quarta-feira, 9 de maio de 2018

Maria templo de Deus

Leitura Bíblica
"Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus.» Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.»" 
(Lc 1, 34-38)

Comentário
Espalhadas pela face da terra, temos muitas igrejas. Aqui entendemos por igrejas os edifícios sagrados onde os cristãos se costumam reunir para celebrar o seu culto. Temos muito respeito por esses lugares. Não devemos, porém, esquecer que a verdadeira igreja não é o edifício, o local onde nos costumamos reunir, mas os cristãos. Cada cristão é templo de Deus. «Não sabeis, porventura, que o vosso corpo é templo do Espírito Santo e que Deus habitam em vós?» (1 Cor 6, 19). Se cada cristão individualmente é templo de Deus, os cristãos reunidos em assembleia ou igreja são-no com maior razão. «Nós somos o templo de Deus vivo, como Deus diz: «Habitarei e andarei entre eles, e serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (2 Cor 6, 16).

Não podemos esquecer que as pessoas são mais importantes que os lugares. Se temos muita veneração por um lugar sagrado, devemos tê-la em muito maior grau pelas pessoas, que são sempre mais sagradas do que qualquer lugar. Por isso, importa cair na conta de que a Igreja são os cristãos reunidos. Onde eles se reunirem, quer seja um jardim público quer nas margens de um rio, com o fim de glorificarem a Deus, aí temos igreja. «Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18, 20).
Por isso, o mais importante para celebrar a missa não é ter um lugar, um templo. O  mais importante é ter as pessoas, pois estas é que são Igreja.

Entre as igrejas e santuários, devemos ter especial devoção pela igreja-catedral. Ela é o símbolo da igreja-local ou diocesana, pois nela a Eucaristia é presidida pelo bispo. Os muitos textos conciliares sobre este aspecto, podem sintetizar-se no seguinte: 
«Convem fomentar o sentido da comunidade eclesial, que se alimenta e expressa dum modo especial na celebração comunitária da missa dominical, quando se realiza em volta do bispo, sobretudo na catedral, ou na assembleia paroquial, cujo pastor faz as vezes do bispo (EM 26). É por isso que, em cada Ano Santo, se recomendam visitas e peregrinações à igreja-catedral. Ela é o coração da igreja diocesana. É nela que o bispo, com o seu presbitério, preside à igreja. Aí está a igreja completa. Esta, contudo, deve estar em comunhão com as outras igrejas, particularmente com a de Roma, que preside à reunião universal da caridade.


Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

terça-feira, 8 de maio de 2018

Maria fala de Deus

Leitura Bíblica
"Aproximaram-se, então, de Jesus alguns fariseus e doutores da Lei, vindos de Jerusalém e disseram-lhe: «Porque transgridem os teus discípulos a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos antes das refeições.» Replicou-lhes: «E vós, porque transgredis o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? Deus, com efeito, disse: Honra teu pai e tua mãe. E ainda: Quem amaldiçoar o pai ou a mãe seja punido de morte. Mas vós dizeis: ‘Seja quem for que diga a seu pai ou a sua mãe: Os meus bens, de que poderias beneficiar, são oferta sagrada’, esse já não está obrigado a socorrer o pai ou a mãe. E assim, em nome da vossa tradição, anulastes a palavra de Deus. Hipócritas! Muito bem profetizou Isaías a vosso respeito, ao dizer: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. É vão o culto que me presta, ensinando doutrinas que são preceitos humanos.»" 
(Mt 15, 1-9)

Comentário
Hoje tem-se vergonha de falar das coisas de Deus. «A religião é uma coisa pessoal», diz-se. «Cada um tem a sua e ninguém tem nada com isso». Deste modo, enquanto outrora se caía no extremo condenável de os homens se matarem por causa de Deus, actualmente tende-se a não Lhe ligar importância, relegando-O para o dominínio do privado e do estritamente pessoal. Deus está cada vez mais ausente das manifestações públicas e sociais. Antigamente, tudo era religioso. A vida pública e privada circulava sob a Sua vigilância. Toda a vida de então - como semear um campo, recolher os frutos da terra, partir o pão às refeições, acolher as novas crias dos rebanhos, assim por diante - revestia um carácter religioso. Mas esses tempos já passaram. Vivemos num mundo secularizado, onde até o casamento começa a ser civil e o funeral profano.

