Porquê, mãe?
- Não te lembras do Evangelho? Jesus tinha atravessado o Mar da Galileia com os Seus discípulos para fugir das multidões que O procuravam constantemente. Mas o povo segui-os a pé, levando consigo os seus doentes para Jesus os curar. Mais uma vez mostrou Ele o Seu grande amor aos homens: curou os inválidos, ensinou-lhes a Sua doutrina e alimentou-os com pão milagroso. Então, mandou os discípulos regressarem de barco e foi rezar sozinho para o monte. Anoiteceu, e levantou-se um vento forte. Os discípulos estavam receosos. De repente, viram Jesus aproximar-se do barco, andando sobre as águas. Ficaram cheios de medo!
- É um fantasma! - gritaram.
- Tende confiança. Sou Eu! - disse-lhes Jesus.
- Senhor, se sois Vós, mandai-me ir ter convosco por sobre as águas! - pediu São Pedro.
- Vem! - mandou Jesus.
Então, São Pedro desceu do barco e começou a andar sobre as águas, como se fosse sobre terra firme! Estava mesmo a aproximar-se de Jesus, quando reparou nas ondas enormes que o cercavam e faltou-lhe a confiança. Teve medo! Imediatamente, começou a afundar-se.
- Senhor, salvai-me! - gritou ele.
Jesus estendeu-lhe a mão e trouxe-o novamente à superfície.
- Por que duvidaste, homem de pouca fé! - respondeu Jesus.
Entraram no barco e o vento abrandou logo. Os discípulos compreenderam, então, que ao pé de Jesus não deviam ter receio.
Disse a Maria Teresa:
- Quer dizer, mãe, que, enquanto São Pedro tinha fé, pôde caminhar sobre a água, mas, quando lhe faltou a confiança, começou a afundar-se.
- Pois, foi mesmo assim! - respondeu a mãe. - E tu, minha filha, estás a ser como ele! Está a faltar-te a confiança no Senhor. É falta de fé!
A Maria Teresa tomou novo ânimo e acabou por fazer um bom exame. Durante as provas, quantas vezes ela se lembrou das palavras de Jesus: - «Porque duvidaste, homem de pouca fé?». E com este pensamento ganhava nova confiança e novas forças para vencer.
Texto retirado do livro: E Jesus disse, de Margaret Kendall
Imagem: Internet
- Ó mãe, já sei que não vou passar! - disse ela.
Mas a mãe ralhou-lhe, dizendo:
- Rapariga de pouca fé, tem confiança em Deus! Tu tens a tua consciência tranquila, não tens? Tens prestado atenção nas aulas, tens feito os teus deveres cuidadosamente e tens aproveitado o tempo o melhor que podes para estudar, não é assim? Então, para que é tanto desânimo? Tem confiança no Senhor, tem fé! Fazes-me lembrar São Pedro!...
- Porquê, mãe?
- Não te lembras do Evangelho? Jesus tinha atravessado o Mar da Galileia com os Seus discípulos para fugir das multidões que O procuravam constantemente. Mas o povo segui-os a pé, levando consigo os seus doentes para Jesus os curar. Mais uma vez mostrou Ele o Seu grande amor aos homens: curou os inválidos, ensinou-lhes a Sua doutrina e alimentou-os com pão milagroso. Então, mandou os discípulos regressarem de barco e foi rezar sozinho para o monte. Anoiteceu, e levantou-se um vento forte. Os discípulos estavam receosos. De repente, viram Jesus aproximar-se do barco, andando sobre as águas. Ficaram cheios de medo!
- É um fantasma! - gritaram.
- Tende confiança. Sou Eu! - disse-lhes Jesus.
- Senhor, se sois Vós, mandai-me ir ter convosco por sobre as águas! - pediu São Pedro.
- Vem! - mandou Jesus.
Então, São Pedro desceu do barco e começou a andar sobre as águas, como se fosse sobre terra firme! Estava mesmo a aproximar-se de Jesus, quando reparou nas ondas enormes que o cercavam e faltou-lhe a confiança. Teve medo! Imediatamente, começou a afundar-se.
- Senhor, salvai-me! - gritou ele.
Jesus estendeu-lhe a mão e trouxe-o novamente à superfície.
- Por que duvidaste, homem de pouca fé! - respondeu Jesus.
Entraram no barco e o vento abrandou logo. Os discípulos compreenderam, então, que ao pé de Jesus não deviam ter receio.
