quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Culpado ou Inocente



Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor era uma pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento procurou-se um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro assassino.
O homem foi levado a julgamento e seria condenado à forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.
O juiz, que também estava comprado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que provasse sua inocência.
Disse o juiz:
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos de Deus. Vou escrever em um papel a palavra INOCENTE em outro, a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o seu veredicto. Deus decidirá seu destino, determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO, de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado se livrar da forca.
Não havia saída. Não havia alternativas para o pobre homem. O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um deles.
O homem pensou alguns segundos, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou-o na boca e o engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber qual o seu veredicto?
- É muito fácil, respondeu o homem, basta olhar o papel que sobrou e vocês saberão que acabei engolindo o contrário dele.
Imediatamente o homem foi libertado.


Mensagem:
Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar e de lutar até o último momento.
SEJA CRIATIVO! QUANDO TUDO PARECER PERDIDO, OUSE!



Bem-Aventuranças


Neste dia de 1 de Novembro, a liturgia apresenta-nos no Evangelho de S. Mateus [5, 1-12], o sermão da montanha, ou seja as Bem-aventuranças, que são a receita para que se possa atingir a santidade. Depois de pesquisar pela net este tema, encontrei esta homilia do P.e Bantu, da Comunidade Canção Nova que copiei para o meu blog e partilho convosco:


"O Sermão da Montanha, introduzido pela proclamação das bem-aventuranças, é o programa do Reino dos Céus já presente entre nós. Elas constituem as virtudes de Jesus. São, segundo Santo Agostinho, uma regra perfeita de vida cristã. Nas bem-aventuranças encontramos valores universais, que podem ser entendidos e acolhidos por todos. As bem-aventuranças são o caminho concreto para a transformação deste mundo em um mundo de fraternidade, justiça e paz.
Bem Aventurados os pobres de espírito (…). Os bens, desde que sejam adquiridos com justiça, devem ser possuídos e administrados em justiça. A ganância é contrária à pobreza de espírito. Deixemos que o Espírito nos dê um coração de pobre. Somos mendigos do Espírito.
Bem Aventurados os que choram (…). Vivamos numa experiência da misericórdia divina no nosso coração. Deixemos que Deus enxugue as nossas lágrimas e recebamos a sua consolação. Acreditemos que por maiores que sejam os nossos sofrimentos e dores, a Misericórdia divina superabunda tudo isso.
Bem Aventurados os mansos (…). Conhecemos que a mansidão, a paciência e a humildade são caminhos para a glória eterna. Sejamos mansos, puros e humildes.
Bem Aventurados os que têm fome e sede de justiça (…). A nossa fome e sede do espírito são de amor a Deus, que é justiça e de amor ao próximo. Desenvolvamos essa fome espiritual, que só a fé sacia.
Bem Aventurados os misericordiosos (…). A misericórdia é a força do nosso coração. Como a anunciamos aos irmãos?
Bem Aventurados os puros de coração (…). O nosso coração cresce em sinceridade e retidão para com os outros? Cultivamos um coração simples? Deixemos vivificar em nós, a experiência de que somos templos do Espírito Santo.
Bem Aventurados os pacíficos (…). Os nossos valores éticos constituem uma afirmação evangélica contra as normas de uma sociedade desprovida do Deus de Amor. A Paz esteja convosco: disse-nos Jesus. Assim, ela é um dom de Deus. Somos construtores da paz. Nunca se esqueça que a Paz se opõe as atitudes de guerra, de agressividade, de conflito e de autoritarismo.
Bem Aventurados os que sofrem perseguição (…). As perseguições, mentiras e ataques perseguem os discípulos de Jesus. Como ontem, assim hoje são perseguidos, às vezes até pela própria família. Você é perseguido? A explicação está aí. Por isso, aguente firme. Aceitemos tudo isso, para nos deixarmos morrer interiormente, afim de que Cristo ressuscite em nós. Que a partilha das Bem-Aventuranças contribua para uma vivência de vida cristã e de uma comunidade de amor. Deus te abençoe meu irmão, minha irmã, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!"