Estamos num mundo profano. Multiplicar nele os actos de culto, como bênçãos de barcos, lançamento de primeiras pedras, bênçãos de edifícios e de fábricas, procissões morosas e outras coisas do género, em vez de ser um testemunho cristão, pode bem levar ao contrário. Pior ainda, quando tal religião dá a impressão de abençoar uma política que talvez contradiga os valores evangélicos e divinos. Tal culto não seria um anúncio de Deus, mas semente de ateismo.

O Cristianismo soou aos ouvidos dos crentes de então como uma mensagem de libertação religiosa. Libertou os judeus do pesado jugo da Lei de Moisés (Ef 2, 14-16). As Cartas aos Gálatas e aos Romanos são preciosos tratados a afirmar estes factos - libertou os pagãos dos cultos e dos ritos gentílicos, tantas vezes desumanos. Pois, bem, neste mundo secularizado, a inspiração libertadora do cristianismo inicial pode encaminhar-se para encontrarmos, também hoje, um rosto de Deus próprio para o nosso tempo.


Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Maria fala com Deus

Leitura Bíblica
"«Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te. Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.»
«Rezai, pois, assim:
‘Pai nosso, que estás no Céu,
santificado seja o teu nome,
venha o teu Reino;
faça-se a tua vontade,
como no Céu, assim também na terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
perdoa as nossas ofensas,
como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do Mal.’
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»" 
(Mt 6, 5-15)

Comentário
É um facto: hoje reza-se menos. Isto preocupa a Igreja dos nossos dias. Será que antigamente se rezava demais? A verdade é que, numa civilização rural e pastoril, era mais fácil rezar. O camponês reza para vir sol e para vir chuva. Acende velas a Santo Antão para os animais terem saúde. Faz promessas para a terra dar os seus frutos. Queima alecrim, benzido no Domingo de Ramos, para Deus afastar para longe os relâmpagos e as trovoadas. Além disso, o ritmo da vida agrícola, com as quatro estações a repetirem-se ciclicamente, trzaendo o período das sementeiras e das colheitas, cria tempos fortes de oração: são as «rogações» do tempo das colheitas e do crescimento das plantas e as «ações de graças», no tempo da colheita. No meio industrial, geralmente, isto não se verifica. As máquinas, com efeito, produzem invariavelmente a mesma quantidade. Esta monotonia não faz germinar especiais momentos de oração.

A actual crise de oração está ligada com a crise de civilização. Através do boletim meterológico, lido diariamente na televisão, ele sabe que o estado do tempo depende  mais dum conjunto de circunstâncias naturais do que da oração. Também não recorrerá nem a S. Jerónimo nem a Santa Bárbara num dia de trovoada, pois o seu tecto está bem protegido por um pára-raios. Não se porá a rezar para aumentar a produção, pois sabe muito bem que isto depende de ter ou não ter máquinas potentes e afinadas.

Apesar de tudo, o homem da cidade e da era industrial precisa de rezar, talvez mais do que nunca. Mas tem de ser uma oração acomodada ao novo tipo de civilização. O Evangelho segundo S. Mateus (6, 5-15) apresenta-nos a oração cristã como algo revolucionário no panorama da oração daquele tempo. Não oreis nem como os fariseus, para serem vistos pelos outros, nem como os pagãos, com gestos e palavriado ôco, porque o vosso Pai celeste sabe do que vós necessitais antes de Lho pedirdes.

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

domingo, 6 de maio de 2018

Maria transmite a Palavra de Deus

Leitura Bíblica
"Visto que muitos empreenderam compor uma narração dos factos que entre nós se consumaram, como no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram "Servidores da Palavra", resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído." 
(Lc 1, 1-4)

Comentário
Quando Cristo morreu, o Novo Testamento não estava ainda escrito, como é evidente. Este foi aparecendo aos poucos, segundo a necessidade de pôr por escrito a fé cristã. Assim, primeiro S. Paulo escreveu algumas cartas às Igrejas por ele fundadas. Entretanto, na catequese e na pregação, iam-se repetindo certos acontecimentos que, de tanto repetir, começavam a tomar uma forma fixa. Tal acontecia com certos ditos do Senhor, parábolas, narrações de milagres. E assim por diante. Depressa começaram a aparecer folhas soltas em pequenos credos, cânticos e hinos, exortações morais, homilias pascais e outros textos cristãos, para serem utilizados na liturgia, na catequese e noutras actividades sagradas daquela época.

