sexta-feira, 11 de maio de 2018

Maria e as Igrejas Domésticas

Leitura Bíblica
"Ao terceiro dia, celebrava-se uma boda em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus e os seus discípulos também foram convidados para a boda. Como viesse a faltar o vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: «Não têm vinho!» Jesus respondeu-lhe: «Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora.» Sua mãe disse aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser!» Ora, havia ali seis vasilhas de pedra preparadas para os ritos de purificação dos judeus, com capacidade de duas ou três medidas cada uma. Disse-lhes Jesus: «Enchei as vasilhas de água.» Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa.» E eles assim fizeram. O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde era - se bem que o soubessem os serventes que tinham tirado a água; chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!» Assim, em Caná da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos, com o qual manifestou a sua glória, e os discípulos creram n'Ele.»" 
(Jo 2, 1-11)

Comentário
Actualmente estão em moda as comunidades de base, também chamadas «igrejas domésticas». Trata-se de grupos restritos de cristãos que vivem em pequenas comunidades, com uma grande união entre eles. A necessidade destes grupos faz-se sentir, sobretudo, nas grandes cidades, onde cada um se sente só, no meio de uma multidão desconhecida e anónima. Com efeito, as paróquias urbanas, geralmente com milhares de habitantes, não satisfazem esta necessidade de comunidade, pois os paroquianos, normalmente, nem sequer se conhecem entre si. Como podem, pois ser uma comunidade unida?
Hoje vamos reflectir sobre uma comunidade natural: a comunidade familiar «que bem pode chamar-se doméstica» (LC 11).

Antes das comunidades de base, como grupos cristãos de fé e de vida comunitária, temos o grupo natural que é a família. É certo que, na civilização actual, a família é cada vez mais insuficiente. Outrora, para o que era preciso aprender e saber e para a exígua diversificação de empregos então existentes, a família bastava. Na verdade, para aprender e ser pastor ou lavrador, para saber pescar e, quando muito, para aprender o alfabeto, não era necessário sair do seio da família. Compreende-se, desta sorte, que as sociedades primitivas vivessem muito fechadas sobre si, distribuídas em tribos ou clãs.
Na civilização actual as coisas são muito diferentes. A criança tem de sair, ainda bebé, da casa paterna para se preparar para o seu futuro. O pai e a mãe, muitas vezes, têm de trabalhar longe do lar.

Estando a família nesta situação, devemos envidar todos os esforços para a mantermos unida. A família, com efeito, é um agrupamento natural, indispensável para o florescimento equilibrado da pessoa. Um dos laços que mantém a família unida é a sua unidade de religião e de fé. Numa sociedade pluralista, isto torna-se cada vez mais difícil. Pio XII dizia: «Família que reza unida, vive unida».


Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

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