quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ver o Senhor em tudo à nossa volta

Todos os dias, um homem olhava pela janela e via a mesma coisa: um jardim, uma árvore e o portão de sua casa. Não importava se o homem estava triste ou alegre, cansado ou não, se era de dia ou de noite - o jardim, a árvore e o portão de sua casa, sempre estavam lá. Um dia, porém, ele viu que uma flor, finalmente, havia desabrochado. Ficou tão feliz que a colheu e pensou em colocá-la num vaso. Entretanto, pareceu-lhe que a flor não ficava bem naquele vaso. Experimentou outro, e outro, e outro. Por fim, viu no canto da casa, sobre uma mesa, um vaso muito fino e delicado. Ah... com certeza, ali a flor ficaria muito bem! 
Assim que a colocou ali, distanciou-se um pouco para ter uma visão melhor. Só então percebeu que, acima da mesinha com o vaso, havia um crucifixo. Aquilo realmente tocou muito o seu coração. Ele, que passou tanto tempo olhando pela janela, vendo sempre as mesmas coisas, nunca tinha percebido que havia, naquela parede, um crucifixo! Lentamente, os seus olhos percorreram aquela imagem do Cristo Crucificado. Lembrou-se de alguns ensinamentos que tinha recebido, quando ainda pequeno, da mãe e da avó, e também de algumas aulas da catequese. De fato, ele tinha-se distanciado muito de Cristo. Tanto, que a cruz sempre esteve ali e ele nem se tinha apercebido. Após muitos anos distante de Deus, ele nem se lembrava como se rezava. Mas, não havia problema. Ele sabia que Deus escuta sempre as preces feitas com amor, mesmo as que vêm do maior dos pecadores. Humildemente, ajoelhou diante da cruz e pediu perdão pelos seus pecados, pela sua distância, por tudo o que ele não tinha feito de bom. Suavemente, a flor abriu-se e um perfume suave tomou conta daquele espaço. Para aquele homem, isto foi como uma resposta. Jesus sempre esteve ali, tão perto... e ele manteve-se tão distante! Jesus sempre o cercou de amor, e ele nunca deu resposta alguma. Daquele dia em diante, nunca mais a sua vida foi a mesma. Em vez de passar os dias olhando pela janela, passou a prestar atenção à mensagem da cruz. O seu jardim encheu-se de flores, numa primavera constante. E seu coração também floresceu, como aquele jardim. Encheu-se, o seu coração, do amor de Jesus. A árvore parecia mais firme, como a sua fé. Ele sentia mais força para superar as dores da solidão. O portão, que ficava sempre fechado, hoje permanece aberto para quem precisa de uma palavra de esperança. E o reflexo do seu coração, que também se abriu para o amor. Há quem passe a vida inteira, olhando a vida pela janela de sua casa. Não vê a flor à sua frente. Não percebe o amor à sua volta. Não vê Cristo. Entretanto, em tudo, e, em todos os momentos, Ele faz-nos, constantemente, um convite à santidade. São as Suas palavras que sopram, como brisa, aos nossos ouvidos, fazendo-nos um amoroso convite: "Vem e segue-Me."

"Ao sair de Jericó, uma grande multidão O seguia. Dois cegos, sentados à beira do caminho, ouvindo dizer que Jesus passava, começaram a gritar: "Senhor, Filho de David, tem piedade de nós!". A multidão, porém, repreendia-os para que se calassem. Mas eles gritavam ainda mais alto: "Senhor, Filho de David, tem piedade de nós!". Jesus parou, chamou-os e perguntou-lhes: "Que quereis que vos faça?". "Senhor, que os nossos olhos se abram!". Jesus, cheio de compaixão, tocou-lhes os olhos. Instantaneamente recobraram a vista e O seguiram." (Mateus 20, 29-34)

Fonte: Grão de Trigo, de Miriam de Fátima Pinto de Oliveira 
Imagem: Internet

domingo, 19 de janeiro de 2014

A porta do coração


Um conceituado pintor fez um quadro o qual demorara um ano para ficar pronto. Dizia ele que era o mais lindo de todos. No dia de apresentá-lo ao público, convidou todos para vê-lo. No local compareceram as autoridades, jornalistas, e muita gente, pois o pintor tinha muita fama e era um grande artista. 
Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. Houve um caloroso aplauso. Era uma bela figura de Jesus batendo à porta de uma casa. Cristo parecia vivo. Com a sua mão de dedos longos, batia suavemente e com o ouvido junto à porta, parecia querer ouvir se lá de dentro alguém respondia. Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Um observador curioso, porém achou uma falha no quadro: a porta não tinha fechadura! Como se fará para abri-la?
O pintor respondeu:
«Esta é a porta do coração humano. Ela só pode ser aberta pelo lado de dentro. Se não o desejares, ninguém entra no teu coração!... Por isso, está atento a quem bate... para decidires se pode ou não entrar!»




