terça-feira, 18 de julho de 2017

Bíblia Jovem

Idealizada pela Fundação YOUCAT, a “BÍBLIA JOVEM“ é uma coletânea dos trechos significativos que ajudam o jovem a se inspirar na Palavra de Deus. Cada livro bíblico é precedido por uma breve introdução contextualizando o texto. Nas margens das páginas, o leitor poderá se encantar com frases da mais pura sabedoria de grandes santos e pensadores da humanidade, que atuam como chaves de leitura do capítulo bíblico correspondente.

Este novo livro da Coleção YOUCAT foi preparado durante 3 anos, por uma Equipe de Biblistas, Doutores em Sagradas Escrituras, membros da Comissão Teológica Internacional da Santa Sé e professores do Pontifício Instituto Bíblico de Roma. A BÍBLIA JOVEM é uma coletânea dos trechos significativos que ajudam os jovem a se inspirar na Palavra de Deus. Oferece uma exegese e comentários de alguns dos textos da Bíblia, numa linguagem próxima aos jovens, segue a mesma linha do YOUCAT: imagens da Terra Santa, fotos de algumas das paisagens bíblicas, indicações para o CIC e YOUCAT, frases de Santos e grandes pensadores, as e perguntas dos jovens – e, claro os famosos stickman!

No prefácio, o Papa Francisco convida todos os jovens a perseverarem na leitura diária da Sagrada Escritura, para que ela não permaneça relegada a mero enfeite numa estante, dá várias sugestões aos jovens em como usá-la e ao mesmo tempo nos confidencia como lê a sua “velha Bíblia”.

Papa Francisco prefacia Bíblia para jovens: Livro «perigoso», como «fogo», que não é para ficar a «encher-se de pó»

«Meus caros jovens amigos, se visses a minha Bíblia, talvez não ficásseis impressionados. Diríeis: “O quê? Esta é a Bíblia do papa? Um livro tão velho, tão estragado!”. Poderíeis também oferecer-me uma nova, talvez até uma de mil euros; não, não a quereria. Amo a minha velha Bíblia, que me acompanhou metade da minha vida. Viu a minha alegria, foi banhada pelas minhas lágrimas: é o meu tesouro inestimável. Vivo dela e por nada do mundo me desfarei dela.»

Começa assim o prefácio que o papa Francisco redigiu para uma edição da Bíblia dirigida especialmente aos jovens e por eles comentada, publicada em alemão, e cuja tradução italiana do prefácio foi publicada na mais recente edição da revista italiana “Civiltà Cattolica”.

Francisco pede aos jovens que a Bíblia não fique «na terceira fila» das estantes, a «encher-se de pó» e correndo o risco de um dia ser vendida pelos filhos dos leitores no mercado dos livros usados.

«Hoje, mais ainda do que no início da Igreja, os cristãos são perseguidos; qual é a razão? São perseguidos porque trazem uma cruz e dão testemunho de Cristo; são condenados porque possuem uma Bíblia. Evidentemente, a Bíblia é um livro extremamente perigoso, tão arriscado que em certos países quem possui uma Bíblia é tratado como se escondesse no armário uma granada de mão», sublinha o papa.

«Que coisa tendes então na mão? Uma obra-prima literária? Uma recolha de antigas e belas histórias?», questiona Francisco. «Se fosse esse o caso, seria necessário dizer aos muitos cristãos que se fazem aprisionar e torturar pela Bíblia: ‘Fostes verdadeiramente idiotas e pouco astutos: é só uma obra literária!’. Não, com a Palavra de Deus a luz veio ao mundo e nunca mais será apagada.»

A Bíblia, prosseguiu o papa, é «alguma coisa de divino: um livro como fogo, um livro no qual Deus fala. Por isso, recordai-vos: a Bíblia não é feita para estar colocada numa estante, mas é feita para estar na mão, para ser lida muitas vezes, a cada dia, seja sozinho, seja acompanhado».

Se os jovens se fazem acompanhar quando «fazem desporto e vão às compras, porque não ler juntos, a dois, a três ou a quatro, a Bíblia?», pergunta Francisco. «Talvez ao ar livre, imersos na natureza, na floresta, na margem do mar, à noite à luz de uma vela… fareis uma experiência poderosa e desconcertante. Ou talvez tereis medo de parecer ridículos diante dos outros?».

«Lede-a com atenção, não fiqueis à superfície, como se faz com uma banda desenhada. A Palavra de Deus não se pode simplesmente percorrer com o olhar», acentua o papa.

