sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Visita

Leitura Bíblica: 
"O Senhor apareceu a Abraão junto dos carvalhos de Mambré, quando ele estava sentado à porta da sua tenda, durante as horas quentes do dia. Abraão ergueu os olhos e viu três homens de pé em frente dele. Imediatamente correu da entrada da tenda ao seu encontro, prostrou-se por terra e disse: «Meu Senhor, se mereci o teu favor, peço-te que não passes adiante, sem parar em casa do teu servo. Permite que se traga um pouco de água para vos lavar os pés; e descansai debaixo desta árvore. Vou buscar um bocado de pão e, quando as vossas forças estiverem restauradas, prosseguireis o vosso caminho, pois não deve ser em vão que passastes junto do vosso servo.» Eles responderam: «Faz como disseste.»"
(Génesis 18, 1-5)


Meditação:
Para quem viaja por aí hoje, em geral é fácil pernoitar ou se alimentar – existem hotéis e restaurantes em quase toda parte. Entretanto, nem sempre foi assim, e mesmo em nossa época há lugares em que tais recursos não existem. Nesses casos, a hospitalidade particular é um costume importante e indispensável. Para qualquer pessoa será um dever e uma honra receber em sua casa estranhos que estão de passagem. Hoje lemos sobre um episódio desse tipo, e Abraão agiu de acordo. Não sabemos se ele percebeu logo que um daqueles três homens era o próprio Deus, mas ele imediatamente fez o que devia. Mais adiante, Deus foi -lhe revelando quem era, e aquele encontro foi um dos mais importantes da vida de Abraão. 
Hoje Deus não nos visita fisicamente como naquela ocasião, mas está sempre buscando orientar nossa vida de diversas maneiras. Temos a Bíblia, em que o Senhor nos diz o essencial, temos o contato com outros cristãos, de quem podemos aprender, e mesmo por meio das diversas circunstâncias da vida diária Deus pode encaminhar -nos, e muitas vezes o faz. 
Na continuação dessa leitura, podemos aprender de Abraão a disposição de receber abertamente quem ou o que vem a nós, a prestar atenção ao que nos é dito e a buscar o diálogo com Deus até enxergar claramente. Mesmo Sara que, naquela ocasião, não quis crer no que Deus disse, ouviu e foi beneficiada com a visita. No versículo em destaque hoje, Jesus mostra que quer ingressar na nossa vida e, ao jantar (cear) conosco, ele não quer ser apenas um visitante usufruindo da nossa hospitalidade, mas diz que também nós cearemos com ele. Acima de tudo, é ele que tem algo a nos dar: uma vida de contínuo e rico relacionamento com Deus. Na verdade, ele não quer apenas hospedar -se, mas por meio do seu Espírito habitar em nós para sempre – e aguarda nossa resposta.

Cristo não quer ser tratado como visitante; ele quer viver com você eternamente.
"Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo." (Apocalipse 3, 20).

Fonte: Pão Diário
Imagem: Internet

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Conhece a história de Henoc?

"Henoc, com sessenta e cinco anos, gerou Matusalém. Após o nascimento de Matusalém, Henoc andou na presença de Deus durante trezentos anos, e gerou filhos e filhas. Ao todo, a vida de Henoc foi de trezentos e sessenta e cinco anos. Henoc andou na presença de Deus, e desapareceu, pois Deus arrebatou-o. 
(Gn 5, 21-24)

Será que estamos no caminho de Deus? O que significa andar na presença de Deus? Para responder a essas perguntas, vamos conhecer Henoc, aquele que andou com Deus. Ele viveu em anos o que um ano tem em dias, 365, o que simboliza um número perfeito. Por essa sua vida fez longas caminhadas com Deus até o momento em que Ele disse: "É muito longe para voltar, vem para casa comigo." E Henoc foi arrebatado. Aqui está um homem que, no meio de uma geração brilhante, mas sem Deus, andava com Deus, conheceu o Seu caminho.

Henoc não andou com Deus literalmente. 
Essa é, sem dúvida, uma expressão figurativa.

