sexta-feira, 29 de maio de 2015

Homem de pouca fé, por que duvidaste... (Mt 14, 31)

Aproximava-se a época dos exames e a Maria Teresa estava aflita! Era boa aluna, estudiosa, metódica, mas por natureza trabalhava devagar e tinha receio de não fazer boas provas por falta de tempo.
- Ó mãe, já sei que não vou passar! - disse ela.
Mas a mãe ralhou-lhe, dizendo:
- Rapariga de pouca fé, tem confiança em Deus! Tu tens a tua consciência tranquila, não tens? Tens prestado atenção nas aulas, tens feito os teus deveres cuidadosamente e tens aproveitado o tempo o melhor que podes para estudar, não é assim? Então, para que é tanto desânimo? Tem confiança no Senhor, tem fé! Fazes-me lembrar São Pedro!...
- Porquê, mãe?
- Não te lembras do Evangelho? Jesus tinha atravessado o Mar da Galileia com os Seus discípulos para fugir das multidões que O procuravam constantemente. Mas o povo segui-os a pé, levando consigo os seus doentes para Jesus os curar. Mais uma vez mostrou Ele o Seu grande amor aos homens: curou os inválidos, ensinou-lhes a Sua doutrina e alimentou-os com pão milagroso. Então, mandou os discípulos regressarem de barco e foi rezar sozinho para o monte. Anoiteceu, e levantou-se um vento forte. Os discípulos estavam receosos. De repente, viram Jesus aproximar-se do barco, andando sobre as águas. Ficaram cheios de medo!
- É um fantasma! - gritaram.
- Tende confiança. Sou Eu! - disse-lhes Jesus.
- Senhor, se sois Vós, mandai-me ir ter convosco por sobre as águas! - pediu São Pedro.
- Vem! - mandou Jesus.
Então, São Pedro desceu do barco e começou a andar sobre as águas, como se fosse sobre terra firme! Estava mesmo a aproximar-se de Jesus, quando reparou nas ondas enormes que o cercavam e faltou-lhe a confiança. Teve medo! Imediatamente, começou a afundar-se.
- Senhor, salvai-me! - gritou ele.
Jesus estendeu-lhe a mão e trouxe-o novamente à superfície.
- Por que duvidaste, homem de pouca fé! - respondeu Jesus.
Entraram no barco e o vento abrandou logo. Os discípulos compreenderam, então, que ao pé de Jesus não deviam ter receio.

Disse a Maria Teresa:
- Quer dizer, mãe, que, enquanto São Pedro tinha fé, pôde caminhar sobre a água, mas, quando lhe faltou a confiança, começou a afundar-se.
- Pois, foi mesmo assim! - respondeu a mãe. - E tu, minha filha, estás a ser como ele! Está a faltar-te a confiança no Senhor. É falta de fé!
A Maria Teresa tomou novo ânimo e acabou por fazer um bom exame. Durante as provas, quantas vezes ela se lembrou das palavras de Jesus: - «Porque duvidaste, homem de pouca fé?». E com este pensamento ganhava nova confiança e novas forças para vencer.

Texto retirado do livro: E Jesus disse, de Margaret Kendall
Imagem: Internet

Porta do Céu


"Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. Mas sejam dadas graças a Deus que nos dá a vitória por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Coríntios 15, 55-57)