Por volta do ano 70, uns 40 anos depois da morte de Cristo, apareceu, editado em Roma, segundo se supõe, o Evangelho de S. Marcos. Este evangelho, compilando folhas soltas anteriores, tornou-as desnecessárias. Além disso, enquadra a actividade messiânica de Jesus no esquema de um ano litúrgico. S. Mateus e S. Lucas, embora dispondo de outro material e doutras informações, escreveram também os seus evangelhos, tendo por base o esquema de S. Marcos. Nasceram assim os chamados Evangelhos Sinópticos ou paralelos. Estes, embora nascidos em igrejas diferentes, e para responder a situações diversas, conservam um certo paralelismo, ainda que, cada um deles, nos dê uma fotografia de Cristo de ângulo distinto.

Ignoramos o papel de Maria na redação dos Evangelhos. Certamente deve ter sido grande. Umas das constantes dos evangelhos é interpretar os acontecimentos da vida de Cristo à luz das Escrituras. Como sabemos, para Cristo, para Maria e para os cristãos da primeira geração, a Bíblia era unicamente o Antigo Testamento. O Novo Testamento, com efeito estava ainda a realizar-se. Não existia, pois, como livro escrito. Por isso, os cristãos dessa época, Maria incluída, liam o Antigo Testamento e viam como ele se realizou em Jesus. Assim fez o diácono Filipe com o eunuco da rainha da Etiópia (Act 8, 26-40). Assim fazia Maria que meditava em tudo o que Lhe acontecia, conferindo-o com a sua Bíblia, o Antigo Testamento (Lc 2, 19).

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

sábado, 5 de maio de 2018

Maria cumpre a Palavra de Deus

Leitura Bíblica
"«Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.»" 
(Mt 7, 24-27)

Comentário
O grande problema, que a todos diz respeito, não está tanto em ouvir, mas em cumprir. Com efeito, ouvir a palavra é fácil. Cumpri-la, porém, é difícil. Talvez uma das dificuldades da Igreja pós-conciliar é que se fala muito, mas faz-se pouco. Houve até quem propusesse um ano de silêncio total, em que deixássemos de falar e nos metessemos só a executar os documentos conciliares. Há, na verdade, a tentação dum certo vedetismo, a mania do sensionalismo. Esta tendência é agravada pelos actuais meios de comunicação social: a imprensa, a rádio e a TV, coisas pouco usadas noutros tempos.

Reconhecendo, embora, o perigo de uma verborreia ociosa, temos também de cair em conta de que antes, de executar, é preciso pensar, discutir e dialogar. É este o caminho normal da psicologia humana. Também aqui se pode dizer que, no começo, está o verbo e a palavra. Na Bíblia, a abundância da palavra é um dos sinais da chegada dos tempos messiânicos (cf. Jl 3, 1-2; Act 2, 1-4). Por isso, se desata a língua de Zacarias (Lc 1, 64-67) e Cristo faz ouvir os surdos e falar os mudos (Mt 9, 32-34; 12, 22-24; Mc 9, 17-27). Mas é preciso que aquele que fala, não o faça movido pela vaidade ou por outras intenções menos nobres, mas que seja empurrado por Deus. Assim acontecia aos profetas, denunciando as injustiças (Am 7, 10; Jer 20, 7-17; Os 1, 1; Jo 1, 1), ou aos Apóstolos, anunciando o Evangelho, diziam: «Não podemos calar» (Act 4, 18-20).

Na Igreja e também na sociedade civil, devem existir estes dois tempos, sempre que se trate de realizar qualquer projecto que diga respeito a todos. Com efeito, o que é de todos deve ter a participação de todos. O Concílio foi o tempo de discussão. O pós-concílio deve ser o tempo de execução. Não o tem sido, porquê? Porque o Concílio foi um diálogo, quase exclusivamente a nível episcopal. Só num segundo tempo é que veio um diálogo a nível de toda a Igreja. O Concílio é pedra do diálogo caído no centro do lago. As ondas concêntricas estão levantadas, só agora estão a atingir a periferia do lago, isto é, de todo o povo de Deus. Por isso, a nível de Povo de Deus, estamos em estado de Concílio e, portanto, de diálogo, de discussão. Aparecem, contudo, os sinais dos tempos da execução no cansaço pela discussão.

