quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Um Sim incondicional...

Maria era uma adolescente, de 14 ou 16 anos. Vivia em Nazaré com os pais. No Céu, Deus olhava-a com predilecção. Escolheu-a para ser a mãe do seu Filho, Jesus. Mas precisava do consentimento dela. Por isso, enviou-lhe o anjo Gabriel. Maria aceitou a missão que Deus lhe deu, dizendo: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» (Lc 1, 38). Graças a este «Sim», a História da Humanidade modificou-se, porque Deus fez-Se ver, falou, expressou-Se como as pessoas, e assim pôde ser entendido. Ao assumir tudo o que é humano - as alegrias, dores, esperanças e conquistas -, Jesus ensinou o modo de vida que conduz à salvação.
Maria não guardou Jesus para si. Foi logo visitar e ajudar a sua prima Isabel. Quando a saudou, o bebé - João - exultou de alegria no seio de Isabel e esta elogiou a prima, porque era bendito o Fruto do seu ventre, Jesus.
A fé de Maria manifestou-se anos mais tarde. Ela estava com Jesus e os apóstolos num casamento, em Caná. A festa, porém, quase fracassava, porque o vinho acabou. Então, Maria intercedeu pelos noivos, pedindo ajuda a Jesus. E Jesus transformou a água em vinho novo e muito melhor. Maria estava, também, junto da cruz de Jesus. Ali recebeu uma nova missão: ser a mãe dos cristãos, missão que realiza nos Céus. (Evangelho de Lucas, 1; Evangelho de João, 19)

Fonte: Revista Audácia, 2010
Imagem. Internet

domingo, 4 de setembro de 2016

Recebe-o, não já como escravo, mas como um irmão muito querido... (Fl 9b-10.12-17)

Texto da Carta que São Paulo escreve a Filémon, e que é riquíssima. Partilho convosco esta reflexão extraída de um site que eu aconselho vivamente a ser visitado...

"Caríssimo:
Eu, Paulo, prisioneiro por amor de Cristo Jesus,
rogo-te por este meu filho, Onésimo, que eu gerei na prisão.
Mando-o de volta para ti, como se fosse o meu próprio coração.
Quisera conservá-lo junto de mim,
para que me servisse, em teu lugar,
enquanto estou preso por causa do Evangelho.
Mas, sem o teu consentimento, nada quis fazer,
para que a tua boa acção não parecesse forçada,
mas feita de livre vontade.
Talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo,
a fim de o recuperares para sempre,
não já como escravo, mas muito melhor do que escravo:
como irmão muito querido.
É isto que ele é para mim
e muito mais para ti, não só pela natureza,
mas também aos olhos do Senhor.
Se me consideras teu amigo,
recebe-o como a mim próprio."


A Carta a Filémon é a mais breve e pessoal das cartas de Paulo. É endereçada a um tal Filémon, aparentemente um membro destacado da Igreja de Colossos.
A partir dos dados da carta, podemos reconstruir as circunstâncias em que o texto aparece. Onésimo, escravo de Filémon, fugiu de casa do seu senhor. Encontrou Paulo, ligou-se a ele e tornou-se cristão. Paulo, que nessa altura estava na prisão (em Éfeso? Em Roma?), fê-lo seu colaborador e manteve-o junto de si. No entanto, a situação podia tornar-se delicada se Filémon se ofendesse com Paulo; e, do ponto de vista legal, ao dar guarida a um escravo fugitivo, Paulo era cúmplice de uma grave infracção ao direito privado. Enfim, Onésimo corria o risco de ser preso, devolvido ao seu senhor e severamente castigado.
É neste contexto que Paulo resolve enviar Onésimo a Filémon. Onésimo leva consigo uma carta, em que Paulo explica a Filémon a situação e intercede pelo escravo fugitivo. Com extrema delicadeza, Paulo insinua a Filémon que, sendo possível, lhe devolva Onésimo, já que este lhe vem sendo de grande utilidade; no entanto, Paulo pede, sugere, mas sem impor nada e deixando a decisão nas mãos de Filémon.
É um texto belíssimo, carregado de sentimentos, “verdadeira obra-prima de tacto e de coração”.


