segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Bíblia Sagrada Católica - 1º mês (proposta para 12 meses)


Estimados leitores do blog, no decorrer do Ano 2012, tracei para mim uma meta, que era ler a Bíblia Sagrada Católica, durante todo esse ano. Essa meta foi atingida hoje, precisamente no último dia do ano: 31 de Dezembro, como havia planeado. E depois de ter alcançado esse objectivo, venho propor para quem o desejar fazer, a leitura da Bíblia durante este ano que amanhã inicia: 2013. Esta proposta vem no sentido, também de estarmos a viver o Ano da Fé, fé essa que nasce da Palavra de Deus que ao longo de gerações, diversas figuras nos foram dando o seu testemunho, e que Deus não abandona quem deseja com Ele encontrar-se... "Eis que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia deste livro." (Ap 21: 7).
Fiz algumas pesquisas pela Internet para arranjar um calendário que me ajudasse a conseguir o meu objectivo, mas não consegui encontrar esse esquema, pois os esquemas encontrados apenas tinham 66 dos 73 livros que a Bíblia Sagrada Católica tem, pois segundo dizem, sete deles (Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruc, Sabedoria e Eclesiástico.), foram considerados pelos judeus da Palestina como não sendo inspirados pelo Espírito Santo e por isto outras igrejas os rejeitam como parte da Bíblia. Também se apoiam no facto destes livros não terem sido citados por nenhum autor do Novo Testamento. 
Sendo ou não inspirados pelo Espírito Santo, achei por bem dar-me ao trabalho e fazer eu mesmo essa tabela que irão ver em anexo. 
Esses dois quadros que apresento em seguida, referem-se às duas primeiras quinzenas do mês de Janeiro ou se quiserem o mês nº 1, ficando prometido no final do mês de Janeiro, publicar os quadros referentes a Fevereiro, ou ao mês nº 2 e assim por diante, até final do Ano de 2013. Para aqueles que desejarem iniciar esta proposta, aconselho que junto à Bíblia tenham um caderno ou uma agenda onde vão anotando tudo aquilo que vos marcou na leitura diariamente  no final vão ver que valeu a pena anotar todos esses apontamentos...  
Para todos vós, desejo um óptimo Ano de 2013, com um abraço muito fraterno da minha parte. Boa leitura. 




domingo, 30 de dezembro de 2012

Sagrada Família de Nazaré


Neste último Domingo de Dezembro e de 2012, celebra-se a Festa da Sagrada Família. Uma festa que para muitos acaba por passar despercebida, e entendi que deveria fazer "notícia" deste assunto neste blog.
 Jesus, Maria e José são os membros desta Família, e através do seu exemplo podemos concluir que não existiu nem existirá, família mais santa, mais unida e mais exemplar na face da terra, desde que foi criada.

Esta celebração vem ajudar-nos a entender o que deve ser uma família, num tempo que atravessamos de crise, e crise essa que também chega ao seio da família comum. Estes valores de família têm vindo a ser combatidos nos últimos tempos através do aumento dos divórcios, dos abortos, dos chamados "casamentos homossexuais", etc... que tudo isto acaba por por ser legislado no sentido de se favorecer, aos olhos do mundo, esquecendo a Lei de Deus.

Concluo que é uma óptima altura para eu me espelhar (e convido o/a leitor/a a fazer o mesmo), na Sagrada Família de Nazaré e ver a sua submissão à vontade do próprio Deus.

"Nesta Família nós temos a presença do Filho de Deus feito Homem. No Evangelho de São Lucas (Lc. 2, 52) está dito que o Menino Jesus "crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens".

São palavras inspiradas pelo Espírito Santo e, portanto, verdadeiras. Elas nos ensinam que no Homem Deus ainda havia o que crescer. De qualquer natureza que fosse esse crescimento, era um crescimento da perfeição perfeitíssima para algo que era uma perfeição ainda mais perfeitíssima. Por outro lado, nessa Família temos também Nossa Senhora.

Se considerarmos tudo quanto Ela é, nós veremos n'Ela um tal acúmulo de perfeições criadas, que um Papa chegou a declarar: d'Ela se pode dizer tudo em matéria de elogio, desde que não se Lhe atribua a divindade.
Maria foi concebida sem pecado original e confirmada em graça logo a partir do primeiro instante do seu ser. Ela não podia pecar, não podia cair na mais leve falta, porque estava garantida por Deus contra isso.

