quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Equipas de Nossa Senhora


Perfil:
As Equipas de Nossa Senhora (ENS) são um Movimento de Espiritualidade Conjugal reconhecido pela Santa Sé como uma Associação Privada Internacional de Fiéis de Direito Pontifício. As Equipas são constituídas por 5 a 7 casais e um Sacerdote Conselheiro Espiritual. São casais cristãos que querem crescer no amor ao outro, aos filhos e aos outros e crescer no amor de Deus, um projecto para toda a vida. Reúnem-se em Equipa pois acreditam na força da entreajuda tanto na oração, como na reflexão e na vida, e assumem as propostas concretas que o Movimento lhes faz: Escutar a Palavra de Deus, praticar a oração pessoal, conjugal e familiar, dialogar em casal e ter propósitos de conversão e de aprofundamento espiritual. Como casais cristãos querem estar comprometidos com Cristo. De facto, "Vem e segue-me" (Mt 19,21) é o apelo que Cristo lhes dirige, como baptizados, convidando-os a abrirem-se mais ao Seu amor e a dar testemunho d’Ele sempre e em toda a parte. Querem testemunhar a alegria e a felicidade de viverem a dois esta proposta. "As Equipas de Nossa Senhora têm por objectivo essencial ajudar os casais a caminhar para a santidade. Nem mais nem menos." (P. Henri Caffarel, fundador das ENS).
Actividades específicas: As Equipas têm uma vida própria ao longo do mês, com um ponto alto no dia da reunião. Na reunião de Equipa, os casais aprofundam o conhecimento mútuo, rezam juntos, meditam a Palavra de Deus, reflectem e celebram as alegrias da sua caminhada em conjunto. Para promoverem a unidade e a entreajuda entre todas as equipas, as ENS organizam regularmente encontros locais, nacionais e internacionais, de formação, reflexão e oração.

Implantação:
Em Portugal, onde chegaram em 1955, as ENS organizam-se actualmente (2007) em 3 Províncias, 16 Regiões e 80 Sectores e contam com 10.784 membros, entre casais, viúvas e viúvos e Sacerdotes Conselheiros Espirituais. As ENS estão presentes em todas as Dioceses do Continente e Ilhas à excepção de Bragança. As Equipas de Angola, Moçambique, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, bem como as Equipas de Língua Portuguesa existentes na África do Sul, estão ligados à estrutura do Movimento em Portugal. Segundo dados de Janeiro de 2007 do Secretariado Internacional, as ENS estão implantadas em 70 países de todos os Continentes, num total de 109.709 membros.

Publicações:
“Carta das Equipas de Nossa Senhora”, (bimestral, 5.500 exemplares), Temas de Estudo (publicados anualmente, 5.000 exemplares) e Manuais de Formação sobre a Metodologia e sobre o Espírito do Movimento

email: ens@ens.pt
Página Web: www.ens.pt

Fonte: http://www.ecclesia.pt/anuario/
Imagem: Internet

Será que a galinha sabe contar?...

Dona Maria estava estendendo roupa no quintal quando ouviu resmungo de galinha choca, no meio de um cisqueiro. "Onde é que a galinha foi chocar a sua ninhada?", pensou a mulher.
Abrindo caminho com dificuldade por entre os galhos secos e montes de capim, dona Maria encontrou realmente a galinha, acocorada em cima dos pintainhos. Mas ali não havia água nem comida. Poderiam morrer todos naquele sufoco de galhos e de sujeira.
Mais do que depressa ajuntou dez pintainhos no avental, pegou a mãe debaixo do braço e levou-os para o galinheiro.
A galinha parecia não estar muito contente com a mudança. Talvez faltasse comida, pensou a boa camponesa. Enquanto foi e voltou com uma pratada de arroz cozido, a galinha tinha sumido, deixando, ali os seus pintainhos.
A mulher resmungou: "Êta, galinha tonta e boba. Largou os filhotes e saiu por esse mundo, à toa". Desconfiando que tinha voltado para o ninho antigo, ela foi atrás. Sim, lá estava a galinha. Mas quase não acreditou no que viu. Carinhosamente aconchegava debaixo das asas um pintainho que havia sido esquecido pela camponesa.
Dona Maria comoveu-se até às lágrimas. O pintainho poderia morrer por falta de comida, mas nunca por falta de amor! Que lição de amor para muitos pais!!!