Isso significa que ele foi à mesma direcção que Deus. Ele estava se movendo da maneira como Deus se movia. Deus está sempre se movendo na história humana. A pessoa que caminha com Ele é uma pessoa que sabe o caminho pelo qual Deus vai e o acompanha da mesma forma.

Não houve controvérsias entre Deus e Henoc. Eles estavam de acordo. "Duas pessoas andam juntas, sem terem antes combinado?" (Am 3, 3) E é assim que deve ser. Não deve haver nenhuma controvérsia entre nós e Deus, se vamos andar com Ele. E que mudança isso faz em nossas vidas!

O homem ou a mulher que anda no caminho de Deus é aquele ou aquela que vive à beira de uma queda. Essa é uma vida de aventura. Isso significa que estamos contando com Deus para nos manter estáveis. Isso é o que uma caminhada com Deus envolve. É sempre uma caminhada de aventura. Nunca estamos contentes em permanecer em um estado de calma, sem fazer nada, esperando, desfrutando de nós mesmos. Estamos sempre nos movendo no mesmo ritmo de Deus. 

A Bíblia deixa claro que o nosso Deus deseja ardentemente nos ajudar a receber o melhor para nossas vidas. Mas também revela que precisamos cooperar com Ele nesse processo. "Qual é o homem que teme ao Senhor? Indica-lhe o caminho a seguir." (Sl 25, 12). Apesar dos obstáculos diários que enfrentamos, vale a pena continuar no caminho que Deus traçou. Nossa fé vai nos levar muito além do que imaginamos. Como Henoc, andemos com Deus e tenhamos sempre amizade com Ele. Até aqui Ele nos ajudou. O melhor virá, não importa o quanto demorar.

Resumindo a história:

Realizações de Henoc
- foi um fiel seguidor de Deus
- ele disse a verdade apesar da oposição

Forças de Henoc
- fiel a Deus
- verdadeiro
- obediente

Lições de Vida de Henoc
Ele andou com Deus mais de trezentos anos, não ouvimos falar de nenhum "desvio" que ele tenha tomado em sua caminhada. Não lemos em nenhuma parte que tenha desagradado a Deus. O que marca a sua vida nas Escrituras é que ele andou com Deus e era agradável a Ele. Que esta história de Henoc seja um exemplo para nós e nos ensine a andar com Deus por toda a nossa vida.

Versículos-chave sobre Henoc
Génesis 5, 22-24
Hebreus 11, 5

Fonte: Retirado do livro "A Vitória é nossa", do Padre Rodrigo Natal
Imagem: Internet

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Jefté

Leitura Bíblica: 
"Jefté de Guilead era um valente guerreiro, filho de uma prostituta; Guilead foi quem gerou Jefté. A mulher de Guilead gerou-lhe filhos; estes cresceram e expulsaram Jefté, dizendo-lhe: «Não herdarás nada na casa do nosso pai, pois és filho de uma mulher estrangeira.» Jefté afastou-se da presença de seus irmãos e foi morar para a terra de Tob; juntaram-se-lhe homens sem eira nem beira, e partiram com ele. Ora, ao fim de um certo tempo, os amonitas fizeram guerra a Israel. E como os amonitas moveram guerra a Israel, os anciãos de Guilead foram buscar Jefté à terra de Tob. E disseram-lhe: «Vem! Sê o nosso chefe, e poderemos lutar contra os amonitas.» Jefté, porém, disse aos anciãos de Guilead: «Não fostes vós, por acaso, que me odiastes e me escorraçastes de casa de meu pai? Como é que me procurais agora que estais em aflição?» Os anciãos de Guilead disseram, então, a Jefté: «Vimos agora ter contigo exactamente para que tu venhas connosco, lutes contra os amonitas e sejas o nosso chefe, o chefe de todos os habitantes de Guilead.» Jefté disse, então, aos anciãos de Guilead: «Se me fazeis voltar para lutar contra os amonitas, e se o Senhor os entregar ao meu poder, então eu serei o vosso chefe.» Os anciãos de Guilead disseram, então, a Jefté: «O Senhor será testemunha entre nós, se nós não procedermos como acabas de dizer!» Então, Jefté partiu com os anciãos de Guilead, e o povo pô-lo como chefe e capitão, à sua frente; Jefté repetiu todas as suas condições na presença do Senhor, em Mispá."
(Jz 11, 1-11)

Bem aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus (Mt 5, 9).