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Maria medita a Palavra de Deus

Leitura Bíblica
"Veio a Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.» Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»" (Lc 4, 16-21)

Comentário
Os fiéis hoje lêem muito mais a Bíblia do que há anos atrás. Há, porém, muita gente que ainda não a lê. Há ainda aqueles que a queriam ler, mas não sabem manejá-la no seu aspecto técnico. A Bíblia aparece-lhes como um livro complicado. Têm razão. É-o de facto. Com efeito, a Bíblia não é um livro, mas uma biblioteca dos cristãos. 
A edição católica da Bíblia consta, nada mais nada menos, de 72 escritos, muito diversos entre si - desde os escritos de carácter histórico, até aos poemas e às cartas. Mas não é só a diversidade de géneros literários, de estilo e de linguagem que dificulta a leitura da Bíblia. Temos ainda a diversidade de autores, de séculos, de lugares e de mentalidades que a Bíblia reflecte. Com efeito, ainda que ela tenha um único autor divino, não devemos esquecer que tem também muitos autores humanos, que nela se manifestam com a sua mentalidade, o seu temperamento, as suas limitações, as suas preocupações teológicas, etc.

Além disso, muitos católicos não sabem sequer manejar a Bíblia. Para superar este mal, devemos ter presente que ela se divide em duas grandes partes: O Antigo Testamento e o Novo Testamento. Cada um destes Testamentos consta de vários escritos, como se poderá ver no índice. Além disso, cada escrito ou livro bíblico, está dividido em capítulos e os capítulos em versículos.

A Bíblia é uma biblioteca. Tem muitos autores humanos. Representa o itinerário religioso do Povo de Deus durante muitos séculos. Tem, contudo, um denominador comum, um centro espiritual que unifica: Cristo. É à Sua luz que devem ler o Antigo Testamento. Era assim que fazia a Senhora. Como o Novo Testamento ainda não estava escrito, Ela lia o Antigo Testamento para entender o que lhe sucedia a Ela e a Jesus. Assim «o Novo Testamento estava escondido no Antigo e torna-se patente no Novo» (DV 16).

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Maria recebe a Palavra de Deus

Leitura Bíblica
"Enquanto Ele falava, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse: «Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!» Ele, porém, retorquiu: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.»" (Lc 11, 27-28)

Comentário
Um facto consolador pode ser detectado no catolicismo actual: lê-se muito mais a Bíblia. Cingindo-nos só a Portugal, podemos afirmar que a principal editorial bíblica católica, Difusora Bíblica, tem sentido um extraordinário afluxo de pedidos de Bíblias. Os católicos portugueses estão esfomeados da Palavra de Deus. Este facto, e muitos outros afins, é fonte de optimismo e permite afirmar que a actual crise da Igreja é uma crise de crescimento. Com efeito, diz o profeta Isaías: «Assim como a chuva e a neve descem do céu e não voltam mais para lá sem terem regado e fecundado a terra e feito germinar, dando o grão para semear e o pão para comer, o mesmo sucede com a palavra que sai da Minha boca - diz o Senhor - : não volta sem ter produzido o seu fruto, sem ter executado a Minha vontade e cumprido a sua missão» (Is 55, 10-11).
Sendo assim, se os cristãos ouvem mais a palavra de Deus têm necessariamente de produzir o seu fruto.

Maria ouviu mais do que ninguém, a Palavra de Deus, de tal modo que antes de conceber o Verbo divino no seu corpo, já o tinha concebido no seu espírito. O Evangelho de S. Lucas chega mesmo a afirmar que Maria foi mais feliz por ter escutado a Palavra de Deus do que até por ter gerado a Cristo (cf. Lc 8, 19-21; 11, 27-28). Esta mesma afirmação se encontra frequentemente na Tradição da Igreja.

O Concílio Ecuménico Vaticano II promulgou um documento dedicado à Sagrada Escritura: é a Constituição «Dei Verbum». Pois este documento termina com um capítulo intitulado: A Sagrada Escritura na vida da Igreja. É um veemente apelo a todos os filhos da Igreja Católica para contactarem mais com a Bíblia, tanto na liturgia, como na leitura particular; tanto nas exposições teológicas, como na pastoral quotidiana. Por isso, actualmente temos as mais variadas leituras bíblicas na Missa. Estas foram também introduzidas na liturgia de outros sacramentos: Baptismo, Matrimónio, etc. - É portanto de esperar um novo florescimento na fé.

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
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