Padre Bantu Mendonça K. Sayla
http://blog.cancaonova.com/homilia/2009/06/08/as-bem-aventurancas-mt-51-12/

1 de Novembro - Dia de Todos os Santos



Dia de Todos os Santos

Como o nome indica, o dia de Todos os Santos, a 1 de novembro, é a festa de “todos os santos” que a Igreja católica celebra. Embora não seja o dia dos fiéis defuntos, celebrado a 2 de novembro, como a festa de Todos os Santos é feriado, dá lugar à visita das famílias, de crisântemos em punho, aos cemitérios e às campas dos seus entes queridos.

O significado do dia de Todos os Santos
Todos os anos, a 1 de novembro, a Igreja católica honra todos os santos, conhecidos e desconhecidos. É um dia em que aproveita para recordar que a santidade não está “reservada a uma elite” e que todos os homens são chamados à santidade.

O 2 de novembro, comemoração de todos os defuntos
Na Idade Média, adquiriu-se o hábito de celebrar anualmente o dia de todos os defuntos. Sendo assim, depois de terem festejado todos os santos a 1 de novembro, dedicou-se o dia seguinte a todos os defuntos.

Distinguir o clima das duas festas
Nos edifícios católicos, as duas festas distinguem-se assim pela cor dos ornamentos. São brancos a 1 de novembro e de cor violeta a 2 de novembro.

Texto e Imagens: Internet



Aprofundar a fé


Depois de ler este artigo da revista "Audácia", do mês de Novembro de 2012, achei que o deveria partilhar com todos aqueles que lerem o meu blog.

APROFUNDAR A FÉ

"Estamos em novembro, mês em que recordámos os nossos antepassados que já faleceram, os «fiéis defuntos», e os santos, homens e mulheres que se distinguiram na vivência das virtudes cristãs e nos são apontados como exemplos de vida.
Os crentes acreditam que o mundo e as pessoas foram criadas por Deus e d'Ele dependem para a sua existência. O destino final de toda a Criação será o reencontro com esse mesmo Deus que a todos convida a entrar na sua morada divina.
Mas, até lá, há um «trabalho de casa» a fazer, e que consiste em realizar o projeto de Deus. O seu sonho é que cada criatura viva em harmonia consigo própria, com os outros, com a Natureza e com Ele.
A vida terrena ganha tanto mais sentido quando mais for vivida em solidariedade e partilha com o nosso próximo, que é aquele ou aquela  que se cruza connosco, que vive perto de nós, que até pode nem ser muito simpático para connosco. E é por isto que seremos avaliados no termo da nossa vida.
Os santos e as santas fizeram das suas vidas uma existência para os outros, não se preocupavam muito consigo próprios. É isto o que é ser santo. Já aqui na terra podemos ser santos e santas.

Estamos a viver o Ano da Fé que começou no mês passado. É uma iniciativa da Igreja Católica proposta pelo Papa Bento XVI, que quer que todos os cristãos vivam mais animados na sua fé e ajudem a reavivar a fé dos outros. O convite do Santo Padre é que os cristãos façam um esforço para aprofundar a sua fé, e a partilhem com os outros."

P.e António Carlos, missionário comboniano

terça-feira, 16 de outubro de 2012

E a minha fé?



E A MINHA FÉ?

Leitura Bíblica: 
(Lucas 8: 22-25)

Num daqueles dias Ele subiu com os Seus discípulos a uma barca. Disse-lhes: "Passemos à outra margem do lago." E eles partiram. Durante a travessia, Jesus adormeceu. Desabou então uma tempestade de vento sobre o lago. A barca enchia-se de água, e eles achavam-se em perigo. Aproximaram-se d'Ele então e despertaram-nO com este grito: "Mestre, Mestre! Nós vamos ao fundo!". Levantou-se Ele e ordenou aos ventos e à fúria da água que se acalmassem e logo veio a bonança. Perguntou-lhes, então: "Onde está a vossa fé?" Eles, cheios de respeito e de profunda admiração diziam uns aos outros: "Quem é este, a quem os ventos e o mar obedecem?".
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.



Meditação: Onde está a sua fé? (Lc 8:25).

