quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A minha vocação é poder...

Deus dá a vida... 
eu posso transmiti-la e respeitá-la. 

Deus concede o tempo... 
eu posso cuidar de mim, da comida, da saúde.

Deus atribui a fé... 
eu posso dar testemunho dela.

Deus infunde a esperança... 
eu posso reconstruir a confiança.

Deus é o amor... 
eu posso ensinar a amar.

Deus diz que a alegria é a finalidade da vida... 
eu posso sorrir e arrancar sorrisos.

Deus criou-nos para viver em paz... 
eu posso semear a união.

Deus renova as forças... 
eu posso apoiar quem desanimou.

Deus é o caminho... 
eu posso indicá-lo.

Deus é a luz que vence os medos... 
eu posso restituir a vontade de viver.

Deus faz milagres... 
- eu posso ser o rapazinho que entregou os cinco pães e os dois peixes que alimentaram cinco mil pessoas;
- os amigos que carregaram o paralítico para ser curado;
- o leproso sarado que agradeceu a cura a Jesus;
- a mulher pecadora que recebeu o perdão;
- o apóstolo que percorreu o mundo anunciando o Evangelho;
- o mártir que preferiu agradar a Deus em vez de ceder aos interesses dos perseguidores; 
- o pai/a mãe que acolhe com alegria os filhos e os ajuda a crescer robustos, com sabedoria e na amizade com Deus;
- o padre que actualiza os gestos salvadores de Jesus, através dos sacramentos; 
- a Irmã e o Irmão que ajudam os povos a alcançarem o desenvolvimento...

Deus faz o impossível, mas prefere contar comigo, para fazer o possível.

Fonte: Revista Audácia, 2010
Imagem: Internet

Um Sim incondicional...

Maria era uma adolescente, de 14 ou 16 anos. Vivia em Nazaré com os pais. No Céu, Deus olhava-a com predilecção. Escolheu-a para ser a mãe do seu Filho, Jesus. Mas precisava do consentimento dela. Por isso, enviou-lhe o anjo Gabriel. Maria aceitou a missão que Deus lhe deu, dizendo: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» (Lc 1, 38). Graças a este «Sim», a História da Humanidade modificou-se, porque Deus fez-Se ver, falou, expressou-Se como as pessoas, e assim pôde ser entendido. Ao assumir tudo o que é humano - as alegrias, dores, esperanças e conquistas -, Jesus ensinou o modo de vida que conduz à salvação.
Maria não guardou Jesus para si. Foi logo visitar e ajudar a sua prima Isabel. Quando a saudou, o bebé - João - exultou de alegria no seio de Isabel e esta elogiou a prima, porque era bendito o Fruto do seu ventre, Jesus.
A fé de Maria manifestou-se anos mais tarde. Ela estava com Jesus e os apóstolos num casamento, em Caná. A festa, porém, quase fracassava, porque o vinho acabou. Então, Maria intercedeu pelos noivos, pedindo ajuda a Jesus. E Jesus transformou a água em vinho novo e muito melhor. Maria estava, também, junto da cruz de Jesus. Ali recebeu uma nova missão: ser a mãe dos cristãos, missão que realiza nos Céus. (Evangelho de Lucas, 1; Evangelho de João, 19)

Fonte: Revista Audácia, 2010
Imagem. Internet

domingo, 4 de setembro de 2016

Recebe-o, não já como escravo, mas como um irmão muito querido... (Fl 9b-10.12-17)

Texto da Carta que São Paulo escreve a Filémon, e que é riquíssima. Partilho convosco esta reflexão extraída de um site que eu aconselho vivamente a ser visitado...

"Caríssimo:
Eu, Paulo, prisioneiro por amor de Cristo Jesus,
rogo-te por este meu filho, Onésimo, que eu gerei na prisão.
Mando-o de volta para ti, como se fosse o meu próprio coração.
Quisera conservá-lo junto de mim,
para que me servisse, em teu lugar,
enquanto estou preso por causa do Evangelho.
Mas, sem o teu consentimento, nada quis fazer,
para que a tua boa acção não parecesse forçada,
mas feita de livre vontade.
Talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo,
a fim de o recuperares para sempre,
não já como escravo, mas muito melhor do que escravo:
como irmão muito querido.
É isto que ele é para mim
e muito mais para ti, não só pela natureza,
mas também aos olhos do Senhor.
Se me consideras teu amigo,
recebe-o como a mim próprio."


