sexta-feira, 4 de maio de 2018

Maria medita a Palavra de Deus

Leitura Bíblica
"Veio a Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.» Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»" (Lc 4, 16-21)

Comentário
Os fiéis hoje lêem muito mais a Bíblia do que há anos atrás. Há, porém, muita gente que ainda não a lê. Há ainda aqueles que a queriam ler, mas não sabem manejá-la no seu aspecto técnico. A Bíblia aparece-lhes como um livro complicado. Têm razão. É-o de facto. Com efeito, a Bíblia não é um livro, mas uma biblioteca dos cristãos. 
A edição católica da Bíblia consta, nada mais nada menos, de 72 escritos, muito diversos entre si - desde os escritos de carácter histórico, até aos poemas e às cartas. Mas não é só a diversidade de géneros literários, de estilo e de linguagem que dificulta a leitura da Bíblia. Temos ainda a diversidade de autores, de séculos, de lugares e de mentalidades que a Bíblia reflecte. Com efeito, ainda que ela tenha um único autor divino, não devemos esquecer que tem também muitos autores humanos, que nela se manifestam com a sua mentalidade, o seu temperamento, as suas limitações, as suas preocupações teológicas, etc.

Além disso, muitos católicos não sabem sequer manejar a Bíblia. Para superar este mal, devemos ter presente que ela se divide em duas grandes partes: O Antigo Testamento e o Novo Testamento. Cada um destes Testamentos consta de vários escritos, como se poderá ver no índice. Além disso, cada escrito ou livro bíblico, está dividido em capítulos e os capítulos em versículos.

A Bíblia é uma biblioteca. Tem muitos autores humanos. Representa o itinerário religioso do Povo de Deus durante muitos séculos. Tem, contudo, um denominador comum, um centro espiritual que unifica: Cristo. É à Sua luz que devem ler o Antigo Testamento. Era assim que fazia a Senhora. Como o Novo Testamento ainda não estava escrito, Ela lia o Antigo Testamento para entender o que lhe sucedia a Ela e a Jesus. Assim «o Novo Testamento estava escondido no Antigo e torna-se patente no Novo» (DV 16).

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Maria recebe a Palavra de Deus

Leitura Bíblica
"Enquanto Ele falava, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse: «Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!» Ele, porém, retorquiu: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.»" (Lc 11, 27-28)

Comentário
Um facto consolador pode ser detectado no catolicismo actual: lê-se muito mais a Bíblia. Cingindo-nos só a Portugal, podemos afirmar que a principal editorial bíblica católica, Difusora Bíblica, tem sentido um extraordinário afluxo de pedidos de Bíblias. Os católicos portugueses estão esfomeados da Palavra de Deus. Este facto, e muitos outros afins, é fonte de optimismo e permite afirmar que a actual crise da Igreja é uma crise de crescimento. Com efeito, diz o profeta Isaías: «Assim como a chuva e a neve descem do céu e não voltam mais para lá sem terem regado e fecundado a terra e feito germinar, dando o grão para semear e o pão para comer, o mesmo sucede com a palavra que sai da Minha boca - diz o Senhor - : não volta sem ter produzido o seu fruto, sem ter executado a Minha vontade e cumprido a sua missão» (Is 55, 10-11).
Sendo assim, se os cristãos ouvem mais a palavra de Deus têm necessariamente de produzir o seu fruto.

Maria ouviu mais do que ninguém, a Palavra de Deus, de tal modo que antes de conceber o Verbo divino no seu corpo, já o tinha concebido no seu espírito. O Evangelho de S. Lucas chega mesmo a afirmar que Maria foi mais feliz por ter escutado a Palavra de Deus do que até por ter gerado a Cristo (cf. Lc 8, 19-21; 11, 27-28). Esta mesma afirmação se encontra frequentemente na Tradição da Igreja.