A "Escatologia" é o tratado sobre os últimos tempos; sobre os "novíssimos"; sobre cada uma das quatro situações do homem, que são: morte, juízo, inferno, glória do paraíso. O título mariano de "Porta do Céu" remete para mistério pascal de Cristo, a coroação do plano divino da criação e da salvação do homem.
A verdadeira porta da salvação e da vida é Jesus Cristo Nosso Senhor: "Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas" (João 10, 7). Jesus é a porta da vida eterna, por Ele abrem-se para nós as portas da Jerusalém celeste.
A liturgia vê em Maria a "Virgem humilde, que pela sua fé permitiu que Cristo nos abrisse a porta da vida eterna, que Eva tinha fechado com a sua incredulidade; a Mãe virginal de Cristo que se converte em porta luminosa da vida, pela qual apareceu a salvação do mundo, Jesus Cristo Nosso Senhor"; e a Virgem suplicante "de quem recebemos o Salvador do mundo".
O que é o Céu? Devemos pensar nele, para poder desejá-lo. O Céu é Deus, é a comunhão de vida e amor com Deus, com a Virgem Maria, os anjos e os santos (cf. Catecismo 1024).
No Céu encontramos a realização das nossas mais profundas aspirações, o estado supremo e definitivo de felicidade. Olhando para Maria aspiramos ao Céu; recorrendo a Ela abrem-se-nos as suas portas, embora não possamos imaginar plenamente "o que nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais passou pelo pensamento do homem, o que Deus preparou para aqueles que O amam." (Cf. 1 Coríntios 2, 9).

Texto retirado do livro: 31 dias com Maria, de Guillermo Juan Morado
Imagem: Internet

Sede de Sabedoria


"Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores. Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração." (Lucas 2, 18-19)

A Igreja venera Maria como "Trono de Sabedoria": "És feliz, Santa Maria, Virgem sábia, que mereceste levar em teu seio a Palavra da verdade; és ditosa, Virgem prudente, que escolheste a melhor parte", canta uma antífona da liturgia.
Maria é Mãe e discípula da Sabedoria do Pai. São Bruno de Asti, comentando o Evangelho de Lucas, escreve: "Oh a Mãe sapientíssima, única digna de um tal Filho, meditava todas estas palavras em seu coração e as guardava, para nós, para que depois, ensinando-as, narrando-as e anunciando-as, fossem escritas, proclamadas e anunciadas em todo o mundo e a todas as nações".
O sábio é aquele que julga retamente as coisas divinas. A sabedoria humana adquire-se, normalmente, pelo estudo. Mas também existe a sabedoria como dom do Espírito Santo; um saber acerca de Deus que nasce, como explica São Tomás de Aquino, da interioridade com Ele. Este dom provém da caridade, que nos une a Deus. Na Virgem vemos reflectida esta sabedoria que mana da experiência de Deus, da intimidade com Ele.
Também nós, como Adão e Eva, sentimos a tentação de comer o fruto da árvore da ciência para sermos como deuses, conhecedores do bem e do mal (Cf. Génesis 3, 5). Porém, isso é, uma ilusão, um querer o impossível. O saber que orienta para a vida vem-nos de Deus e, se O procuramos, encontramo-l'O, como O encontraram os pastores de Belém e os Reis Magos. Estes "viram o Messias com Maria, sua Mãe. E prostrando-se, adoraram-n'O" (Cf. Mateus 2, 11). A adoração é a "melhor parte", a verdadeira escola da sabedoria, a fonte da experiência autêntica; o espaço onde se abre o caminho da prudência e da vida.

Texto retirado do livro: 31 dias com Maria, de Guillermo Juan Morado
Imagem: Internet

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vai um cafézinho?...

Um professor de filosofia, na sua sala de aula, sem dizer uma palavra pegou num frasco grande de vidro, vazio, e começou a colocar-lhe várias bolas de golfe até o encher...

No fim desta experiência, perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo, dizendo: "sim".

Então o professor pegou numa caixa de fósforos, abriu-a e vazou todos os fósforos dentro do frasco... os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que "sim".

Após a resposta, o professor pegou uma caixa de areia e despejou alguma para dentro do frasco, até a encher. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor voltou a questionar se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um "sim", com maior convicção.

O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia.

Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou:
"Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes: a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdessemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia.

Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas.

"Se tivéssemos colocado primeiro a areia no frasco, não haveria espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastarmos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, e o resto é só areia."

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: - Então e o que representa o café?
O professor sorriu e disse: "Ainda bem que perguntaste isso!

O café é só para vos mostrar que por mais ocupada que a nossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomarmos um café com um amigo".