Não tendo defeitos - isso é um aspeto importante desta consideração - também Nossa Senhora crescia constantemente em virtude. Ao lado do Menino Jesus e de Nossa Senhora estava São José convivendo com eles. É difícil elogiar qualquer homem, qualquer grandeza terrena, depois de considerar a grandeza de São José. O homem casto, virginal por excelência, descendente de Davi.

São Pedro Julião Eymard (cfr. "Extrait des écrits du P. Eymard", Desclée de Brouwer, Paris, 7ª ed., pp. 59-62), nos ensina que São José era o chefe da Casa de Davi. Ele era o pretendente legítimo ao trono de Israel. Ele tinha direito sobre o mesmo trono que fora ocupado e derrubado por falsos reis, enquanto Israel era dividido e, por fim, dominado pelos romanos."

texto retirado de www.arautos.org
imagens: internet

sábado, 15 de dezembro de 2012

perguntas e respostas sobre o Advento


perguntas e respostas sobre o Advento


O que significa Advento?
A palavra advento significa vinda, chegada. Este tempo litúrgico faz parte do ciclo do natal, porque nos prepara para celebrarmos o nascimento de Jesus.

Qual a origem do Advento?
As origens do Advento são incertas. Sabe-se que em várias regiões, entre os séculos IV e VII, já se celebrava o advento tanto em sentido escatológico quanto como preparação ao Natal. O Advento é um tempo litúrgico próprio do ocidente. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, conservou-se ambos os caracteres de preparação para o Natal e de espera da segunda vinda de Cristo.

O que se celebra no Advento?
No Advento celebramos todo o mistério a vinda do Senhor na história até a sua conclusão. O Deus do Advento é o Deus da história, o Deus que veio para salvar a humanidade por meio de seu Filho Jesus Cristo, em quem se revela a face do Pai (Cf. Jo 14,9).

Como se estrutura a liturgia do Advento?
O Advento marca o início do Ano Litúrgico e começa quatro domingos antes do Natal. O Ano Litúrgico não começa sempre no mesmo dia, pelo fato do Natal ser sempre no dia 25 de dezembro e o Advento ter sempre quatro domingos. Este tempo litúrgico é formado de dois períodos: do primeiro domingo até o dia 16 de dezembro, a liturgia está voltada para o aspecto escatológico e procura-se orientar os fiéis para a vinda gloriosa de Cristo. Do dia 17 de dezembro ao dia 24, dá-se mais evidência à primeira vinda de Jesus, portanto, a litúrgia nos prepara mais diretamente para o natal. A seguir, elaboramos um pequeno quadro das leituras bíblicas dominicais para melhor compreendermos os temas que são refletidos a cada domingo.

·         Primeiro domingo: espera vigilante do Senhor e anúncio do seu retorno. Ano B: Mc 13, 33-37.
·    Segundo domingo: Entra em cena a figura de João Batista que nos convida à conversão, preparando os caminhos do Senhor. Ano B: Mc, 1, 1-8.
·         Terceiro domingo: João Batista dá testemunho de Jesus. As curas são sinais da presença de Jesus. É um tempo da fraternidade e da justiça.  Ano B: Jo 1, 6-8.19-28.
·         Quarto domingo: Anúncio do nascimento de Jesus a José, Maria e Isabel.

Quem são as figuras bíblicas do advento?

As figuras do advento, presente nas leituras bíblicas, são quatro: o profeta Isaías, João Batista, Maria e José.

·   Isaías: O profeta Isaías apresenta uma particularidade que o distingue dos outros profetas e também que é característica do advento. Nele se encontra sentimentos de esperança que confortou o povo eleito durante séculos difíceis e decisivos da sua história. Isaías é o profeta da esperança para o povo de Deus.

·        João Batista: Filho de Isabel e Zacarias, João Batista aparece antes mesmo do nascimento de Jesus. O anjo havia comunicado a Zacarias que ele e sua esposa Isabel teriam um filho, cujo nome era João, que significa, Deus é benigno. Somente mais tarde que João reaparece, desta vez no deserto, anunciando o Messias e convocando o povo ao batismo de conversão. Conhecido como precursor do Messias, isto é, aquele que tem a missão de preparar os caminhos do Senhor (Cf. Is 40,3), sinal de intervenção de Deus na vida do seu povo, oferecendo a todos o conhecimento da salvação (Cf. Lc 1, 77-78) e de apontar Cristo já presente no meio de seu povo (Jo 1, 29-34).