Meditação:
Muitos pensam que para Deus só têm valor aqueles que nós consideramos importantes, mas o texto que lemos hoje mostra que não é assim. Vamos resumi-lo: Jefté, filho de Gileade com uma prostituta, foi escolhido pelo Senhor para servi-lo apesar de seus irmãos por parte de pai o expulsarem de casa por ser filho ilegítimo e para negar-lhe a herança. Jefté foi humilhado pelos próprios irmãos. Você já imaginou ser expulso do acolhimento do seu lar? Mais tarde, os líderes de Gileade pediram sua ajuda contra os amonitas, oferecendo -lhe a chefia sobre eles. Quando somos humilhados, ficamos revoltados e desorientados e muitas vezes nem sabemos o que fazer. Jefté manteve a humildade e não se vingou dos seus irmãos – preferiu confiar em Deus. Nossa reação natural à humilhação é diferente: a tendência é partir não só para a defesa, mas para a agressão – e de guardar ressentimentos. No entanto, o melhor remédio para a humilhação é orar por aqueles que nos perseguem e nos afrontam (Mt 5, 44), e não deixar que o ocorrido nos domine. Jefté foi um líder inteligente e prático, um autêntico filho de Deus. Se você ler adiante a história dele, verá que antes de combater os amonitas ele buscou a pacificação. Lembremos das palavras de Jesus no versículo em destaque. Mesmo assim ele não conseguiu evitar a guerra e, nessa situação, mostrou que era um homem imperfeito como qualquer um de nós. Naquela situação, fez um voto impensado a Deus para ganhar a batalha e o Senhor o fez vencer, mas esse voto lhe custou muito. Finalmente, depois desse incidente, ele ainda venceu outras batalhas e foi juiz de Israel por seis anos. Quando formos humilhados e essa situação criar conflitos para nós, o Senhor lutará por nós se nos mantivermos humildes diante dele, confiando -lhe a questão e promovendo a paz. Afinal, "Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes" (1Pe 5, 5). 

Deus faz grandes coisas com quem se humilha diante dele.

Fonte: Pão Diário
Imagem: Internet

Pobreza

Versículos Bíblicos:

"Felizes os pobres em espírito,
porque deles é o Reino do Céu." 
(Mt 5, 3)

"Sem dúvida, nunca faltarão pobres na terra; por isso, eu te ordeno: Abre generosamente a mão ao teu irmão, ao pobre e ao necessitado que estiver na tua terra." 
(Dt 15, 11).

Meditação:
O versículo em destaque nos lembra algo que o próprio Senhor Jesus afirmou: "Sempre tereis pobres entre vós e podereis fazer-lhes bem quando quiserdes; mas a mim, nem sempre me tereis" (Mc 14, 7a). Isso não significa que a pobreza agrade ao Senhor, pois ele mesmo elaborou leis para que não houvesse desigualdades sociais, ou ao menos que as pessoas tivessem um meio de retomar seu sustento (Ano do perdão das dívidas (Dt 15). Mas Deus, conhecendo muito bem o coração humano, deu também instruções sobre o que fazer se houvesse pobres em seu povo: os outros deveriam ser generosos e ajudá-los. Não devemos encarar a miséria como algo normal e ficar conformados com isso. Nosso dever é fazer o possível para ao menos amenizar esta situação. 
O versículo que lemos hoje faz parte da lista de bem-aventuranças proclamada por Cristo no Sermão do Monte. Ele cita uma pobreza diferente: a espiritual. São pessoas que se reconhecem necessitadas diante de Deus, não importando se possuem uma fortuna e residem em palácios ou se moram debaixo de uma ponte. Uma vez reconhecendo a sua miserabilidade e sua dependência de Deus, são estes os felizes. Jesus diz "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?" (Mt 16, 26) – este será o mais miserável! Mas, pela fé em Cristo, o ser humano tem condições de viver feliz no tempo e na eternidade. 
Se devemos ajudar as pessoas necessitadas materialmente, quanto mais as que são pobres em espírito! A estas, não devemos levar cestas básicas ou outras doações, mas o evangelho transformador de Cristo! Deus se interessa pelos pobres em ambas as situações e usa seus filhos como instrumentos para ajudá -los. 