Fonte: Revista Cruzada
Imagem: Internet

Deus escreve certo por linhas tortas

Conta-se que um homem  foi perseguido por um grupo de salteadores que o queriam matar, procurou refúgio numa gruta. Os malfeitores buscaram-no pelas grutas vizinhas. Ele estava desesperado e elevou a Deus uma oração: «Deus Todo-Poderoso, mandai que dois anjos venham fechar a entrada da gruta, para que não me venham matar.»

Enquanto ouvia os homens aproximarem-se cada vez mais, apareceu uma aranha que começou a tecer uma teia à entrada. O homem tornou a rezar ainda mais angustiado: «Senhor, eu pedi anjos, não uma aranha.» E continuou: «Senhor, por favor, com a Vossa mão poderosa colocai um muro forte na entrada, para os homens não me matarem.»

Entretanto viu que a aranha continuava a fabricar a teia. Os perseguidores tinham já chegado à gruta do lado e ao pobre homem só lhe restava esperar a morte. Quando chegaram à gruta em que ele se encontrava, já a aranha tinha tapado toda a entrada com a sua teia.

Então o fugitivo pôde ouvir esta conversa: «Vamos entrar nesta gruta», dizia um, ao que o outro retorquía: «Não, não vês que até há teias de aranha? Isto quer dizer que ninguém entrou nela há muito tempo. Vamos procurar nas outras.» E passaram adiante. 

Muitas vezes pedimos coisas que na nossa perspectiva humana são as que julgamos melhores, mas Deus dá-nos outras coisas, que nos proporcionam melhores soluções.

«Os que confiam no Senhor, são como o monte Sião, que não vacila e permanece para sempre» (Salmo 125, 1)

Fonte: Revista Cruzada
Imagem: Internet

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Senhor, ajuda-me a ser sinal...



Senhor, tenho de dizer-Te nesta manhã:
Sinto, muitas vezes, que as pessoas esperam de mim
algo que não lhes posso ou consigo dar.

Esperam carinho, e eu tendo a fechar-me a mim mesmo,
como se o mundo rodasse todo à minha volta.

Esperam uma palavra verdadeira, esclarecedora,
e eu não tenho coragem para dizer aquilo que deveria dizer.

Esperam gestos e palavras de esperança,
e eu não sou capaz de os dar, ajudando a ler a vida
com os sinais e a força do Teu amor.

Esperam, talvez, um silêncio de acolhimento,
e eu não encontro em mim a disponibilidade de quem sabe ouvir.

Senhor, ajuda-me a ser um sinal, simples mas transparente,
do Teu amor.

(Autor: José Eduardo Borges de Pinho)
do livro: Acordar com Deus.

Orações que podemos fazer para o Novo Ano...



Oração para vitórias e alegrias

A luz de Deus ilumina o meu caminho e é decisão de minha mente que a felicidade, abundância e prosperidade sejam manifestas em tudo o que eu faça agora. Desta forma eu sou luz, e esta luz que vem de dentro de minha alma se espalha por todos os cantos, abençoando a todos os que se aproximam de mim.

Eu tenho o poder de transformar a minha vida e uso esse poder de forma produtiva e amorosa. Ouço o canto dos vendavais, mas me mantenho em paz, pois eu sei que estou protegido (a) pelo amor e pela paz de Deus que me conduz entre todos os meus desafios, me guiando e ensinando o que  preciso saber para vencer.

Senhor Deus, Pai de bondade, Senhor da história, do tempo e da eternidade. Mais um ano chega ao fim e às portas do novo as oportunidades e sonhos se renovam.

A vida é sempre feita de escolhas e possibilidades, e são justamente elas que nos fazem acreditar que o amanhã que está por vir será melhor do que o ontem que passou.

Te agradeço Senhor por tudo o que tens feito por mim, pela água, pelo ar, pela luz, pelos dons, pela vida, pelos meus, enfim, por tudo. Agradecer é reconhecer que tudo vem de Vós e a Ti devemos nossa acção de graças.

Ano novo, nova vida, novos sonhos, novos projectos, novas expectativas. Renova Senhor em mim o dom da fé, da esperança e da caridade. Faz com que eu veja em cada dia do ano que está por vir uma oportunidade de ser melhor, de mudar, de ajudar, de crescer. Faz Senhor com que eu busque mais amar, que eu busque mais me colocar na Tua presença e só assim poder concretizar tudo aquilo que desejo no fim deste ano.