A Carta a Filémon é a mais breve e pessoal das cartas de Paulo. É endereçada a um tal Filémon, aparentemente um membro destacado da Igreja de Colossos.
A partir dos dados da carta, podemos reconstruir as circunstâncias em que o texto aparece. Onésimo, escravo de Filémon, fugiu de casa do seu senhor. Encontrou Paulo, ligou-se a ele e tornou-se cristão. Paulo, que nessa altura estava na prisão (em Éfeso? Em Roma?), fê-lo seu colaborador e manteve-o junto de si. No entanto, a situação podia tornar-se delicada se Filémon se ofendesse com Paulo; e, do ponto de vista legal, ao dar guarida a um escravo fugitivo, Paulo era cúmplice de uma grave infracção ao direito privado. Enfim, Onésimo corria o risco de ser preso, devolvido ao seu senhor e severamente castigado.
É neste contexto que Paulo resolve enviar Onésimo a Filémon. Onésimo leva consigo uma carta, em que Paulo explica a Filémon a situação e intercede pelo escravo fugitivo. Com extrema delicadeza, Paulo insinua a Filémon que, sendo possível, lhe devolva Onésimo, já que este lhe vem sendo de grande utilidade; no entanto, Paulo pede, sugere, mas sem impor nada e deixando a decisão nas mãos de Filémon.
É um texto belíssimo, carregado de sentimentos, “verdadeira obra-prima de tacto e de coração”.


Fonte: http://www.dehonianos.pt/dia-liturgia/23o-domingo-do-tempo-comum-ano-c/?mc_id=892 
Imagem: Internet

Quem não renunciar a todos os seus bens não pode ser meu discípulo (Lc 14, 25-33)

As palavras que vamos encontrar no texto bíblico mais abaixo, podem levar-nos a pensar que o que Jesus nos pede é quase impossível de realizar; pede-nos para deixar pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, irmãs e até à própria vida, caso contrário não podemos ser seus discípulos. Na reflexão que hoje o sacerdote fez deste texto bíblico, ajudou a esclarecer-me sobre este recado que Jesus nos dá. Jesus não nos pede para deixarmos de amar, todas essas pessoas de que fala, mas sim para O colocarmos em primeiro lugar. Porquê? porque se nos apoiarmos apenas nas pessoas de quem amamos, vamos correndo o risco de vivermos uma vida que terminará, pois à medida que vão partindo, vamos deixar de sentir o seu apoio, e chega-se à conclusão de que a vida não teve sentido. Por isso, é a Ele, que devemos colocar no primeiro lugar das nossas vidas, pois Ele é o princípio, o centro e a meta, para essa caminhada que vamos fazendo. Ele é a salvação... Eis o texto do Evangelho de São Lucas:

"Seguiam com ele grandes multidões; e Jesus, voltando-se para elas, disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não tomar a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo. Quem dentre vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a concluir? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, não a podendo acabar, todos os que virem comecem a troçar dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não pôde acabar.’ Ou qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro para examinar se lhe é possível com dez mil homens opor-se àquele que vem contra ele com vinte mil? Se não pode, estando o outro ainda longe, manda-lhe embaixadores a pedir a paz. Assim, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.» (Lc 14, 25-33)"

Estrutura Pessoal do Cristão*

E o que é que diferencia o discípulo de Cristo de um não crente? O que é que a sua fé acrescenta à realidade quotidiana e prosaica da vida humana? O cristão, chamado a participar na vida de Cristo e, de facto, já filho adoptivo de Deus pelo dom do Espírito, é a Jesus que segue, como modelo, até chegar à identificação com Ele. Ser cristão significa revestir-se de Cristo e ter os mesmos sentimentos, atitudes e acções na vida. No cristão verdadeiro nota-se uma visão da vida, do homem, do mundo e dos problemas humanos sob uma luz diferente; é a fé pascal. Nota-se uma estabilidade anímica que vence a mesquinhez e o desespero, uma paz que se sobrepõe às dificculdades e ao desânimo, uma alegria que supera a tristeza e o mau humor. Tudo isso é fruto da esperança cristã. E, sobretudo, o mais atraente do seu perfil é a abertura aos outros, o acolhimento sem descriminação, a disponibilidade e a partilha com os outros - especialmente com o mais humilde - dos seus bens, tempo e pessoa. Isso é a vivência da caridade e da fraternidade em Cristo. Estas três atitudes básicas do discípulo: fé robusta, esperança alegre e caridade ardente, constituem a estrutura pessoal do cristão, a sua vida nova em Cristo, a chamada vida "teologal", a sua existência em Cristo, pois a sua vida é Jesus ressuscitado, vencedor do pecado e do tudo que produz a morte. Ser testemunha dessa vida é honra e dever do cristão.

Fonte: *Diário Bíblico 2010
Imagem: Internet

sábado, 3 de setembro de 2016

A vida nova do Cristão...

Na altura era comum escrever-se a uma comunidade, a um povo, pois muitos não sabiam ler (como ainda hoje infelizmente sucede), e depois haveria alguém encarregado de fazer passar a mensagem da carta. Hoje, a sociedade gosta de tudo personalizado, e assim este texto vai com o nome do caríssimo leitor ou leitora. O resumo dos seis capítulos da carta que São Paulo escreveu à comunidade de Eféso, na altura e que hoje escreve para mim e a todos os visitam e leem este blog, poderia ser assim:

Caríssimo irmão, caríssima irmã:

Outrora, sem Cristo, estávamos sem esperança e vivíamos como se Deus não existisse. Agora, porém, estamos perto do Céu. Com efeito, Cristo é a nossa paz, porque destruiu a força do pecado que nos separava de Deus, e anulou as razões para a inimizade entre os povos. Agora, todos podemos chamar Pai a Deus. 