Francisco sugere aos jovens para que se interroguem sobre o que a Bíblia diz aos seus corações: «Só assim a Palavra de Deus poderá exercer toda a sua força; só assim a nossa vida poderá transformar-se, tornando-se plena e bela».


«Quero confidenciar-vos como leio a minha velha Bíblia: muitas vezes pego nela, leio-a um pouco, depois coloco-a de lado e deixo-me olhar pelo Senhor. Não sou eu a olhar para Ele, mas é Ele a olhar-me: Deus está verdadeiramente ali, presente. Assim me deixo observar por Ele e sinto – não é com certeza sentimentalismo -, perceciono no mais profundo aquilo que o Senhor me diz», escreve Francisco.


«Às vezes, Ele não fala: e então não sinto nada, só vazio, vazio, vazio… Mas, paciente, permaneço lá e espero-o assim, lendo e rezando. Rezo sentado, porque me faz mal estar de joelhos. Por vezes, ao rezar, chego a adormecer: sou como um filho próximo do seu pai, e isto é o que conta. Quereis fazer-me feliz? Lede a Bíblia.»
Papa Francisco

Fonte: http://www.youcat.org.br/bibliajovem-youcat/
http://www.snpcultura.org/papa_prefacia_biblia_para_jovens.html
Imagem: Internet

Sofrer

Leitura da Palavra:
Depois, disse à mulher: «Aumentarei os sofrimentos da tua gravidez, entre dores darás à luz os filhos. Procurarás apaixonadamente o teu marido, mas ele te dominará.» A seguir, disse ao homem: «Porque atendeste à voz da tua mulher e comeste o fruto da árvore, a respeito da qual Eu te tinha ordenado: ‘Não comas dela’, maldita seja a terra por tua causa. E dela só arrancarás alimento à custa de penoso trabalho, todos os dias da tua vida. Produzir-te-á espinhos e abrolhos, e comerás a erva dos campos. Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de onde foste tirado; porque tu és pó e ao pó voltarás
(Génesis 3, 16-19)

Meditação:
Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto (Rm 8, 22).
"Se Deus existe, por que tenho de sofrer?" pergunta um doente. É um mistério para os que ignoram a origem do sofrimento. A leitura de hoje segue após o relato de como Adão e Eva desobedeceram a Deus e receberam a sentença de morte. Deus impediu que vivessem eternamente como pecadores. A morte também daria fim à vida de dificuldades, doenças e fraqueza. Um amigo nosso entrou em casa para uma refeição, sentou-se suado e comentou: "É bem verdade que a Bíblia diz que com suor no rosto comeríamos nosso pão." A condenação atingiu com seus resultados dolorosos toda a natureza criada, como diz o versículo em destaque. 
O sofrimento continua, por melhores que sejam as medidas tomadas para atenuá-lo. Às vezes apraz a Deus curar alguém, mas via de regra deixa que a vida siga o curso estabelecido após a queda do homem. No entanto, o sofrimento pode ser uma bênção. Na luta com a terra e as ervas daninhas, o pecador mais facilmente sentirá a falta que Deus lhe faz e o buscará. Um dia, ao observar os anos de sua vida, dirá: "Não tenho satisfação neles" (Ec 12, 1) e sentirá a realidade de que "são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!" (Sl 90, 10). O cristão aprende que há real satisfação somente em buscar o que tem valor eterno. O sofrimento o motiva a clamar a Deus por alento para si e para os outros. "Se somos atribulados, é para... consolação de vocês, a qual lhes dá paciência para suportarem os mesmos sofrimentos que nós estamos padecendo" (2Co 1, 6). "Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo" (Gl 6, 2). Se neste "vale de lágrimas" Deus nos deu um caminho mais fácil, há tantos que precisam do nosso cuidado: o idoso esquecido, o sobrecarregado, o doente e também quem sofra porque não conhece a Cristo. Aproveite as oportunidades de experimentar e transmitir o amor de Deus! 

Busque Deus no seu sofrimento; busque o outro no sofrimento dele.