O Concílio Ecuménico Vaticano II promulgou um documento dedicado à Sagrada Escritura: é a Constituição «Dei Verbum». Pois este documento termina com um capítulo intitulado: A Sagrada Escritura na vida da Igreja. É um veemente apelo a todos os filhos da Igreja Católica para contactarem mais com a Bíblia, tanto na liturgia, como na leitura particular; tanto nas exposições teológicas, como na pastoral quotidiana. Por isso, actualmente temos as mais variadas leituras bíblicas na Missa. Estas foram também introduzidas na liturgia de outros sacramentos: Baptismo, Matrimónio, etc. - É portanto de esperar um novo florescimento na fé.

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Como Deus fala a Maria

Leitura Bíblica
"Então, os fariseus e os saduceus aproximaram-se dele; e, para o tentarem, pediram-lhe que lhes fizesse ver um sinal do Céu. Ele respondeu-lhes: «Ao entardecer, vós dizeis: ‘Vamos ter bom tempo, pois o céu está avermelhado’; e, de manhã cedo, dizeis: ‘Hoje temos tempestade, pois o céu está de um vermelho sombrio.’ Como se vê, sabeis interpretar o aspecto do céu; mas, quanto aos sinais dos tempos, não sois capazes de os interpretar! Esta geração má e adúltera exige um sinal! Mas sinal algum lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.» E, deixando-os lá, afastou-se." (Mt 16, 1-4)

Comentário
Deus continua a falar ao homem de hoje. Este deve esforçar-se por ouvir a Sua voz. Fala-nos de duas maneiras principais: através da Bíblia e através da vida.
Na Bíblia, encontramos a experiência de um Povo e o modo como Deus se lhe foi manifestando progressivamente, através dos séculos, conduzindo-o, com admirável paciência, pelos caminhos da salvação, até chegar a Cristo, luz das nações (cf Jo 8, 12; Lc 2, 32; DV 14-16).
Na vida, sobretudo nos anelos do homem do nosso tempo, encontramos a manifestação da vontade divina para o momento actual. 
Tempos de saber interpretar os «sinais dos tempos» (Mt 16, 1-4).

Nossa Senhora não encontrou a Palavra de Deus exclusivamente na Bíblia. Descobriu-a também na vida. É o que nos diz S. Lucas: «Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração» (Lc 2, 19). Os acontecimentos de Nazaré e de Belém trazia-os a Senhora bem gravados na mente e reflectia assiduamente neles.
Para Maria, a Bíblia era o Antigo Testamento, pois o Novo ainda não estava escrito. A Senhora estava a vivê-lo. Era até um dos seus mais destacados personagens. Pois Maria ia refletindo no que lhe acontecia, procurando no Antigo Testamento - a Bíblia do seu tempo - o significado da sua vida.

Também nós temos de proceder como a Senhora. Não basta ler a Escritura Sagrada. É preciso ler também a vida e comparar os acontecimentos com a Palavra de Deus.
O Senhor, com efeito, fala-nos por dois canais: a Bíblia e a vida. Temos de estar atentos a ambos. Não basta saber que, no tempo de Cristo e da Senhora, foi "assim ou assado". 
É necessário descobrir como Deus quer que seja hoje. Não podemos falar ao homem do século XXI como o autor bíblico falava ao homem do seu tempo. É preciso traduzir o Evangelho para a linguagem e as necessidades actuais. Para isso, teremos numa mão a Bíblia, que nos diz o estilo da actuação de Deus, e na outra o jornal, que nos mostra a vida dos homens e os seus anseios universais, expressão da vontade actual do Pai Celeste. Por isso, mais que nunca, a Igreja, como Maria outrora, deve estar atenta à vida dos homens. Este seu programa traçou-o ela na Constituição conciliar «Gaudium et Spes».