E, porque Cristo nos tornou irmãos, já não há nacional nem estrangeiro, homem ou mulher, escravo ou livre. Todos somos compatriotas dos santos e membros da Família de Deus, a Igreja. Por isso, a vida humana consiste em ser o que Deus sonhou para nós: amorosos, fiéis, protectores. 

Então, ninguém minta, pois somos membros uns dos outros e estaríamos a enganar-nos a nós mesmos. Se alguém se irritar, que o sol não se ponha havendo ainda ressentimentos. Aquele que roubava, trabalhe, fazendo o bem, para que tenha o que partilhar com quem passa necessidade. 

Não saiam da nossa boca palavras desagradáveis, mas apenas as boas, que edificam, que são necessárias e úteis para quem as escuta. Ninguém recuse o dom da santidade com que o Espírito Santo de Deus nos marcou, a fim de merecer a Vida Eterna no Céu. Ou seja, toda a espécie de azedume, raiva,ira, gritaria e desonra desapareça de nós. 

Sejamos bondosos e compassivos, perdoando-nos mutuamente, como também Deus nos perdoa em Cristo. A graça esteja com todos os que amam Nosso Senhor Jesus Cristo, com um amor inalterável.

apóstolo Paulo

Um sinal no céu...


Este artigo que transcrevo na íntegra, ajudou-me a refletir um pouco sobre o que aconteceu com Noé... na altura em que construía a arca, certamente houve quem se risse dele por estar a construir algo grandioso, tão invulgar e aos olhos humanos, sem nexo. Mas Noé cumpriu tudo o que o Senhor lhe ordenara (Gn 7, 5), ou seja não deu ouvidos ao que é finito (homem), mas sim ao que é Divino (Deus); e a verdade é que foi salvo, não só ele, mas também a sua família. Hoje, este género de provação continua a existir, é necessário remar contra a corrente (voz do mundo), para chegar a bom porto (o próprio Deus), pois aqui se encontra a garantia da salvação. O Livro de Génesis faz referência que Deus se recordará da aliança perpétua concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na Terra.» (Gn 9, 16) - talvez por isso, se pareça que só as catástrofes, calamidades, terrorismo, injustiça e o mal vão triunfando neste mundo - mas mais à frente, o Senhor deixa outro recado: «Ficai também a saber que pedirei contas do vosso sangue a todos os animais, por causa das vossas vidas; e ao homem, igualmente, pedirei contas da vida do homem, seu irmão.» (Gn 9, 5)

"O primeiro livro da Bíblia - Génesis - conta a história de Noé para falar de uma aliança que Deus fez com a humanidade. O escritor anota que homens e mulheres, que Deus criou, amaram-se e deles nasceram filhos e filhas. Mas, ao mesmo tempo, o Criador constatou que a maldade das pessoas era grande, porque os seus pensamentos e desejos pendiam para o mal. Então, Deus arrependeu-Se de ter criado o homem e a mulher, e sofreu amargamente.
Todavia, Noé e a sua família agradavam a Deus, porque eram justos e andavam sempre em comunhão com Ele.
Um dia, uma grande inundação submergiu a Terra. Só Noé e a sua família se salvaram, e com eles, sobreviveram exemplares de cada espécie. Quando o dilúvio acabou, e os sobreviventes estavam a salvo, Deus disse a Noé: «De futuro, não amaldiçoarei a Terra por causa do homem. Haverá sempre a sementeira e a colheita, o frio e o calor, o Verão e o Inverno, o dia e a noite.»
Depois, Deus abençoou Noé e os seus filhos: «Sede fecundos e multiplicai-vos. Tudo o que se move e tem vida servir-vos-á de alimento. Mas pedirei contas do vosso sangue aos animais e a quem matar outro homem, porque vos fiz à minha imagem e semelhança.» E acrescentou: «Não haverá outro dilúvio para destruir a terra. O arco-íris nas nuvens é o sinal. Quando o vir, recordar-Me-ei desta aliança.» (Génesis 6, 5 - 9, 17)"

Artigo publicado da revista Audácia
Imagem: Internet

domingo, 7 de agosto de 2016

Mensagens para os jovens e também para adultos


"Os jovens têm uma especial sensibilidade perante a injustiça e a corrupção. A todos os jovens eu digo que não desanimem, não deixem apagar a esperança."

"A vida acrescenta-se, dando-a. Enfraquece-se no isolamento e na comodidade. E amadurece todas as vezes que a damos aos outros."

"O crucifixo não nos fala de derrota, de fracasso. Fala-nos de um amor que vence o mal e o pecado."

"A Igreja não é uma loja ou uma organização humanitária. Ela é enviada a levar a todos Jesus e o seu Evangelho."