Fonte: Pão Diário

Imagem: Internet

Penalty

Leitura da Palavra:
"Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos carnais, que combatem contra a alma. Tende entre os gentios um comportamento exemplar, de modo que, ao acusarem-vos de malfeitores, vendo as vossas boas obras, acabem por dar glória a Deus no dia da sua visita. Sede, pois, submissos a toda a instituição humana, por amor do Senhor; quer ao rei, como soberano, quer aos governadores, como enviados por ele para punir os malfeitores e honrar os que fazem o bem. Pois é esta a vontade de Deus: que, praticando o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos. Actuai como homens livres, não como aqueles que fazem da liberdade um pretexto para a maldade, mas como servos de Deus. Respeitai a todos, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei. Vós, servos, sede obedientes com todo o respeito aos vossos senhores, não só aos bons e compreensivos, mas também aos severos. Pois é meritório suportar contrariedades em atenção a Deus, sofrendo injustamente. Aliás, que mérito tem suportar que vos batam, se vos portais mal? Mas se, fazendo o bem, sofreis com paciência, isso é uma coisa meritória diante de Deus. Ora, foi para isto que fostes chamados; visto que Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se encontrou engano; ao ser insultado, não respondia com insultos; ao ser maltratado, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga com justiça; subindo ao madeiro, Ele levou os nossos pecados no seu corpo, para que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça: pelas suas chagas fostes curados. Na verdade, éreis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao Pastor e Guarda das vossas almas."
(1 Pedro 2, 11-25)

Meditação:
Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção (1Pe 2, 12).
Todos os desportos têm suas regras e quem não as segue sofre penalidades. Quero tomar como exemplo o futebol para a reflexão que segue. Toda falta cometida dentro da grande área é punida com penalidade máxima, até mesmo aquelas simuladas por jogadores "malandros". Quem conhece bem este desporto sabe que, nessa hora, a vantagem é sempre dos cobradores e que, quando o goleiro defende o lance, a surpresa é grande e ele se torna o herói da partida. Nós também temos a nossa grande área, que é o espaço em que atuamos: nossa casa, a escola, o trabalho, etc. E, se formos cristãos, teremos adversários ali: pessoas a quem a vida cristã incomoda e que podem até torcer pelo nosso fracasso. Na presença deles há necessidade de cuidado para não cometermos nenhuma falta, pois esta será cobrada. Não sabemos qual será a intensidade da cobrança. O "chute" pode ir de leve (p.ex. algum deboche do tipo "E, é cristão, hein? Imagine se não fosse, o que faria" – como se o cristão tivesse necessariamente de ser infalível) até violento (perseguição agressiva) – e a vantagem será deles. Outros ficam somente na expectativa, esperando um descuido para simular uma falta e ter um pretexto para oposição. 
Lemos hoje sobre deveres sociais dos cristãos. O apóstolo Pedro insistiu nisso pois sabia por experiência própria que somos seres imperfeitos e cheios de falhas. Em várias ocasiões proclamou suas próprias virtudes para em seguida fracassar vergonhosamente. O cristão precisa esforçar-se para viver bem com todos e dar bom exemplo, refletindo o carácter de Cristo, a quem ele entregou sua vida. Se estamos com Jesus, somos novas criaturas e temos a promessa de que receberemos da parte dele a capacidade de agir segundo os mandamentos de Deus.

A graça de Deus está à disposição para nos defender, mas não para abusarmos dela.

Imagem: Internet
Texto: Pão Diário

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Quando acontecer a abertura do Livro...

Leitura Bíblica: 
"Depois, vi na mão direita do que estava sentado no trono um livro escrito nas duas faces e selado com sete selos. Vi também um anjo forte que clamava com voz potente: «Quem é digno de abrir o livro e de quebrar os selos?» Mas ninguém, nem no céu nem na terra, nem debaixo da terra era capaz de abrir o livro nem de olhar para ele. E eu chorava copiosamente porque não fora encontrado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele. Então, um dos anciãos disse-me: «Não chores. Porque venceu o Leão da tribo de Judá, o rebento da dinastia de David; Ele abrirá o livro e os seus sete selos.»
(Ap 5, 1-5)