Fonte: http://www.dehonianos.pt/dia-liturgia/23o-domingo-do-tempo-comum-ano-c/?mc_id=892 
Imagem: Internet

Quem não renunciar a todos os seus bens não pode ser meu discípulo (Lc 14, 25-33)

As palavras que vamos encontrar no texto bíblico mais abaixo, podem levar-nos a pensar que o que Jesus nos pede é quase impossível de realizar; pede-nos para deixar pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, irmãs e até à própria vida, caso contrário não podemos ser seus discípulos. Na reflexão que hoje o sacerdote fez deste texto bíblico, ajudou a esclarecer-me sobre este recado que Jesus nos dá. Jesus não nos pede para deixarmos de amar, todas essas pessoas de que fala, mas sim para O colocarmos em primeiro lugar. Porquê? porque se nos apoiarmos apenas nas pessoas de quem amamos, vamos correndo o risco de vivermos uma vida que terminará, pois à medida que vão partindo, vamos deixar de sentir o seu apoio, e chega-se à conclusão de que a vida não teve sentido. Por isso, é a Ele, que devemos colocar no primeiro lugar das nossas vidas, pois Ele é o princípio, o centro e a meta, para essa caminhada que vamos fazendo. Ele é a salvação... Eis o texto do Evangelho de São Lucas:

"Seguiam com ele grandes multidões; e Jesus, voltando-se para elas, disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não tomar a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo. Quem dentre vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a concluir? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, não a podendo acabar, todos os que virem comecem a troçar dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não pôde acabar.’ Ou qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro para examinar se lhe é possível com dez mil homens opor-se àquele que vem contra ele com vinte mil? Se não pode, estando o outro ainda longe, manda-lhe embaixadores a pedir a paz. Assim, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.» (Lc 14, 25-33)"

Estrutura Pessoal do Cristão*

E o que é que diferencia o discípulo de Cristo de um não crente? O que é que a sua fé acrescenta à realidade quotidiana e prosaica da vida humana? O cristão, chamado a participar na vida de Cristo e, de facto, já filho adoptivo de Deus pelo dom do Espírito, é a Jesus que segue, como modelo, até chegar à identificação com Ele. Ser cristão significa revestir-se de Cristo e ter os mesmos sentimentos, atitudes e acções na vida. No cristão verdadeiro nota-se uma visão da vida, do homem, do mundo e dos problemas humanos sob uma luz diferente; é a fé pascal. Nota-se uma estabilidade anímica que vence a mesquinhez e o desespero, uma paz que se sobrepõe às dificculdades e ao desânimo, uma alegria que supera a tristeza e o mau humor. Tudo isso é fruto da esperança cristã. E, sobretudo, o mais atraente do seu perfil é a abertura aos outros, o acolhimento sem descriminação, a disponibilidade e a partilha com os outros - especialmente com o mais humilde - dos seus bens, tempo e pessoa. Isso é a vivência da caridade e da fraternidade em Cristo. Estas três atitudes básicas do discípulo: fé robusta, esperança alegre e caridade ardente, constituem a estrutura pessoal do cristão, a sua vida nova em Cristo, a chamada vida "teologal", a sua existência em Cristo, pois a sua vida é Jesus ressuscitado, vencedor do pecado e do tudo que produz a morte. Ser testemunha dessa vida é honra e dever do cristão.

Fonte: *Diário Bíblico 2010
Imagem: Internet

sábado, 3 de setembro de 2016

A vida nova do Cristão...

Na altura era comum escrever-se a uma comunidade, a um povo, pois muitos não sabiam ler (como ainda hoje infelizmente sucede), e depois haveria alguém encarregado de fazer passar a mensagem da carta. Hoje, a sociedade gosta de tudo personalizado, e assim este texto vai com o nome do caríssimo leitor ou leitora. O resumo dos seis capítulos da carta que São Paulo escreveu à comunidade de Eféso, na altura e que hoje escreve para mim e a todos os visitam e leem este blog, poderia ser assim:

Caríssimo irmão, caríssima irmã:

Outrora, sem Cristo, estávamos sem esperança e vivíamos como se Deus não existisse. Agora, porém, estamos perto do Céu. Com efeito, Cristo é a nossa paz, porque destruiu a força do pecado que nos separava de Deus, e anulou as razões para a inimizade entre os povos. Agora, todos podemos chamar Pai a Deus. 