·             Maria: Esposa de José e mãe de Jesus. De modo particular, é dado um destaque à pessoa de Maria no Advento porque ela cooperou no mistério da redenção. O Advento não é um mês mariano, e sim um tempo litúrgico em que a Igreja celebra o mistério da vinda do Senhor. Maria é a fiel colaboradora de Deus no projeto da salvação. Jesus não foi concebido por um pai humano e sim por obra do Espírito Santo de Deus, como afirma os evangelhos de Marcos e Lucas. O anjo disse a Maria: “o Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do altíssimo vai te cobrir com sua sombra; por isso, o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus” (Cf. Lc, 1-35). A solenidade da Imaculada Conceição que celebramos no dia 8 de dezembro não é uma ruptura deste tempo litúrgico, mas é parte do mistério. Maria é cooperadora no projeto da redenção.

·        José: As sagradas Escrituras falam pouco de José. Seu nome é citado apenas nos evangelhos da infância de Jesus (Mateus e Lucas). Ele é da linhagem de Davi, o rei justo. Deus havia prometido ao rei Davi um descendente para ocupar o seu trono. Adotando Jesus como filho, José abre caminho para que Jesus seja considerado legítimo descendente da casa real, “filho de Davi” (Mt 1,1). José era um homem humilde, justo, de poucas palavras e exercia a profissão de carpinteiro (Cf. Mt 13,55). Ele aparece ao lado de Maria no nascimento e na apresentação de Jesus no templo. Conduz Maria e Jesus durante a fuga para o Egito e também está presente durante a perda e o encontro de Jesus no Templo.

Qual a cor litúrgica do Advento e o que significa?
Na liturgia, cada cor litúrgica tem a sua importância. No período do Advento usa-se a cor roxa. Ela está presente nos paramentos do presidente da celebração e na Mesa da Palavra (ambão). O roxo é sinal de conversão e penitência, pois este tempo litúrgico pede mudanças profundas para a vinda do Senhor. No terceiro domingo do Advento usa-se o rosa, e seu significado é a alegria. Alegria porque a vinda do Senhor está próxima e faz parte da preparação ao Natal.

O que é a coroa do Advento?
A coroa do Advento se tornou comum em nossa cultura e tem a finalidade de nos ajudar para a festa do Natal. A coroa não é de origem cristã. Ela teve origem em terras germânicas entre as famílias protestantes. A Alemanha e outras regiões da Europa são muito frias durante o período natalino. No Natal é inverno e as horas de sol são poucas, e as noites, longas. Sendo inverno, dá-se a impressão de que a natureza está morta. Por isso acendiam-se as velas, enfeitadas com ramos de pinho verde. A coroa do Advento nasceu nas casas, nas famílias, quando ainda não existia luz elétrica. Na Igreja são 4 velas enfeitadas, uma para cada domingo.

Como vivenciar a espiritualidade do Advento?
A espiritualidade do Advento deve ser descoberta e vivenciada a partir das palavras e gestos dos personagens deste tempo: o profeta Isaías, João Batista, Maria e José. O Advento celebra o Deus da esperança. João Batista nos chama à conversão a fim de prepararmos os caminhos do Senhor que vem.

Por que nas missas do Advento não se canta o glória?
O Glória é um hino de louvor a Deus, por Jesus Cristo, no Espírito Santo. A primeira parte do hino é tirada do louvor cantado pelos anjos na noite de Natal: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,14). O clima de esperança e de vigilância transborda de alegria na noite de Natal, no canto do Glória. Muitas comunidades, durante o canto deste hino, levam o menino Jesus até o presépio.

Imagens e texto: Internet

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


“A pergunta no teste de religião era: “Que sucede depois da morte?”. A perplexidade do professor, sacerdote com experiência no ensino, devia-se a vários factores evidenciados nas respostas. Assim, percebia que os alunos não tinham prestado atenção ao que ensinara nas aulas: que estavam mais interessados no que sucedia ao corpo (biodegrada-se: mete-se num caixão que vai para a terra e, dez anos depois, a alma sai do corpo – foram algumas das respostas mais comuns) do que à alma.