Texto e Imagem: Internet

sábado, 25 de abril de 2015

Convertido ao Catolicismo

Ao ligar a Rádio Canção Nova, passava pouco da hora de almoço, ouvi esta história na voz da Márcia Costa e tocou-me de alguma forma, que logo que tive oportunidade, fiz a pesquisa na internet e encontrei... no final deixo o link do site que visitei... Eis a história:

"Chamo-me, Manuel da Costa, tenho 31 anos, filho de pais Pastores, desde infância os meus pais colocaram-nos na Igreja e nos ensinaram a temer a Deus. Durante 22 anos vivi na Província de Cabinda (Angola), depois fui para a Capital Luanda (Angola) para fazer a faculdade de Engenharia Informática. A minha irmã que me recebeu na Capital era da Igreja Pentecostal, ela tinha um carinho aos Pastores Adventistas ela comprava  Cassetes de Pregações e estudos de profecias sobre o apocalipse.

Mesmo não sendo Adventista achei interessante estas aulas, comecei a estudar grandemente estas matérias, até que no ano 2008 tomei decisão de receber o Batismo por imersão na Igreja onde o meu Pai era Pastor. Comecei a participar ativamente na Igreja e a ocupar alguns cargos como secretário da Paróquia, comecei a ter um fanatismo aos pastores Adventistas e repetia como um Papagaio de que o Santo Padre é a besta do Apocalipse 13 e a Igreja Católica era a babilónia descrito no apocalipse 17. Cheguei a pensar que a Igreja Adventista é que prega a verdade, eu sinceramente comecei a desprezar todas Igrejas protestantes inclusive onde eu era membro, isto porque os estudos adventistas me convenceram do Sábado e da Mortalidade da Alma. Muitas coisas sobre o Catolicismo que eu não sabia muito bem eu repetia sem que primeiro ter estudado o problema.

Conheci uma jovem Católica que atualmente é a minha esposa, eu a atacava sempre, e ela humildemente não conseguia se defender mesmo tendo os sacramentos. Me lembro uma vez fui a uma feira de livros da Religião Islâmica onde encontrei um livro que mostrava a diferença entre o Cristianismo e o Islão, tentei debater com um Islâmico, mas, ele me derrubou com seus argumentos e fiquei sem respostas para defender o Cristianismo... Ele me perguntou “porque é que os cristãos tem bíblias diferentes? Será que foi  inspiração de Deus?” me falou dos concílios cristólogicos, eu nem sabia o que era.

Esta vergonha que eu passei de não defender o cristianismo, me levou a estudar para saber como defender a religião cristã, surgiram muitas dúvidas na minha cabeça. Comecei a procurar na Internet sites para estudo do cristianismo neste desespero cheguei até aos sites da:

    www.montfort.org.br
    www.cleofas.com.br
    http://www.veritatis.com.br
    http://macabeus.no.comunidades.net
    http://sadoutrina.wordpress.com
    https://igrejamilitante.wordpress.com

E  comecei a ler a história do cristianismo, a historia do Cânon bíblico.

O que me surpreendeu mais é o nível de argumentos dos ex-protestantes, comecei a encarar que os testemunhos de ex-protestantes eram mais sábios e com argumentos bíblicos e históricos, eu nem sabia o que era  a Patristica… O testemunho do ex-Pastor Casanova me deixou perplexo com tamanha argumentação bíblica e da história do Cristianismo.

O vídeo que roda na Internet onde o Pe. Paulo Ricardo responde a um protestante que diz sobre a Babilónia descrito no Apocalipse, me lavou de toda ignorância que eu tinha aprendido dos Adventistas sobre o Apocalipse 17.

Naquele momento comecei a encarar o Protestantismo como uma religião caluniadora, que confunde a Igreja com os membros da Igreja.

Graças a Deus, no dia 19 Agosto de 2011, casei na Igreja Católica  com a minha esposa durante a celebração do matrimónio, fiz a profissão de fé e pela primeira vez recebi a sagrada hóstia.