Reflexão:
Para mim a mensagem principal que o livro do Apocalipse quer transmitir é de esperança e consolo. Em meio às perseguições constantes, os cristãos daquela época precisavam de uma palavra que lhes desse algum motivo para suportar todo aquele sofrimento e não desistir da fé em Jesus. Eles tinham de lembrar-se de que Cristo veio ao mundo para enfrentar a morte e vencê-la, livrando do castigo eterno aqueles que cressem n'Ele e Lhe entregassem sua vida, para um dia viverem sem sofrimento e em santidade na presença de Deus. 
O destaque do texto de hoje é um livro que ninguém tinha autoridade para abrir. Ele simboliza o plano de Deus para o universo, incluindo o destino das pessoas na eternidade. Interessante é que em lugar nenhum havia alguém que pudesse sequer olhar para ele. Se não soubéssemos que Cristo veio ao mundo e o que ele fez por nós, a nossa realidade seria a descrita neste texto pelo apóstolo João: choro e desespero. Pois nenhuma autoridade, força ou pessoa pode nos dar vida eterna. Estaríamos totalmente perdidos: não haveria nada o que fazer para consegui-la sozinhos e ninguém que pudesse nos ajudar. Quando estamos longe de Deus, podemos ser quem quisermos e ter o que gostaríamos, mas nunca experimentaremos a vida verdadeira, apenas uma existência vazia e sem sentido. 
Graças a Deus por Jesus Cristo, o único que tem poder para abrir aquele livro e dar início aos acontecimentos finais. Isso somente é possível porque Ele venceu. Mas essa vitória teve um preço. Para que nós pudéssemos encontrar vida, Jesus teve de dar a Sua. É a fé neste facto que nos dá a esperança que precisamos para viver neste mundo turbulento e a certeza de que tudo acontecerá como ele prometeu em sua Palavra. 

Nossa esperança é baseada no que Cristo fez e fará por nós.

Fonte: Pão Diário
Imagem: Internet

Qual deve ser a minha prioridade?...

Leitura da Palavra: 
Sanebalat, Tobias, Guéchem, o árabe, e outros inimigos nossos souberam que eu reconstruíra a muralha e tapara as brechas, embora até àquele momento não houvesse ainda colocado os batentes nas portas. Então, Sanebalat e Guéchem mandaram-me dizer: «Vem, para termos uma entrevista em Cafirim, no Vale de Ono.» Enviei mensageiros a dizer-lhes: «Estou ocupado num trabalho importante; não posso descer, porque teria de interromper o meu trabalho, e não posso deixar a obra para ir ter convosco.» Por quatro vezes, me endereçaram a mesma mensagem, mas eu dava-lhes sempre a mesma resposta. À quinta vez, Sanebalat enviou-me a mesma mensagem por um seu servo que agora trazia na mão uma carta aberta. Nela se dizia o seguinte: «Foi divulgado entre as gentes - e Guéchem afirma - que tu e os judeus reconstruís a muralha porque estais a projectar uma revolta. E, ao que se diz, tu serias o seu rei, tendo até enviado profetas para te proclamarem rei de Judá em Jerusalém. Todos estes boatos chegarão aos ouvidos do rei. Vem, pois, e entendamo-nos.» Eu respondi-lhe: «Nada do que dizes é verdade; foste tu que inventaste tudo isso.» Todos nos procuravam intimidar, dizendo: «Fatigar-se-ão de tal modo que abandonarão o trabalho e jamais o acabarão.» Mas eu entreguei-me ao trabalho ainda com mais ardor. Fui depois à casa de Chemaías, filho de Delaías, filho de Meetabiel, que se fechara na sua residência. Disse-me ele: «Vamos juntos ao templo de Deus, ao interior do templo, e fechemos as portas do santuário pois devem vir matar-te; virão tirar-te a vida esta noite.» Respondi-lhe: «Como? Então um homem como eu há-de fugir? Por outro lado, como pode um homem como eu entrar no santuário sem perder a vida? Não entrarei.» Então, compreendi que não fora Deus quem o enviara, mas que predizia, sim, estas coisas porque Tobias e Sanebalat o tinham subornado. Julgavam que, deste modo, me atemorizavam e me fariam pecar, segundo o seu desejo. Aproveitariam isto para me cobrir de opróbrios e difamar-me. «Lembra-te, ó meu Deus, das maldades de Tobias e de Sanebalat. Lembra-te, também, da profetisa Noadias e dos outros profetas que procuravam atemorizar-me.» A muralha foi terminada no vigésimo quinto dia do mês de Elul, em cinquenta e dois dias. Quando os nossos inimigos o souberam, encheram-se de temor todas as nações vizinhas e ficaram humilhadas, porque reconheceram que aquela empresa fora levada a bom termo pela vontade do nosso Deus.
(Neemias 6, 1-16)