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

terça-feira, 1 de maio de 2018

Deus fala a Maria

Leitura Bíblica:
"Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.» Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus.» Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela."
(Lc 1, 26-38)

Comentário:
Sentem os homens que Deus lhe fala?
Falou-te Deus alguma vez? Tens experiência de ter ouvido a Sua voz? E os homens dos nossos dias sentem que Deus lhes dirige a Palavra?
A verdade é que muitos têm a impressão de que Deus emudeceu. Se olharmos para o mapa-mundi, deparamos com o fenómeno novo de encontrarmos zonas enormes de países que se dizem ateus. Por cada três pessoas, uma ou é comunista ou vive sob o regime comunista. E, entre os cristãos, é cada vez maior o número dos que vão deixando de acreditar. Houve até quem falasse da «morte de Deus».
Mas Deus falou a Maria. Falou aos Patriarcas e aos Profetas. Nestes tempos, que são os últimos, falou-nos pelo Seu Filho. O Padre Pio, a Alexandrina, a Lúcia, justificam que Deus lhes falou. Continua ainda a falar a muitos cristãos.

Será que foi Deus que emudeceu ou é o homem que se tornou mudo à Sua voz? Para um surdo voluntário sempre tem de haver um surdo involuntário, por mais que este grite. A verdade é que hoje é mais difícil ouvir a voz de Deus do que outrora. Noutros tempos era fácil ouvir a voz do Senhor: no ribombar do trovão dizia-se até que era o «Pai do Céu a ralhar»; na chuva e no vento, no sol e na sombra, pois pensava-se que Deus regulava estes fenómenos em cada caso. Hoje não é fácil ouvir a voz de Deus no roncar dos motores, no barulho ensurdecedor da fábrica ou, menos ainda, no estampido das bombas ou no troar dos canhões.

A natureza é sagrada. A técnica profana. Um camponês, com toda a naturalidade, põe-se a rezar para o Senhor fazer frutificar a semente lançada no seio da terra. Mas é impossível, quando avaria o motor, pôr-se o técnico a rezar para que Deus lho conserte.

No entanto, o homem da técnica precisa de Deus. A juventude dos países super-civilizados sente a necessidade de outros valores que a máquina lhe não pode dar e, à sua procura, foge para o misterioso oriente. A técnica tem o perigo de reduzir o homem à categoria de uma peça.
Se temos sido surdos à voz do Senhor, não endureçamos hoje os nossos corações. Construamos na nossa vida espaços de silêncio para ouvir a Deus.

Texto extraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A brasa... isolada

Um membro de um determinado grupo no qual participava regularmente, sem nenhum aviso ou causa aparente afastou-se e desapareceu.
Após algumas semanas, o responsável do grupo preocupado com sua ausência decidiu visitá-lo em sua casa.  Era uma noite muito fria. O responsável encontrou o colega em sua casa sozinho, sentado diante de uma quentinha e brilhante lareira.
Já supondo a razão para a visita, o homem deu-lhe boas-vindas, conduziu-lhe a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando a bronca. O responsável se fez confortável, mas não disse nada. No silêncio sério, contemplou a dança das chamas em torno da lenha ardente.
Após alguns minutos, o responsável examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado. Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel. O anfitrião prestou atenção em tudo, fascinado e quieto.
Então diminuiu a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.  Logo estava frio e morto.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial. O responsável antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo. Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela. Quando o responsável alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
“Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. Eu estarei voltando ao grupo amanhã mesmo”.

Aos membros de um grupo:
Vale sempre lembrar-lhes que eles fazem parte da “chama” do grupo e que longe dela perdem todo seu brilho e nos tornamos mais vulneráveis aos ataques do inimigo. 

Aos responsáveis:
Vale a pena sempre lembrar- lhes que eles também são responsáveis de manter acesa a chama de cada um e de promover a união entre todos eles, para que o fogo seja sempre realmente forte, eficaz e duradouro.

Exemplo de perseverança, a força do grupo e a vida em comunidade...

"Sem abandonarmos a nossa assembleia - como é costume de alguns - mas animando-nos, tanto mais quanto mais próximo vedes o Dia." (Hb 10, 25)

fonte e imagem: internet

O peso das comodidades

«A maior parte dos luxos e muitas das chamadas comodidades não só não são indispensáveis, como são, pelo contrário, verdadeiros obstáculos ao progresso da humanidade.»