Meus queridos irmãos Protestantes e Católicos, só existe uma verdade que vem de Deus, pra saber esta verdade só é possível no Magistério da Igreja que são Paulo chama de Coluna da Verdade (I Timóteo 3:15-17).

      Dizer que não existiu Igreja depois dos Apóstolos, é negar a história Cristã e negar todos os Pais da Igreja dos primeiros séculos.

“Papias, Policarpo, Inácio, Tertuliano, Justino, Irineu, Cipriano, Dionísio, Clemente, Eusébio de Cesaréia, Agostinho, Jerónimo, entre outros”

    Dizer que o Constantino fundou a Igreja Católica como eu pensava é ignorar a História do Cristianismo e jogar a bíblia no lixo.

“Antes do Edito de Milão de 313 já haviam passado 32 Papas na História da Igreja, e o Papa do ano 313 era o Papa Melcíades”

    Dizer que a bíblia é Palavra de Deus, só é possível pela Igreja, porque ela não veio do céu por fax, foi discutido e confirmado nos Concílios da Igreja Católica pelos Bispos (Concilio de Hipona 393, Cartago III 397)
    Dizer que a Igreja apostatou é negar a Palavra do Nosso Senhor Jesus Cristo (Mateus 16:18) “As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”.
    Dizer que todos podem interpretar a Bíblia é falta de respeito (2 Pedro 1:20-21) “Nenhuma profecia é particular interpretação ”.
    Dizer que  Lutero foi contra a Igreja é ser ignorante com a  realidade da história, nas 95 teses Lutero não condena a Igreja nem tão pouco o Santo Padre, mas ele condenou os abusos que eram feitos por alguns sacerdotes.

Vejamos os seguintes pontos das 95 teses de Lutero:

    42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do Papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

    71.  Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

     Se Lutero era inspirado por Deus, porque os protestantes reprovam as indulgências, já que ele mesmo afirma que é um verdade apostólica?
    A premissa de que Lutero estava certo, isto abra margem de colocar Arius, Nestório, Pelagius, Montanu, Marcião como também homens inspirados. Felizmente são tido como hereges pelo cristãos  Protestantes e quem os condenou foram os Papas.
    Dizer que as 33 mil Igrejas existentes são verdadeiras é falta de respeito a própria Palavra de Deus (Efésios 4:1-6, I Coríntios 12-13, João 10:16, João 17:21-23).
    Dizer que o Concilio é uma obra dos homens e falta de respeito a Palavra de Deus porque os apóstolos resolveram contradições doutrinárias nos Concílios (Atos 15).
    Dizer que todos são inspirado pelo Espírito Santo é falta de respeito a Palavra de Deus. (João 16:13).
     Dizer que não existe a primazia Petrina e Apostólica é falta de respeito para com a Bíblia.

    Mateus 16:16-18. (Decidir sobre a fé e a moral)

    Mateus 18:18 (decisão apostólica)

    Lucas 22:31-32 (Confirmar na fé os irmão=os irmão da Igreja).

    João 21:15-17 (Apascentar o rebanho = dirigir a Igreja).

    Dizer que Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são a favor da divisão é falta de respeito com a Bíblia. (Romanos 16:17-18, Efésios 4:14).

Hoje sou Católico graças a Deus, com muita convicção, não duvido daquilo que o Magistério  da Igreja ensina, mesmo sabendo que dentro do clero ainda tem fumaça de inferno. Para não cair em heresias só dou ouvido ao que o Magistério ensina no Catecismo, documentos oficias da Igreja, nas encíclicas dos Papas, no missal, porque Jesus disse “Quem ouve o Magistério a Jesus ouve, e quem rejeitar o Magistério rejeita Jesus Cristo e consequentemente rejeita ao Deus Pai” (Lucas 10:16).

Agradeço a todos os Cristãos que me levaram  a amar a Palavra de Deus e de conhecer a Santa Igreja Católica, os meus agradecimentos especiais ao Professor Felipe Aquino, Cris Macabeus do site (asmentirasdoapocalipse), Helen do site (igrejamilitante), Rafael do Site (sadoutrina).