Disse a Maria Teresa:
- Quer dizer, mãe, que, enquanto São Pedro tinha fé, pôde caminhar sobre a água, mas, quando lhe faltou a confiança, começou a afundar-se.
- Pois, foi mesmo assim! - respondeu a mãe. - E tu, minha filha, estás a ser como ele! Está a faltar-te a confiança no Senhor. É falta de fé!
A Maria Teresa tomou novo ânimo e acabou por fazer um bom exame. Durante as provas, quantas vezes ela se lembrou das palavras de Jesus: - «Porque duvidaste, homem de pouca fé?». E com este pensamento ganhava nova confiança e novas forças para vencer.
Texto retirado do livro: E Jesus disse, de Margaret Kendall
Imagem: Internet
Porta do Céu
"Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. Mas sejam dadas graças a Deus que nos dá a vitória por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Coríntios 15, 55-57)
A "Escatologia" é o tratado sobre os últimos tempos; sobre os "novíssimos"; sobre cada uma das quatro situações do homem, que são: morte, juízo, inferno, glória do paraíso. O título mariano de "Porta do Céu" remete para mistério pascal de Cristo, a coroação do plano divino da criação e da salvação do homem.
A verdadeira porta da salvação e da vida é Jesus Cristo Nosso Senhor: "Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas" (João 10, 7). Jesus é a porta da vida eterna, por Ele abrem-se para nós as portas da Jerusalém celeste.
A liturgia vê em Maria a "Virgem humilde, que pela sua fé permitiu que Cristo nos abrisse a porta da vida eterna, que Eva tinha fechado com a sua incredulidade; a Mãe virginal de Cristo que se converte em porta luminosa da vida, pela qual apareceu a salvação do mundo, Jesus Cristo Nosso Senhor"; e a Virgem suplicante "de quem recebemos o Salvador do mundo".
O que é o Céu? Devemos pensar nele, para poder desejá-lo. O Céu é Deus, é a comunhão de vida e amor com Deus, com a Virgem Maria, os anjos e os santos (cf. Catecismo 1024).
No Céu encontramos a realização das nossas mais profundas aspirações, o estado supremo e definitivo de felicidade. Olhando para Maria aspiramos ao Céu; recorrendo a Ela abrem-se-nos as suas portas, embora não possamos imaginar plenamente "o que nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais passou pelo pensamento do homem, o que Deus preparou para aqueles que O amam." (Cf. 1 Coríntios 2, 9).
Texto retirado do livro: 31 dias com Maria, de Guillermo Juan Morado
Imagem: Internet
Sede de Sabedoria
"Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores. Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração." (Lucas 2, 18-19)
A Igreja venera Maria como "Trono de Sabedoria": "És feliz, Santa Maria, Virgem sábia, que mereceste levar em teu seio a Palavra da verdade; és ditosa, Virgem prudente, que escolheste a melhor parte", canta uma antífona da liturgia.
Maria é Mãe e discípula da Sabedoria do Pai. São Bruno de Asti, comentando o Evangelho de Lucas, escreve: "Oh a Mãe sapientíssima, única digna de um tal Filho, meditava todas estas palavras em seu coração e as guardava, para nós, para que depois, ensinando-as, narrando-as e anunciando-as, fossem escritas, proclamadas e anunciadas em todo o mundo e a todas as nações".
O sábio é aquele que julga retamente as coisas divinas. A sabedoria humana adquire-se, normalmente, pelo estudo. Mas também existe a sabedoria como dom do Espírito Santo; um saber acerca de Deus que nasce, como explica São Tomás de Aquino, da interioridade com Ele. Este dom provém da caridade, que nos une a Deus. Na Virgem vemos reflectida esta sabedoria que mana da experiência de Deus, da intimidade com Ele.
Também nós, como Adão e Eva, sentimos a tentação de comer o fruto da árvore da ciência para sermos como deuses, conhecedores do bem e do mal (Cf. Génesis 3, 5). Porém, isso é, uma ilusão, um querer o impossível. O saber que orienta para a vida vem-nos de Deus e, se O procuramos, encontramo-l'O, como O encontraram os pastores de Belém e os Reis Magos. Estes "viram o Messias com Maria, sua Mãe. E prostrando-se, adoraram-n'O" (Cf. Mateus 2, 11). A adoração é a "melhor parte", a verdadeira escola da sabedoria, a fonte da experiência autêntica; o espaço onde se abre o caminho da prudência e da vida.
Texto retirado do livro: 31 dias com Maria, de Guillermo Juan Morado
Imagem: Internet
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