A pior pobreza é viver sem Deus.

Fonte: Pão Diário
Imagem: Internet

terça-feira, 18 de julho de 2017

Bíblia Jovem

Idealizada pela Fundação YOUCAT, a “BÍBLIA JOVEM“ é uma coletânea dos trechos significativos que ajudam o jovem a se inspirar na Palavra de Deus. Cada livro bíblico é precedido por uma breve introdução contextualizando o texto. Nas margens das páginas, o leitor poderá se encantar com frases da mais pura sabedoria de grandes santos e pensadores da humanidade, que atuam como chaves de leitura do capítulo bíblico correspondente.

Este novo livro da Coleção YOUCAT foi preparado durante 3 anos, por uma Equipe de Biblistas, Doutores em Sagradas Escrituras, membros da Comissão Teológica Internacional da Santa Sé e professores do Pontifício Instituto Bíblico de Roma. A BÍBLIA JOVEM é uma coletânea dos trechos significativos que ajudam os jovem a se inspirar na Palavra de Deus. Oferece uma exegese e comentários de alguns dos textos da Bíblia, numa linguagem próxima aos jovens, segue a mesma linha do YOUCAT: imagens da Terra Santa, fotos de algumas das paisagens bíblicas, indicações para o CIC e YOUCAT, frases de Santos e grandes pensadores, as e perguntas dos jovens – e, claro os famosos stickman!

No prefácio, o Papa Francisco convida todos os jovens a perseverarem na leitura diária da Sagrada Escritura, para que ela não permaneça relegada a mero enfeite numa estante, dá várias sugestões aos jovens em como usá-la e ao mesmo tempo nos confidencia como lê a sua “velha Bíblia”.

Papa Francisco prefacia Bíblia para jovens: Livro «perigoso», como «fogo», que não é para ficar a «encher-se de pó»

«Meus caros jovens amigos, se visses a minha Bíblia, talvez não ficásseis impressionados. Diríeis: “O quê? Esta é a Bíblia do papa? Um livro tão velho, tão estragado!”. Poderíeis também oferecer-me uma nova, talvez até uma de mil euros; não, não a quereria. Amo a minha velha Bíblia, que me acompanhou metade da minha vida. Viu a minha alegria, foi banhada pelas minhas lágrimas: é o meu tesouro inestimável. Vivo dela e por nada do mundo me desfarei dela.»

Começa assim o prefácio que o papa Francisco redigiu para uma edição da Bíblia dirigida especialmente aos jovens e por eles comentada, publicada em alemão, e cuja tradução italiana do prefácio foi publicada na mais recente edição da revista italiana “Civiltà Cattolica”.

Francisco pede aos jovens que a Bíblia não fique «na terceira fila» das estantes, a «encher-se de pó» e correndo o risco de um dia ser vendida pelos filhos dos leitores no mercado dos livros usados.

«Hoje, mais ainda do que no início da Igreja, os cristãos são perseguidos; qual é a razão? São perseguidos porque trazem uma cruz e dão testemunho de Cristo; são condenados porque possuem uma Bíblia. Evidentemente, a Bíblia é um livro extremamente perigoso, tão arriscado que em certos países quem possui uma Bíblia é tratado como se escondesse no armário uma granada de mão», sublinha o papa.

«Que coisa tendes então na mão? Uma obra-prima literária? Uma recolha de antigas e belas histórias?», questiona Francisco. «Se fosse esse o caso, seria necessário dizer aos muitos cristãos que se fazem aprisionar e torturar pela Bíblia: ‘Fostes verdadeiramente idiotas e pouco astutos: é só uma obra literária!’. Não, com a Palavra de Deus a luz veio ao mundo e nunca mais será apagada.»