E, porque Cristo nos tornou irmãos, já não há nacional nem estrangeiro, homem ou mulher, escravo ou livre. Todos somos compatriotas dos santos e membros da Família de Deus, a Igreja. Por isso, a vida humana consiste em ser o que Deus sonhou para nós: amorosos, fiéis, protectores. 

Então, ninguém minta, pois somos membros uns dos outros e estaríamos a enganar-nos a nós mesmos. Se alguém se irritar, que o sol não se ponha havendo ainda ressentimentos. Aquele que roubava, trabalhe, fazendo o bem, para que tenha o que partilhar com quem passa necessidade. 

Não saiam da nossa boca palavras desagradáveis, mas apenas as boas, que edificam, que são necessárias e úteis para quem as escuta. Ninguém recuse o dom da santidade com que o Espírito Santo de Deus nos marcou, a fim de merecer a Vida Eterna no Céu. Ou seja, toda a espécie de azedume, raiva,ira, gritaria e desonra desapareça de nós. 

Sejamos bondosos e compassivos, perdoando-nos mutuamente, como também Deus nos perdoa em Cristo. A graça esteja com todos os que amam Nosso Senhor Jesus Cristo, com um amor inalterável.

apóstolo Paulo

Um sinal no céu...


Este artigo que transcrevo na íntegra, ajudou-me a refletir um pouco sobre o que aconteceu com Noé... na altura em que construía a arca, certamente houve quem se risse dele por estar a construir algo grandioso, tão invulgar e aos olhos humanos, sem nexo. Mas Noé cumpriu tudo o que o Senhor lhe ordenara (Gn 7, 5), ou seja não deu ouvidos ao que é finito (homem), mas sim ao que é Divino (Deus); e a verdade é que foi salvo, não só ele, mas também a sua família. Hoje, este género de provação continua a existir, é necessário remar contra a corrente (voz do mundo), para chegar a bom porto (o próprio Deus), pois aqui se encontra a garantia da salvação. O Livro de Génesis faz referência que Deus se recordará da aliança perpétua concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na Terra.» (Gn 9, 16) - talvez por isso, se pareça que só as catástrofes, calamidades, terrorismo, injustiça e o mal vão triunfando neste mundo - mas mais à frente, o Senhor deixa outro recado: «Ficai também a saber que pedirei contas do vosso sangue a todos os animais, por causa das vossas vidas; e ao homem, igualmente, pedirei contas da vida do homem, seu irmão.» (Gn 9, 5)

"O primeiro livro da Bíblia - Génesis - conta a história de Noé para falar de uma aliança que Deus fez com a humanidade. O escritor anota que homens e mulheres, que Deus criou, amaram-se e deles nasceram filhos e filhas. Mas, ao mesmo tempo, o Criador constatou que a maldade das pessoas era grande, porque os seus pensamentos e desejos pendiam para o mal. Então, Deus arrependeu-Se de ter criado o homem e a mulher, e sofreu amargamente.
Todavia, Noé e a sua família agradavam a Deus, porque eram justos e andavam sempre em comunhão com Ele.
Um dia, uma grande inundação submergiu a Terra. Só Noé e a sua família se salvaram, e com eles, sobreviveram exemplares de cada espécie. Quando o dilúvio acabou, e os sobreviventes estavam a salvo, Deus disse a Noé: «De futuro, não amaldiçoarei a Terra por causa do homem. Haverá sempre a sementeira e a colheita, o frio e o calor, o Verão e o Inverno, o dia e a noite.»
Depois, Deus abençoou Noé e os seus filhos: «Sede fecundos e multiplicai-vos. Tudo o que se move e tem vida servir-vos-á de alimento. Mas pedirei contas do vosso sangue aos animais e a quem matar outro homem, porque vos fiz à minha imagem e semelhança.» E acrescentou: «Não haverá outro dilúvio para destruir a terra. O arco-íris nas nuvens é o sinal. Quando o vir, recordar-Me-ei desta aliança.» (Génesis 6, 5 - 9, 17)"

Artigo publicado da revista Audácia
Imagem: Internet

domingo, 7 de agosto de 2016

Mensagens para os jovens e também para adultos


"Os jovens têm uma especial sensibilidade perante a injustiça e a corrupção. A todos os jovens eu digo que não desanimem, não deixem apagar a esperança."