   No texto que lemos Jesus revela seu poder sobre as tempestades e seu domínio sobre a natureza. Naquela situação, seus discípulos não sabiam o que fazer: estavam todos apavorados. Jesus tranquilamente passa-lhes calma e confiança, enfrentando e acalmando a tempestade. Jesus nos pergunta até hoje em meio às nossas provações onde está a nossa fé. Muitas vezes demonstramos o mesmo medo dos discípulos, e isso é normal. Se a presença visível de Jesus não os tranquilizou, não precisamos ter vergonha de nos assustar.

   O pavor dos discípulos foi tanto que acordaram Jesus, achando que morreriam. Não se trata de não ter medo de nada - cautela e prudência são boas e necessárias: não devemos tentar nosso Deus assumindo riscos irresponsáveis. Uma fé sadia é aquela que sempre confia na providência divina e é vencedora: não abandona o barco dos nossos problemas antes que a tempestade termine. Ela é feita de esperança e bom senso. É deixar Jesus agir em nossa vida da maneira dele e não da nossa, pois esta é enganosa e egoísta. Muitos não se contentam com essa fé e querem dar ordens ao Altíssimo.

   Uma fé linda e maravilhosa para Deus (e para insatisfação do diabo) é passarmos por batalhas espirituais e não desistirmos do caminho do Senhor. O Senhor Jesus tem o poder de nos livrar de todas as tempestades, pois ele é Deus. Os discípulos de Jesus demoraram para descobrir isso, tanto que perguntaram quem seria este a quem até os ventos e as ondas obedecem.

   A resposta é simples: É Deus! Quando estivermos passando por alguma tempestade da vida, temos de crer na providência de Jesus. Ele vê a nossa situação e fará o melhor para nós. Por isso faz muito sentido pedir-lhe a Deus: "Senhor, aumenta a minha fé e ensina-me a mantê-la sadia e perseverante - aquela fé salvadora que elimina de mim todas as dúvidas e medos sem fundamento.

Mais do acreditar, fé é confiar.

A Fé sem obras, é morta...



Muitos estudiosos da Bíblia encontram um irreconciliável conflito entre Paulo e Tiago acerca do que ensinaram sobre a fé e as obras. Paulo ensina que a salvação é recebida pela fé e não pelas obras (Ef 2.8,9). Tiago, por sua vez, ensina que sem obras a fé é morta (Tg 2.17). A grande pergunta é: Existe alguma contradição entre Paulo e Tiago? Estão esses dois escritores bíblicos em conflito? A fé exclui as obras ou as obras dispensam a fé? Precisamos entender que não há contradição nas Escrituras. Paulo e Tiago não estão batendo cabeça. Eles estão falando a mesma verdade, sob perspectivas diferentes. Paulo fala da causa da salvação e diz que somos salvos pela fé independente das obras. Tiago fala da consequência da salvação e diz que as obras é que provam a fé.
Tanto a fé como as obras são fundamentais quando se trata da salvação. A fé é a raiz e as obras são o fruto. A fé produz o fruto das obras e as obras procedem da seiva que vem da raiz. A fé é a causa e as obras o resultado. Não somos salvos por causa das obras, mas para as boas obras. Não praticamos boas obras para sermos salvos, mas porque já fomos salvos pela fé. As obras não nos levam para o céu, mas aqueles que vão para o céu, porque foram salvos pela fé, serão acompanhados por suas obras.
Tanto a fé como as obras procedem de Deus. A fé é dom de Deus. Não geramos a fé, recebemo-la. As obras que praticamos são inspiradas pelo próprio Deus, pois é ele quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar. De tal forma que não há espaço para soberba por parte de quem crê nem por parte de quem realiza boas obras, pois tanto a fé como as obras vieram de Deus e devem ser direcionadas para Deus. Nossa fé deve estar em Deus e nossas obras devem ser feitas para a glória de Deus.
Deus mesmo planejou nossa salvação e ele mesmo a executa. Ele mesmo é quem abre nosso coração para crermos e ele mesmo nos dá poder para realizarmos as boas obras que atestam a autenticidade da fé. A fé prova nossa salvação diante de Deus e nossas obras diante dos homens. Deus vê a fé, os homens as obras. Fé e obras não se excluem, completam-se. A raiz sem frutos está morta; o fruto sem a raiz inexiste.
Aqueles que defendem a salvação pela fé sem a evidência das obras laboram em erro. De igual forma, aqueles que julgam alcançar a salvação pelas obras sem a fé. É preciso afirmar com meridiana clareza que a salvação é só pela fé e não pela fé mais o concurso das obras. Porém, a fé salvadora nunca vem só. A fé salvadora produz obras. Não provamos nossa salvação pela fé sem as obras, mas pela fé mediante as obras. As obras não são a causa da salvação, mas sua evidência.
Concluímos, afirmando que não há qualquer conflito entre Paulo e Tiago. Não há qualquer contradição entre fé e obras. Não podemos confundir causa e efeito. Toda causa tem um efeito e todo efeito é produzido por uma causa. As obras não substituem a fé nem a fé pode vir desacompanhada das obras. Fé e obras caminham de mãos dadas. Não estão em lados opostos, mas são parceiras. Ambas têm o mesmo objetivo, glorificar a Deus pela salvação. Somos salvos pela fé e somos salvos para as obras. Recebemos fé e fomos preparados de antemão para as obras. Não há merecimento na fé nem nas obras. Ambas vem de Deus. Ambas devem glorificar a Deus. Ambas estão conectadas com nossa salvação. A fé nos leva a Cristo e as obras nos levam ao próximo. A fé nos coloca de joelhos diante de Deus em adoração e as obras nos coloca de pé diante dos homens em serviço. Somos salvos pela fé para adorarmos a Deus e somos salvos para as obras para servirmos ao próximo.