    “Quem houve a Igreja jamais caírá no erro”, porque a Igreja é a coluna da Verdade (I Timóteo 3:15-17).


Imagem: Internet
Fonte: https://igrejamilitante.wordpress.com/2012/08/03/filho-de-pastores-protestantes-converte-se-ao-catolicismo/

sábado, 21 de março de 2015

Por que os católicos veneram a Virgem Maria?

Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe de seu Filho, Jesus. o amor e a veneração pela Mãe do Filho de Deus encarnado já são mencionados no Evangelho; ela mesma disse: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lucas 1, 48).
Adoramos somente a Deus. À Maria dedicamos especial amor, a imitação, o respeito e a confiança que seu próprio Filho, Jesus, lhe dedicou. Ela é a criatura que está mais próxima do Senhor. É a primeira criatura plenamente glorificada, sinal concreto da eficácia da salvação de Jesus Cristo na nossa humanidade. Venerar Maria significa professar nossa fé na poderosa realização da Páscoa de Jesus Cristo em nós, criaturas e filhos queridos, pois o próprio Jesus nos confiou a ela: “Mulher, eis o teu filho” (João 19,26). Temos especial carinho por Maria, em obediência a Jesus e por fidelidade ao Evangelho: “Filho, eis aí a tua mãe” (João 19, 27). Por isso podemos dirigir-nos a ela confiando-nos à sua intercessão materna em todas as nossas necessidades. Jesus mesmo mostrou como lhe agradava a intercessão de Maria quando, por ocasião das Bodas de Caná, a pedido dela, realizou o primeiro sinal (cf. João 2, 1-11). Quanto mais assemelhados a Cristo, tanto mais os cristãos devem nutrir os sentimentos de veneração e estima filial que Jesus nutria para com Sua Mãe.

Fonte: Sou católico, Vivo a Minha Fé – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

quinta-feira, 19 de março de 2015

De quem é a culpa?...

Um homem muito pobre vivia penosamente. Não era preguiçoso. Trabalhava sem parar até à exaustão. Mas em vão. Permanecia pobre. Certo dia, extenuado e desanimado, decidiu chegar a Deus contando-Lhe sentir-se injustiçado, não merecer tal sina e pedir-Lhe para remediar esta situação. E assim saiu estrada fora.


No caminho encontra um lobo. 
–”Bom dia, senhor viajante! Que prazer em encontrá-lo! Para onde está indo?” Perguntou o lobo.
–”Falar com Deus. Vou-Lhe falar com toda franqueza. Creio que Ele foi injusto comigo e vou pedir-Lhe para corrigir essa injustiça.”
– “Bravo e boa sorte! Encontrando-O, você faria um favor para mim? Diga-Lhe que eu também fui discriminado. O dia todo procuro algo para comer. Em vão! Pergunta-Lhe por que me criou se era para eu morrer de fome? E quanto tempo vai durar ainda este meu tormento?” – “Está bem,” respondeu o homem, “falarei de você” e prosseguiu seu caminho.



Depois de certo tempo encontrou uma linda moça.
–”Bom dia, senhor viajante! Para onde vai assim, tão apressado?” perguntou a moça.
–”Falar com Deus, tenho um pedido a Lhe fazer”. E o homem explicou em detalhes o conteúdo da sua pretensão.
–”Desejo-lhe muita sorte! Mas não quer falar de mim também? Diga-Lhe existir na face da terra uma moça, jovem, com boa saúde, bonita, rica, porém infeliz. O que deve fazer ela para alcançar a felicidade?”
–”Pode deixar, falarei de você também” prometeu o homem e seguiu seu caminho.



Andou ainda um bom tempo e depois parou embaixo de uma árvore cujos ramos estavam desprovidos de folhas.
– “Para onde está indo?” Perguntou a árvore.
O homem explicou o que queria fazer.
– ”Sendo assim, não quer falar de mim também? Não consigo entender este meu destino determinado por Ele. Apesar de ter raízes num terreno fértil, meus ramos permanecem sempre sem folhagem. Quando terei, eu também, lindas folhas verdes como as outras árvores?
O homem prometeu falar com Deus a respeito dele e continuou sua viagem.