Enfim Senhor, olha por todos aqueles que me destes e que me são tão caros, olha por aqueles que nos ajudam, olha por aqueles que estão do meu lado, aqueles que olham por mim e que pedem simplesmente que eu reze por eles. Todos eles, Senhor, são dons que colocastes no meu caminho e aos quais agradeço imensamente. Sobre eles, sobre mim e sobre o ano novo te peço Senhor, derrama suas bênçãos hoje e sempre.

Amém!

retirado do site: http://vidaeestilo.terra.com.br/
imagem: internet

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal com a Família de Jesus

Caros leitores, há dias recebi um pequeno jornal religioso, e achei um artigo muito interessante sobre este tempo que estamos a viver, o Natal. Convido-vos a ler...

Ao contrário do que muitos de nós pensamos, a quadra natalícia não é um tempo festivo e alegre para toda a gente. Há mesmo quem "deteste" o Natal, por causa da profunda tristeza e sofrimento que a ele associam. As crianças, em geral, adoram o Natal, mas os pais já nem tanto, obrigados que estão ao stress das compras e dos compromissos a que a quadra obriga. Os avós anseiam pela chegada desses dias em que recebem mais calor e carinho com a presença de seus filhos e netos, mas quantos idosos não passam esses dias no mais profundo sofrimento da solidão e abandono! Os comerciantes esperam todo o ano por esta época em que as ruas se iluminam para vender melhor os seus produtos, mas os trabalhadores que têm de fazer horas extras e trabalhar até no dia de Natal já não sentem o mesmo entusiasmo. Dizemos muitas vezes que o Natal é a festa da família. Mas quantas famílias neste Natal não encontram motivos para o celebrar festivamente! Mas o Natal é para todos estes: para os que celebram jubilosamente e para os que "detestam a quadra natalícia" ou simplesmente não têm motivos nem meios para abrir champanhe. Podemos mesmo afirmar que o Natal de Jesus é sobretudo para estes últimos. Jesus veio, de facto, para estar do lado deles, ou melhor, no meio deles. No coração dos que estão sós, dos que se vêm abandonados, dos que não têm lugar na festa, dos que são tratados "abaixo de cão" ou pior que animais que, felizmente, já vão tendo quem os defenda. Por isso, ao contrário do Pai Natal que vem visitar-nos, como um turista vinda da Lapónia ou de parte nenhuma, apenas uma vez por ano e logo se vai embora, Jesus veio para ficar connosco todos os dias e para sempre. E não quer entrar pela chaminé ou por outra via menos digna, mas pelo coração de cada um. Ele quer habitar no coração de cada família e ocupar o berço de cada lar. Porque para isso Ele veio: para os pais que se levantam todos os dias para trabalhar pelo futuro dos seus meninos, mas também 
para os pais desempregados ou casais que gostavam de ter filhos mas não podem. 

Ele veio para todos aqueles que têm doentes ao seu cuidado, muitas vezes sem ajudas nem apoios. Ele nasceu numa manjedoura para nos lembrar que os "sem abrigo" ou sem lar também são filhos de Deus. 
Não quis nascer num palácio, mas quis ter uma família para nos ensinar que tudo começa aí e é desde o berço familiar que todos devemos crescer em sabedoria e graça. Ele quis ser educado por Maria e José, para que os pais aprendam a educar os filhos respeitando a sua vocação e vontade de Deus para seus filhos. Quis, finalmente, manifestar-se aos pastores e aos Magos, para nos ensinar que para Ele não há distinção de pobres ou ricos, pretos ou brancos, nobres ou plebeus: todos formamos a grande família de Deus. Sim, 
Natal é festa da família, mas não enquanto folclore consumista ou estação sentimentalista de afetos passageiros.

Só o é ou será se for a celebração do amor e amizade provados; de partilha com os mais necessitados, do acolhimento dos que estão à margem, de reconciliação com os que andam distantes e de comunhão de sentimentos genuínos demonstrados. Por isso, será Natal se todos nos empenharmos para que as famílias possam continuar a sê-lo; se os pais se dispuserem a acolher os que estão para nascer ou já nasceram; se as crianças encontrarem um regaço onde sorrir ou uma rua onde brincar; se os avós não forem abandonados 
em casa ou nos hospitais; se os filhos não esquecerem os seus pais, se os "lares de idosos" forem realmente um lar, e se os governos não destruírem a família com leis inspiradas em Herodes.