Autor: Hernandes Dias Lopes ©2011. Todos os direitos reservados.
Copyright: Hernandes Dias Lopes.

Ano da Fé




O que é o Ano da Fé?

Bento XVI convocou para um tempo especial, no qual os cristãos meditem sobre a fé, como um dom e um exercício pessoal e comunitário para o conhecimento de Deus.
Embora, Deus é alcançável pela razão humana até certo ponto, a razão humana se totaliza na fé que se tem sobre as realidades que Deus mesmo revela de si. Isto é, a razão humana pode entender a Deus, mas se não for guiada pelos ensinamentos que Deus mesmo dá, se perderia, não seria total ou ótima. A fé seria, então, a aceitação das realidades sobre as que não temos uma certeza sensitiva, mas sim por uma racionalidade, pois a razão sem fé é cega e a fé sem a razão é oca.

É por isso que Bento XVI convoca-nos a um tempo especial de graça para refletir sobre a aceitação voluntária e sensata que fazemos sobre os ensinamentos dados pela Revelação de Deus em Jesus, nosso Senhor.

O papa definiu o ano da fé como “um convite a uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. Deus, no mistério de sua morte e ressurreição, revelou em plenitude o Amor que salva e chama aos homens à conversão de vida mediante a remissão dos pecados” (Porta Fidei, 6).

Principais Objetivos
Que a fé seja professada de modo contundente e em público: nas catedrais, paróquias, comunidades religiosas e nas famílias.
Que o testemunho da fé pelas ações de caridade aumente e brilhe no mundo. Isto é, vivamos como verdadeiros cristãos que a fé professada seja a fé de ações.
Que este ano suscite em todo aquele que crê a aspiração para confessar a fé com plenitude e convicção renovada, com confiança e esperança. Intensifiquemos as ações litúrgicas, particularmente a Eucaristia, do qual se alimenta a fé. De modo semelhante, o testemunho da ação deve intensificar-se.
Que a reflexão sobre a nossa fé intensifique a relação entre a individualidade e a vida comunitária. A mesma profissão que é um ato pessoal e, ao mesmo tempo, comunitário. Na crença da comunidade cristã cada um recebe o batismo, sinal eficaz da entrada do povo dos crentes para alcançar a salvação.
Que haja uma profunda concordância voluntária e razoável aos ensinamentos recebidos por meio da Igreja. É necessário conhecer os conteúdos da fé e aceita-los plenamente com a inteligência e a vontade. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Quando se crê, se aceita livremente o dom da fé.