Retirado do livro: "Histórias para Meditar", prof. Felipe Aquino
Imagem: Internet

O espelho e o vidro

Um homem procurou um sacerdote: Estava cansado, angustiado, esgotado, desesperado, a ponto de querer acabar com a vida. O padre ouviu com paciência e interesse a ladainha de problemas. Depois levantou-se da cadeira, tomou o homem pelo braço e o levou até à janela. O dia estava frio, a vidraça abaixada:
- Amigo, olhe através da vidraça. O que está vendo?
- Vejo pessoas, carros, casas...
- Agora venha comigo. Ali está um espelho. Coloque-se diante dele. O que está vendo agora?
- Estou vendo meu rosto. Vejo a mim mesmo.
- Curioso - continuou o padre - tanto a vidraça quanto o espelho são de vidro. Entretanto pela vidraça você enxerga as pessoas, e pelo espelho você vê somente você. Por quê? O espelho é opaco, a vidraça é transparente.
Convidando-o para se assentar novamente, o padre continuou:
- O vidro do espelho reflete nossa pessoa devido à camada que o cobre. O vidro da janela nos faz ver outras pessoas porque é transparente. Vamos chegar aonde eu queria. Suas angústias e preocupações formam como que uma camada opaca, circunscrevendo você em si mesmo, isolando-o do mundo externo, formando um curto circuito. Se você sair de você mesmo, se olhar para fora, para os outros, para o mundo, vai sentir-se libertado, leve e livre. Rezemos um pai-nosso para começar...

Retirado do livro "Histórias para Meditar", prof. Felipe Aquino
Imagem: Internet

Experiência com um sapo...

Certa vez, um homem quis fazer uma experiência que a muito tempo achava que não seria interessante. Foi até a lagoa e pegou um pouco de água e a colocou em uma bacia de alumínio. Em seguida, capturou um sapo que estava dentro da lagoa e o colocou com muito cuidado dentro da bacia com a água do seu próprio habitat. Depois colocou a bacia em cima de uma fogueira pequena e a água foi esquentando lentamente até ferver completamente. O nosso sapo não reagiu ao aumento gradual da temperatura (mudança de ambiente) e morreu quando a água estava fervendo. Bem inchadinho e feliz.
Por outro lado, o homem resolveu fazer outra experiência parecida. Desta vez, pegou a mesma bacia, com água da mesma lagoa, só que agora ele ferveu primeiro a água e só depois que o sapo foi colocado dentro da bacia, já na água fervendo. O sapo, tão logo solto na água, salta imediatamente para fora da água fervendo, meio chamuscado, mas vivo.
O sapo, ao perceber que a água estava diferente, tratou de pular fora imediatamente, mesmo com algumas partes chamuscadas, porém vivo. 
Ao contrário daquele primeiro que não percebeu as mudanças e morreu escaldado.
O tipo de sapo queremos ser: aquele que está atento às mudanças ou aquele que está acomodado com as situações do dia-a-dia e que será fervido e morto sem perceber as mudanças quase sempre sutis que acontecem em nossa volta?

Precisamos estar atentos para que não sejamos como os sapos fervidos.  Pulemos fora, antes que a água ferva. O mundo precisa de nós, meio chamuscados, mas vivos, abertos para mudanças e prontos para agir.

retirado do livro "Histórias para Meditar", Prof. Felipe Aquino
Imagem: Internet 

sábado, 13 de dezembro de 2014

Desejo para ti... o suficiente!

Há muito pouco tempo, estava no aeroporto e vi mãe e filha se despedindo.

Anunciaram a partida, elas se abraçaram e a mãe disse:

   - Eu te amo. Desejo o suficiente para ti.

   A filha respondeu:

   - Mãe, nossa vida juntas tem sido mais do que suficiente. O seu amor é tudo de que sempre precisei. Eu também desejo o suficiente para você.

Elas se beijaram e a filha partiu. A mãe passou por mim e se encostou na parede. Pude ver que ela queria, e precisava, chorar. Tentei não me  intrometer nesse momento, mas ela se dirigiu a mim, perguntando:

   - Você já se despediu de alguém sabendo que seria para sempre?

   - Já - respondi. - Me desculpe pela pergunta, mas por que foi um adeus para sempre?