A Bíblia, prosseguiu o papa, é «alguma coisa de divino: um livro como fogo, um livro no qual Deus fala. Por isso, recordai-vos: a Bíblia não é feita para estar colocada numa estante, mas é feita para estar na mão, para ser lida muitas vezes, a cada dia, seja sozinho, seja acompanhado».

Se os jovens se fazem acompanhar quando «fazem desporto e vão às compras, porque não ler juntos, a dois, a três ou a quatro, a Bíblia?», pergunta Francisco. «Talvez ao ar livre, imersos na natureza, na floresta, na margem do mar, à noite à luz de uma vela… fareis uma experiência poderosa e desconcertante. Ou talvez tereis medo de parecer ridículos diante dos outros?».

«Lede-a com atenção, não fiqueis à superfície, como se faz com uma banda desenhada. A Palavra de Deus não se pode simplesmente percorrer com o olhar», acentua o papa.

Francisco sugere aos jovens para que se interroguem sobre o que a Bíblia diz aos seus corações: «Só assim a Palavra de Deus poderá exercer toda a sua força; só assim a nossa vida poderá transformar-se, tornando-se plena e bela».


«Quero confidenciar-vos como leio a minha velha Bíblia: muitas vezes pego nela, leio-a um pouco, depois coloco-a de lado e deixo-me olhar pelo Senhor. Não sou eu a olhar para Ele, mas é Ele a olhar-me: Deus está verdadeiramente ali, presente. Assim me deixo observar por Ele e sinto – não é com certeza sentimentalismo -, perceciono no mais profundo aquilo que o Senhor me diz», escreve Francisco.


«Às vezes, Ele não fala: e então não sinto nada, só vazio, vazio, vazio… Mas, paciente, permaneço lá e espero-o assim, lendo e rezando. Rezo sentado, porque me faz mal estar de joelhos. Por vezes, ao rezar, chego a adormecer: sou como um filho próximo do seu pai, e isto é o que conta. Quereis fazer-me feliz? Lede a Bíblia.»
Papa Francisco

Fonte: http://www.youcat.org.br/bibliajovem-youcat/
http://www.snpcultura.org/papa_prefacia_biblia_para_jovens.html
Imagem: Internet

Sofrer

Leitura da Palavra:
Depois, disse à mulher: «Aumentarei os sofrimentos da tua gravidez, entre dores darás à luz os filhos. Procurarás apaixonadamente o teu marido, mas ele te dominará.» A seguir, disse ao homem: «Porque atendeste à voz da tua mulher e comeste o fruto da árvore, a respeito da qual Eu te tinha ordenado: ‘Não comas dela’, maldita seja a terra por tua causa. E dela só arrancarás alimento à custa de penoso trabalho, todos os dias da tua vida. Produzir-te-á espinhos e abrolhos, e comerás a erva dos campos. Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de onde foste tirado; porque tu és pó e ao pó voltarás
(Génesis 3, 16-19)

Meditação:
Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto (Rm 8, 22).
"Se Deus existe, por que tenho de sofrer?" pergunta um doente. É um mistério para os que ignoram a origem do sofrimento. A leitura de hoje segue após o relato de como Adão e Eva desobedeceram a Deus e receberam a sentença de morte. Deus impediu que vivessem eternamente como pecadores. A morte também daria fim à vida de dificuldades, doenças e fraqueza. Um amigo nosso entrou em casa para uma refeição, sentou-se suado e comentou: "É bem verdade que a Bíblia diz que com suor no rosto comeríamos nosso pão." A condenação atingiu com seus resultados dolorosos toda a natureza criada, como diz o versículo em destaque. 
O sofrimento continua, por melhores que sejam as medidas tomadas para atenuá-lo. Às vezes apraz a Deus curar alguém, mas via de regra deixa que a vida siga o curso estabelecido após a queda do homem. No entanto, o sofrimento pode ser uma bênção. Na luta com a terra e as ervas daninhas, o pecador mais facilmente sentirá a falta que Deus lhe faz e o buscará. Um dia, ao observar os anos de sua vida, dirá: "Não tenho satisfação neles" (Ec 12, 1) e sentirá a realidade de que "são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!" (Sl 90, 10). O cristão aprende que há real satisfação somente em buscar o que tem valor eterno. O sofrimento o motiva a clamar a Deus por alento para si e para os outros. "Se somos atribulados, é para... consolação de vocês, a qual lhes dá paciência para suportarem os mesmos sofrimentos que nós estamos padecendo" (2Co 1, 6). "Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo" (Gl 6, 2). Se neste "vale de lágrimas" Deus nos deu um caminho mais fácil, há tantos que precisam do nosso cuidado: o idoso esquecido, o sobrecarregado, o doente e também quem sofra porque não conhece a Cristo. Aproveite as oportunidades de experimentar e transmitir o amor de Deus! 