"A vida acrescenta-se, dando-a. Enfraquece-se no isolamento e na comodidade. E amadurece todas as vezes que a damos aos outros."

"O crucifixo não nos fala de derrota, de fracasso. Fala-nos de um amor que vence o mal e o pecado."

"A Igreja não é uma loja ou uma organização humanitária. Ela é enviada a levar a todos Jesus e o seu Evangelho."

Testemunho de uma “cidade esquecida”... uma notícia que deveria ser muito mais divulgada...

Terminou à uma semana, mais uma Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, na Polónia, onde se reuniram na sua maior parte, jovens, vindos dos mais variados pontos do globo.
Este evento que decorre desde o ano de 1986, em Roma (Itália), tem como objetivo reunir os jovens do mundo inteiro, para celebrar e aprender sobre a fé católica, para conhecer melhor a doutrina católica e para construir pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas, além de compartilhar entre si a vivência da espiritualidade. Apesar de ser organizado pela Igreja Católica, é um convite a todos os jovens do mundo inteiro. 

Partilho convosco este testemunho que li, de uma jovem, que com este testemunho faz com que muitas pessoas, pensem duas vezes quando dizem ter problemas... estou apenas a falar da minha vida pessoal, e ainda, que existe esperança para o mundo, com estes testemunhos que infelizmente são tão pouco divulgados...   

'Rand Mittri, uma estudante universitária de Aleppo, na Síria, tinha contado como é o dia-a-dia na sua cidade, uma “cidade esquecida”, como lhe chamou.

“Todos os dias vivemos rodeados de morte”, disse Rand, explicando que, mesmo assim, todos os dias continuar a ir à escola e a ir para o trabalho, mesmo com o medo de que, no regresso, a casa já não exista ou algum familiar tenha morrido.

“Deus onde estás? Existes?” são perguntas que todos os dias Rand coloca. Ela que pertence à juventude salesiana e foi a Cracóvia em representação dos muitos jovens que não podiam ir para contar a história de conhecidos e amigos. Do miúdo que morreu na paragem onde esperava o autocarro para ir à catequese, do casal que morreu soterrado pela própria casa, de um amigo mais próximo e que lhe embargou a voz.

“Esta guerra destrói o nosso mundo, os nossos sonhos e esperanças”, disse Rand Mitri, obrigada a crescer “antes do tempo” e que, no meio da guerra e das dúvidas, vê Deus “todos os dias” naqueles que trabalham para ajudar os outros, “nos pais que não desistem até ter comida para dar aos filhos”.

“Deus existe até através da nossa dor”, afirmou a jovem que encontra na fé em Cristo a razão da sua alegria e da sua esperança. “É uma alegria que ninguém me pode roubar”, concluiu Rand.

Depois de ouvir o testemunho desta jovem síria que falou da guerra na cidade de Aleppo, o Papa Francisco disse que o sofrimento e a guerra naquele país tinham deixado de ser uma notícia de jornal e apelou à oração.

“Para nós, hoje e aqui, provenientes de diversas partes do mundo, o sofrimento e a guerra que vivem muitos jovens deixaram de ser uma coisa anónima, para nós já não são uma notícia de imprensa, têm um nome, um rosto, uma história, fizeram-se próximos. Queridos amigos, convido-vos a rezar juntos pelo sofrimento de tantas vítimas da guerra, desta guerra que há hoje no mundo, para podermos compreender, uma vez por todas, que nada justifica o sangue dum irmão, que nada é mais precioso do que a pessoa que temos ao nosso lado”, disse o Papa no Campo da Misericórdia, o local onde decorre a fase final desta JMJ.

A oração e a fraternidade são a única resposta a dar, acrescentou o Papa. “Não vamos pôr-nos a gritar contra ninguém, não vamos pôr-nos a litigar, não queremos destruir, não queremos insultar. Não queremos vencer o ódio com mais ódio, vencer a violência com mais violência, vencer o terror com mais terror. A nossa resposta a este mundo em guerra tem um nome: chama-se fraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunhão, chama-se família”, disse Francisco, pedindo um tempo de silêncio e oração.'

Fonte: http://rr.sapo.pt/noticia/60270/?utm_source=rss
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