   - Estou velha e ela vive tão longe daqui. Tenho desafios à minha frente e a verdade é que a próxima viagem dela para cá será para o meu funeral.

   - Quando estavam se despedindo, ouvi a senhora dizer "Desejo o suficiente para ti"... Posso saber o que isso significa?

   Ela começou a sorrir.

   - É um desejo que tem sido passado de geração para geração na minha família. Meus pais costumavam dizer isso para toda a gente. Ela parou por um instante e olhou para o alto como se estivesse tentando se lembrar em detalhes e sorriu mais ainda.

   - Quando dissemos "Desejo o suficiente para ti", estávamos desejando uma vida cheia de coisas boas o suficiente para que a pessoa se ampare nelas.

 Então, virando-se para mim, disse, como se estivesse recitando:

- Desejo a ti, sol o suficiente para que continue a ter essa atitude radiante.

- Desejo a ti, chuva o suficiente para que possa apreciar mais o sol.

- Desejo a ti, felicidade o suficiente para que mantenha o seu espírito alegre.

- Desejo a ti, dor o suficiente para que as menores alegrias na vida pareçam muito maiores.

- Desejo a ti, que ganhe o suficiente para satisfazer os seus desejos materiais.   

- Desejo a ti, perdas o suficiente para apreciar tudo que possui. 

- Desejo a ti, olás em número suficiente para que chegue ao adeus final.

   Ela começou então a soluçar e se afastou.

   "Dizem que leva um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la".

EU DESEJO O SUFICIENTE PARA TI!!! 

Imagem e texto retirado da Internet
(autor desconhecido ou ignorado)

domingo, 7 de dezembro de 2014

Para servir


Ó Cristo, para poder servir-Te melhor,
dá-me um coração íntegro.
Um coração forte
para escolher aquilo que me eleva
e desprezar aquilo que me rebaixa.

Um coração generoso no trabalho
vendo-o não como uma imposição,
mas como uma missão que me confias.

Um coração grande para com o mundo:
compreensivo com as suas fraquezas,
mas livre das suas seduções e juízos.

Um coração grande para com os homens:
leal com todos, atento, sobretudo,
aos pequenos e humildes.

Um coração grande para comigo mesmo:
nunca centrado em mim, sempre apoiado em Ti.
Sobretudo um coração grande para ConTigo,
ó meu Senhor, feliz por servir-Te
e servir os irmãos,
todos os dias da minha vida. Ámen. 

Autor da oração: frei Ignacio Larrañaga
Imagem: Internet

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os sete vimes

Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer, chamou-os a todos e disse-lhes assim:
- Filhos, já sei que se aproxima o meu fim. Mas antes de morrer, quero que cada um de vós me vá buscar um vime1 seco e mo traga aqui.
- Eu também? - perguntou o mais pequeno, que só tinha 4 anos. O mais velho tinha 25, e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.
- Tu também - respondeu o pai ao mais pequeno. 
Saíram os sete filhos; e daí a pouco regressaram, trazendo cada um o seu vime seco. O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho, e entregou-o ao mais novinho, dizendo-lhe:
- Parte esse vime.
O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir. Depois o pai entregou outro ao filho mais novo, e disse-lhe:
- Agora, parte também esse.
O pequeno partiu-o; E, um a um, partiu todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada a parti-los todos. Partindo o último, o pai disse outra vez aos filhos:
- Agora vão buscar outro vime e tragam-mo.
Os filhos tornaram a sair, e dali a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com o seu vime.
- Agora dêem-mos cá - disse o pai.
E dos vimes todos fez um feixe2, atando-os com uma vincelho3. E voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:
- Toma este feixe! Parte-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
- Não podes? - perguntou ele ao filho.
- Não, meu pai, não posso.
- E algum de vós é capaz de o partir? Experimentem.
Não foi nenhum capaz de o partir, nem dois juntos, nem três, nem todos juntos.
O pai disse-lhes então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um a um; e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos; nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
Acabou de dizer isto e morreu - e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade ajudando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem.




[1] vime – vara tenra e flexível usada na fabricação dos cestos.
[2] vincelho – Atilho de vime
[3] feixe – molho

Texto: Internet, autoria de Trindade Coelho
Imagem: Internet