Esta pergunta sobre o que acontece ao homem depois da morte é uma questão que toda a gente coloca desde que se apercebe desta realidade universal: vou morrer. É pois oportuno, no Ano da Fé, recordar o que Cristo, através da Igreja, ensinou sobre o nosso “e depois?”.

Imediatamente a seguir à morte da pessoa, a alma é julgada por Deus num juízo particular. Toda a vida é revista. Revelações particulares acrescentam que Nossa Senhora e o Anjo da Guarda estão presentes para a defender, assim como as almas do Purgatório e das pessoas que lhe estão agradecidas por, em vida, terem seguido os seus bons exemplos ou conselhos. Os santos (todos quantos já se encontram no Céu), aos quais recorreu em vida, também ali estão para a animar e acarinhar. Algo semelhante se pode dizer dos demónios e almas condenadas que estão para acusar.

Neste Juízo Particular fica decidido se a alma vai para o Céu ou para o Inferno, de acordo com as suas acções. Se for para o Céu, talvez necessite passar pelo Purgatório para se purificar dos seus pecados. Houve também revelações particulares acerca destas realidades, S. Paulo, por exemplo, fala-nos do Céu e os pastorinhos de Fátima viram o Purgatório e o Inferno.

No final do mundo, haverá um Juízo Universal. Será semelhante ao primeiro, mas mais completo, pois as acções humanas podem influenciar as gerações seguintes para o bem ou para o mal. Por exemplo: o que os pais ensinam aos filhos vai ter repercussões nos netos; os livros de um escritor podem ajudar a reflectir para o bem ou para o mal; as orações e sacrifícios de uma religiosa contemplativa podem ter ajudado na conversão de pessoas que, por sua vez, se tornaram apostolas.

Com o juízo final termina o Purgatório, e os corpos ressuscitam, participando assim da glória ou do sofrimento das almas. Há, pois, uma felicidade (ou infelicidade) maior, visto que corpo e alma participam da mesma vida, tal como sucede na terra. O homem é formado de corpo e espírito e a sua vocação é a santidade. É razoável que corpo e alma gozem dos bens que, graças à sua Fé e vontade, conseguiram alcançar: tal como os adolescentes que se empenham em estudar, mesmo com sacrifício de noitadas com amigos, e conseguem entrar na universidade, ou como os professores cuja fama se baseia nas boas notas dos seus alunos.

A estas realidades: morte, juízo, inferno e paraíso, é costume chamar-se novíssimos, por serem novidade para qualquer pessoa que morre. Embora nos expressemos com palavras e baseados nas realidades terrenas, tudo se passa a um nível “novíssimo” de sentidos e sentimentos.

O mês de Novembro dá-nos a oportunidade de concretizar a vivência da nossa Fé rezando, mortificando-nos e dando esmolas com a intenção de reduzir o tempo de purgatório de familiares e amigos, essas ligações de amor que não morrem com a morte.”

Isabel Vasco
Artigo retirado do jornal “O Mensageiro”
Imagem: Internet

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Culpado ou Inocente



Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor era uma pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento procurou-se um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro assassino.
O homem foi levado a julgamento e seria condenado à forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.
O juiz, que também estava comprado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que provasse sua inocência.
Disse o juiz:
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos de Deus. Vou escrever em um papel a palavra INOCENTE em outro, a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o seu veredicto. Deus decidirá seu destino, determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO, de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado se livrar da forca.
Não havia saída. Não havia alternativas para o pobre homem. O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um deles.
O homem pensou alguns segundos, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou-o na boca e o engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber qual o seu veredicto?
- É muito fácil, respondeu o homem, basta olhar o papel que sobrou e vocês saberão que acabei engolindo o contrário dele.
Imediatamente o homem foi libertado.


Mensagem:
Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar e de lutar até o último momento.
SEJA CRIATIVO! QUANDO TUDO PARECER PERDIDO, OUSE!