Reflexão:
Neemias fazia o trabalho delegado por Deus. Tal tarefa nem sempre é confortável. É claro que aquele que se dispõe a servir ao Senhor será recompensado, mas uma vida coerente com a Palavra de Deus incomoda muitos, principalmente aqueles que se beneficiam com a injustiça e a corrupção. Neemias tinha inimigos, que sabiam que enfrentavam um homem temente a Deus e focado em seu trabalho. Então, eles ofereceram uma mal intencionada proposta de amizade. Neemias percebeu a cilada e concentrou forças na reconstrução dos muros da cidade. Assim agiu por entender uma verdade importante: Deus é o nosso muro, a nossa fortaleza. Quando a obra terminou, faltava ainda a reconstrução do relacionamento entre o povo e o seu Deus. Neemias teve sucesso em sua empreitada porque mesmo diante das adversidades manteve os olhos fixos em Deus. Isto se chama prioridade. Aliás, não há como agradar a Deus se ele não for o primeiro em sua vida, acima de qualquer coisa ou pessoa. 
Faça como Neemias: mantenha as suas prioridades e não se abale por aquilo que dificulta seu projeto de servir ao Senhor. Mesmo com ventos contrários, não deixe que opiniões adversas ou assuntos secundários atrapalhem o seu trabalho. Ao dizer que estava fazendo uma grande obra, Neemias mostrou aos seus inimigos, e a si mesmo, a importância da sua dedicação a Deus. Fazer o que Deus quer para nossa vida é um privilégio – então priorize obedecer -lhe. Não se assuste com o desafio nem desvie o seu coração da missão que Deus lhe deu. No momento da angústia, quando se sentiu acuado pelos inimigos, Neemias clamou ao Senhor. Pediu -lhe que cuidasse da situação, a fim de que ele pudesse manter o foco em seu trabalho, e assim sua tarefa foi concluída. Priorize o seu trabalho para Deus, e ele cuidará do restante. 

Dê prioridade a Deus – ele faz o mesmo com você!

Fonte: Pão Diário
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Amar uns aos outros...

Leitura da Palavra:
«Digo-vos, porém, a vós que me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam. A quem te bater numa das faces, oferece-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, não impeças de levar também a túnica. Dá a todo aquele que te pede e, a quem se apoderar do que é teu, não lho reclames. O que quiserdes que os outros vos façam, fazei-lho vós também.» 
(Lucas 6, 27-31)

Reflexão:
"Ame cada um o seu próximo como a si mesmo". Conhecemos este mandamento desde o Antigo Testamento (Lv 19,18), reafirmado várias vezes no Novo (Mc 12,31; Lc 10,27; Gl 5,14; etc.). E como é difícil levar às últimas consequências esta ordem divina. Em palavras bem simples, significa que tudo aquilo que eu estaria disposto a fazer por mim mesmo, estaria disposto também a fazer pelas pessoas que estão ao meu redor. Com certeza não é uma tarefa fácil, mas certamente é possível, pois de outra forma não nos seria ordenada. 
Entretanto, Jesus muitas vezes radicaliza os mandamentos ainda mais. O mandamento do amor é um desses exemplos. Mateus regista uma pergunta muito direta de Jesus: "Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Até os publicanos fazem isso!" (Mt 5,46). Embora tenhamos grandes dificuldades de amar o nosso próximo, parece que Jesus está dizendo: "Isso qualquer um consegue fazer!" Uma pessoa transformada por Cristo precisa ir mais longe. Jesus afirma então que um participante do Reino de Deus precisa também "amar os seus inimigos, fazer o bem aos que o odeiam, abençoar os que o amaldiçoam e orar pelos que o perseguem" (Lc 6, 27-28). Se amar o próximo já era difícil, fazer isso com o inimigo parece impossível. Como alguém conseguiria olhar com compaixão para alguém que está lhe fazendo o mal? Como fazer o bem a alguém que me odeia? Orar por alguém que me persegue? Mesmo que pareça impossível, foi exatamente o que Jesus fez com os que o negaram, o maltrataram e o crucificaram. Ele os amou até o fim. 
Mas talvez você diga que o caso de Jesus não vale, pois ele, embora sendo humano, também é Deus. Humanamente falando, amar o inimigo parece impossível. Será? Leia então a história de Estêvão, em Atos 7, e veja como a ordem dada por Jesus sobre amar o inimigo pode ser cumprida com a graça de Deus sobre a nossa vida.

Amar apenas quem nos ama é fácil. Mas é preciso ir além.

Fonte: Pão Diário
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Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos

Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

Fonte: http://santo.cancaonova.com/santo/sao-pedro-e-sao-paulo
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