Conta-se que Sócrates ia para o meio das mercadorias e produtos oferecidos pelo mercado de Atenas para exclamar, satisfeito: «De quantas coisas não tenho absolutamente necessidade».

A sociedade moderna levou-nos, com o seu consumismo, a um nível altíssimo de necessidades não necessárias. Muitas “comodidades” são absolutamente exorbitantes, apenas úteis para enriquecer quem as produz e se destaca na habilidade de convencer-nos que sem elas não podemos viver decorosamente.

É este também o pensamento expresso pelo escritor americano Henry David Thoreau (1817-1862), na sua obra “Walden ou a vida nos bosques” [editado em Portugal pela Antígona], espécie de diário da sua vida durante dois anos sozinho numa cabana junto ao lago de Walden, no Massachusetts.

É verdade que pode também haver uma retórica da vida na natureza, primitiva e solitária, e talvez o próprio Thoreau seja algo indulgente em relação a ela.

Todavia, a lógica frenética dos consumos, a publicidade comercial marteladora, a preguiça e o prazer sem esforço encheram-nos de produtos que impelem para fora de nós mesmos a nossa, o compromisso, a sobriedade, a generosidade.

O estilo clássico da Quaresma era o da separação, da renúncia, da abstinência, do jejum. Agora, no máximo, conhece-se a dieta mas ignora-se o domínio de si, o essencial, a purificação do espírito da posse e da acumulação.

Um autêntico progresso moral ocorre quando nos libertamos das escórias, dos adornos, das comodidades inúteis. O apego às coisas torna-nos não só pesados fisicamente, mas pesados na mente e no coração, extinguindo a leveza e a liberdade da alma.

P. (Card.) Gianfranco Ravasi 
fonte: http://www.snpcultura.org/o_peso_das_comodidades.html
Imagem: Internet

O sapato e a formiga

«Uma formiga debaixo do sapato de um homem não tem a mais pálida ideia de como é um rosto humano. E nós, diante do rosto de um homem, ignoramos da mesma forma como está o seu coração.

Por puro acaso ou por um subtil sabor perverso, por vezes o nosso sapato esmaga a formiga que atravessa a estrada. Entre ela e a enormidade de nossa figura, melhor, entre a sua pequena cabeça e o nosso rosto há uma distância quase abismal, uma impossibilidade de comunicação.»

Parte desta imagem Milena Jesenská (1896-1944), a mulher de Praga que ficou célebre pelo seu amor com Franz Kafka, a que permanecerá ligada entre 1920 e 1922, pontuando o escritor esse período com as conhecidas "Cartas a Milena".

A imagem é tomada como comparação para indicar o imenso segredo do coração humano: de uma pessoa vê-se o rosto, dele consegue-se intuir algo quando enrubesce, quando te olha, sorri ou chora, mas o íntimo mais profundo permanece oculto.

Somente com a comunicação livre e sincera de si é que esse abismo é preenchido, o que raramente acontece, às vezes nem sequer no casamento.

É verdade que há uma intimidade que pode permanecer sempre e apenas "pessoal", e o outro deve respeitá-la. O poeta libanês K. Gibran sugeria aos noivos: «Cantai, dançai juntos e sede alegres, mas deixai que cada um esteja só: mesmo as cordas de um alaúde estão sós embora frimam a mesma música. Deem os vossos corações mas não para os possuir, porque só a mão de Deus pode contê-los».

Há, portanto, uma solidão necessária que deve ser protegida, mas também é importante que se percorra o caminho de comunhão, no qual se possa ser «um só coração e uma só alma» (Atos 4, 32).

P. (Card.) Gianfranco Ravasi 
fonte: http://www.snpcultura.org/o_sapato_e_a_formiga.html
imagem: internet