Andou dias e noites e por fim chegou perto de Deus. Saudou-O com humildade e esperou que Ele falasse primeiro.
–”Com certeza, você veio até aqui para fazer um pedido? Fale! Estou ouvindo.” disse Deus.
–”Dizem ser o Senhor imparcial, tratando todos os homens da mesma maneira. Eis o meu caso: trabalho feito doido, até exaustão, faço de tudo e apesar disso continuo pobre e há dias que faço apenas uma refeição. Conheço muitos, que pouco trabalhando, se tornaram ricos e levam uma vida faustosa. Onde estão a igualdade e a imparcialidade?
– "Muito bem! Vou ceder ao seu pedido. A partir de hoje você poderá se tornar rico e feliz. Vá agora, procure e saiba aproveitar essa tua Sorte.
O homem agradeceu a Deus por Sua bondade mas, antes de ir embora, falou das súplicas do lobo esfomeado, da linda moça infeliz e da árvore de ramos sem folhagem.
Para cada caso Deus deu uma solução. O homem agradeceu novamente e tomou o rumo de volta.











Primeiro, encontrou a árvore.
– “E então, qual foi a resposta?”
– “Ele disse que, exatamente sob tuas raízes, existe um esconderijo onde se encontra uma enorme quantidade de ouro. Enquanto este ouro não for retirado, as raízes não poderão alimentar teus ramos que permanecerão sem folhagem.”
–”Mas isso é formidável!”, regozijou-se a árvore. “Depressa, vai cavando! Pega todo o ouro! Nos dois lucraremos com isso: você ficará rico e eu terei minhas folhas.”
–“Sinto muito, mas não posso. Não tenho tempo a perder. Deus disse para aproveitar a minha Sorte. Vou procurá-la. Até logo!”
E afastou-se a passos largos.





A seguir encontrou a linda moça infeliz que lhe perguntou:
– “Qual foi a resposta de Deus?”
– “Deus disse que para tornar-te feliz deverias casar e dividir com teu esposo as alegrias e tristezas.”
–”Se é assim, case comigo!” Disse a moça , “assim seremos ambos felizes”.
–”Sinto muito, mas não tenho tempo. Deus disse para eu achar a minha Sorte. E é o que vou fazer”.
E saiu correndo à procura de sua Sorte.



O lobo esfomeado o esperava, impaciente. Assim que o viu, correu para ele e disse:
–“E então? Você viu Deus? O que Ele disse?”
–“Calma! Antes quero te contar o que aconteceu. Encontrei uma bela moça querendo saber por que era tão infeliz e a seguir, uma árvore sem folhagem. Ambos também pediram para interceder junto a Deus. Deus disse que a moça deveria casar para ser feliz e ela me propôs casamento. Claro que recusei. Para a árvore disse haver, embaixo das suas raízes, muito ouro e que era só tirar esse ouro e as folhas voltariam a florescer. Imagine que a árvore teve o topete de me pedir para retirar o ouro e ir embora com ele. Claro que de novo recusei! Pois Deus disse-me para procurar e agarrar a minha Sorte. E é isso que vou fazer. Assim vim correndo.”
–”E para mim? Qual é a solução do meu problema?” Indagou o lobo
–“O seu caso é um pouco mais complicado. Você terá que correr e correr sem rumo até encontrar um bobão o qual você devorará para saciar a sua fome.”
–”Onde poderei encontrar um bobão mais perfeito que você” replicou o lobo e devorou o nosso herói...


Este conto ajuda a refletir que Deus deseja o melhor para nós, e através da oração Ele escuta-nos e nos ajuda a solucionar as dificuldades que vamos enfrentando, poderá não ser como nós desejámos, mas como Deus quer. Por isso, é necessário estar atento às oportunidades (de salvação) que Ele nos dá...


Imagens e texto: Internet 
Conto arménio