Bem-Aventuranças


Neste dia de 1 de Novembro, a liturgia apresenta-nos no Evangelho de S. Mateus [5, 1-12], o sermão da montanha, ou seja as Bem-aventuranças, que são a receita para que se possa atingir a santidade. Depois de pesquisar pela net este tema, encontrei esta homilia do P.e Bantu, da Comunidade Canção Nova que copiei para o meu blog e partilho convosco:


"O Sermão da Montanha, introduzido pela proclamação das bem-aventuranças, é o programa do Reino dos Céus já presente entre nós. Elas constituem as virtudes de Jesus. São, segundo Santo Agostinho, uma regra perfeita de vida cristã. Nas bem-aventuranças encontramos valores universais, que podem ser entendidos e acolhidos por todos. As bem-aventuranças são o caminho concreto para a transformação deste mundo em um mundo de fraternidade, justiça e paz.
Bem Aventurados os pobres de espírito (…). Os bens, desde que sejam adquiridos com justiça, devem ser possuídos e administrados em justiça. A ganância é contrária à pobreza de espírito. Deixemos que o Espírito nos dê um coração de pobre. Somos mendigos do Espírito.
Bem Aventurados os que choram (…). Vivamos numa experiência da misericórdia divina no nosso coração. Deixemos que Deus enxugue as nossas lágrimas e recebamos a sua consolação. Acreditemos que por maiores que sejam os nossos sofrimentos e dores, a Misericórdia divina superabunda tudo isso.
Bem Aventurados os mansos (…). Conhecemos que a mansidão, a paciência e a humildade são caminhos para a glória eterna. Sejamos mansos, puros e humildes.
Bem Aventurados os que têm fome e sede de justiça (…). A nossa fome e sede do espírito são de amor a Deus, que é justiça e de amor ao próximo. Desenvolvamos essa fome espiritual, que só a fé sacia.
Bem Aventurados os misericordiosos (…). A misericórdia é a força do nosso coração. Como a anunciamos aos irmãos?
Bem Aventurados os puros de coração (…). O nosso coração cresce em sinceridade e retidão para com os outros? Cultivamos um coração simples? Deixemos vivificar em nós, a experiência de que somos templos do Espírito Santo.
Bem Aventurados os pacíficos (…). Os nossos valores éticos constituem uma afirmação evangélica contra as normas de uma sociedade desprovida do Deus de Amor. A Paz esteja convosco: disse-nos Jesus. Assim, ela é um dom de Deus. Somos construtores da paz. Nunca se esqueça que a Paz se opõe as atitudes de guerra, de agressividade, de conflito e de autoritarismo.
Bem Aventurados os que sofrem perseguição (…). As perseguições, mentiras e ataques perseguem os discípulos de Jesus. Como ontem, assim hoje são perseguidos, às vezes até pela própria família. Você é perseguido? A explicação está aí. Por isso, aguente firme. Aceitemos tudo isso, para nos deixarmos morrer interiormente, afim de que Cristo ressuscite em nós. Que a partilha das Bem-Aventuranças contribua para uma vivência de vida cristã e de uma comunidade de amor. Deus te abençoe meu irmão, minha irmã, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!"

Padre Bantu Mendonça K. Sayla
http://blog.cancaonova.com/homilia/2009/06/08/as-bem-aventurancas-mt-51-12/

1 de Novembro - Dia de Todos os Santos



Dia de Todos os Santos

Como o nome indica, o dia de Todos os Santos, a 1 de novembro, é a festa de “todos os santos” que a Igreja católica celebra. Embora não seja o dia dos fiéis defuntos, celebrado a 2 de novembro, como a festa de Todos os Santos é feriado, dá lugar à visita das famílias, de crisântemos em punho, aos cemitérios e às campas dos seus entes queridos.

O significado do dia de Todos os Santos
Todos os anos, a 1 de novembro, a Igreja católica honra todos os santos, conhecidos e desconhecidos. É um dia em que aproveita para recordar que a santidade não está “reservada a uma elite” e que todos os homens são chamados à santidade.

O 2 de novembro, comemoração de todos os defuntos
Na Idade Média, adquiriu-se o hábito de celebrar anualmente o dia de todos os defuntos. Sendo assim, depois de terem festejado todos os santos a 1 de novembro, dedicou-se o dia seguinte a todos os defuntos.

Distinguir o clima das duas festas
Nos edifícios católicos, as duas festas distinguem-se assim pela cor dos ornamentos. São brancos a 1 de novembro e de cor violeta a 2 de novembro.

Texto e Imagens: Internet