Sim, poderemos todos aprender com a família de Belém e de Nazaré: Tomando Jesus, Maria e José como modelo a imitar, como se a sua vida fosse o nosso "trabalho de casa". Um "trabalho" tantas vezes sofrido, como sofrida foi a vida de José, Maria e sobretudo a de Jesus. Que neste Natal a família de Nazaré entre em nossa casa para que nós entremos também na casa de Nazaré e aprendamos a amar como Jesus amou, pensar como Jesus pensou e a viver como Jesus viveu. 
UM SANTO NATAL PARA TODOS!"

(Frei Isidro Pereira Lamelas, ofm)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Frei Ignácio Larrañaga (4 de Maio de 1928 - 28 de Outubro de 2013)


Faz um mês que partiu para a Casa do Pai (como tantas vezes o afirmou nas suas mensagens), o padre Ignácio Larrañaga, ou melhor Frei Ignácio, pertencente à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap). Nasceu em Loyola, Azpeitia (Espanha) e terminou a vida terrena na madrugada de 28 de Outubro de 2013, em Guadalajara (México). Tive a graça de me encontrar com ele por duas ocasiões e digo que valeu a pena, onde testemunho também aqui neste blog que ele era uma pessoa como as outras, mas diferente das outras... Havia nele um "não sei o quê" que me ajudou a ver Deus de uma outra forma...
Agradeço a Deus por ter colocado na minha vida esta pessoa maravilhosa, que me marcou de uma maneira fantástica, e também fica aqui um agradecimento ao frei Ignácio, pois através dos seus ensinamentos, pude redescobrir o caminho que me leva a Deus. Partiu o corpo terreno, mas ficou entre nós um grande tesouro que ele nos deixou, através dos seus livros, mensagens e o grande amor do frei Ignácio: as Oficinas de Oração e Vida. Em seguida publico uma breve síntese deste grande (espiritualmente, falando) homem de Deus, que busquei na wikipedia e no final publico uma foto tirada em 15 de Agosto de 2013, em Fátima, Portugal. Obrigado, frei Ignácio. 


História de Vida
Ordenou-se sacerdote em 1952. Vivendo na América do Sul, colaborou com a fundação do Centro de Estudos Franciscanos.
Tendo começado a escrever aos 45 anos, o "Profeta da Oração", é conhecido em todo o mundo como o criador dos Encontros de Experiência de Deus, apostolado ministrado em trinta e três países, três continentes, que se estendeu por aproximadamente trinta anos.
Em 1984 fundou as Oficinas de Oração e Vida, serviço eclesial difundido em mais de quarenta países. Nos últimos anos, desenvolveu uma actividade evangelizadora específica, destinada a grandes massas, em teatros, ginásios e estádios.
Escreveu 16 livros. Até 2007, pelo menos, residia em Santiago. Naquele ano, comemorou 55 anos de sacerdócio. Há mais de 35 anos percorre o Mundo evangelizando e animando comunidades.
É conhecido um dos autores de maior difusão na literatura religiosa e de auto-ajuda.
Faleceu na madrugada do dia 28 de Outubro de 2013.

Despertar da Vocação
Próximo de seus 32 anos, sentia desgosto e sofria de insónia. Um dia, ao observar as estrelas do céu, pela janela do quarto, tudo mudou: Ignácio conseguiu alegria, paz, fortaleza e muitas lágrimas (certamente, de emoção). Então ele aprofundou a reflexão: tinha se dado algo instantâneo, desproporcional à sua preparação, e que, segundo sua percepção sensorial, não seria um produto das faculdades psicológicas .
Segundo Larrañaga, aquela experiência deu-se de fora para dentro, infundindo-se ou invadindo, foi repentina, vivíssima e marcante, que não mais se repetiu; uma daquelas experiências que acontecem uma única vez, e nos influenciam durante toda a vida, até a morte. A partir dela alterou-se a visão de mundo de Ignácio, e seus projectos de vida. Ele considera que tudo que fez desde então, já perto dos 40 anos de idade, foi sob influência daquela experiência.

Espiritualidade de Frei Ignacio
Em grande parte a espiritualidade de Frei Ignácio pode ser conhecida através das Oficinas de Oração e Vida. São palavras dele:
"Uma oração de profundidade é a solução para todos os problemas da vida. São caminhos para a serenidade e para a paz, que são bens supremos da vida".
"Vivemos numa sociedade dispersiva. Quem se encontra disperso apresenta muitas dificuldades em orar. As pessoas que querem chegar a Deus procuram o silêncio. Os lugares barulhentos da nossa sociedade não ajudam ao encontro e ter uma relação de amizade com Deus".
"A oração é o fundamento. É aquilo que torna Deus presente em mim"
"A luta consiste em que eu seja semelhante a Jesus, na bondade, no amor, na paciência"
"Se soubéssemos compreender, não faria falta perdoar"