Busque Deus no seu sofrimento; busque o outro no sofrimento dele.

Fonte: Pão Diário

Imagem: Internet

Penalty

Leitura da Palavra:
"Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos carnais, que combatem contra a alma. Tende entre os gentios um comportamento exemplar, de modo que, ao acusarem-vos de malfeitores, vendo as vossas boas obras, acabem por dar glória a Deus no dia da sua visita. Sede, pois, submissos a toda a instituição humana, por amor do Senhor; quer ao rei, como soberano, quer aos governadores, como enviados por ele para punir os malfeitores e honrar os que fazem o bem. Pois é esta a vontade de Deus: que, praticando o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos. Actuai como homens livres, não como aqueles que fazem da liberdade um pretexto para a maldade, mas como servos de Deus. Respeitai a todos, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei. Vós, servos, sede obedientes com todo o respeito aos vossos senhores, não só aos bons e compreensivos, mas também aos severos. Pois é meritório suportar contrariedades em atenção a Deus, sofrendo injustamente. Aliás, que mérito tem suportar que vos batam, se vos portais mal? Mas se, fazendo o bem, sofreis com paciência, isso é uma coisa meritória diante de Deus. Ora, foi para isto que fostes chamados; visto que Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se encontrou engano; ao ser insultado, não respondia com insultos; ao ser maltratado, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga com justiça; subindo ao madeiro, Ele levou os nossos pecados no seu corpo, para que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça: pelas suas chagas fostes curados. Na verdade, éreis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao Pastor e Guarda das vossas almas."
(1 Pedro 2, 11-25)

Meditação:
Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção (1Pe 2, 12).
Todos os desportos têm suas regras e quem não as segue sofre penalidades. Quero tomar como exemplo o futebol para a reflexão que segue. Toda falta cometida dentro da grande área é punida com penalidade máxima, até mesmo aquelas simuladas por jogadores "malandros". Quem conhece bem este desporto sabe que, nessa hora, a vantagem é sempre dos cobradores e que, quando o goleiro defende o lance, a surpresa é grande e ele se torna o herói da partida. Nós também temos a nossa grande área, que é o espaço em que atuamos: nossa casa, a escola, o trabalho, etc. E, se formos cristãos, teremos adversários ali: pessoas a quem a vida cristã incomoda e que podem até torcer pelo nosso fracasso. Na presença deles há necessidade de cuidado para não cometermos nenhuma falta, pois esta será cobrada. Não sabemos qual será a intensidade da cobrança. O "chute" pode ir de leve (p.ex. algum deboche do tipo "E, é cristão, hein? Imagine se não fosse, o que faria" – como se o cristão tivesse necessariamente de ser infalível) até violento (perseguição agressiva) – e a vantagem será deles. Outros ficam somente na expectativa, esperando um descuido para simular uma falta e ter um pretexto para oposição. 
Lemos hoje sobre deveres sociais dos cristãos. O apóstolo Pedro insistiu nisso pois sabia por experiência própria que somos seres imperfeitos e cheios de falhas. Em várias ocasiões proclamou suas próprias virtudes para em seguida fracassar vergonhosamente. O cristão precisa esforçar-se para viver bem com todos e dar bom exemplo, refletindo o carácter de Cristo, a quem ele entregou sua vida. Se estamos com Jesus, somos novas criaturas e temos a promessa de que receberemos da parte dele a capacidade de agir segundo os mandamentos de Deus.

A graça de Deus está à disposição para nos defender, mas não para abusarmos dela.

Imagem: Internet
Texto: Pão Diário