segunda-feira, 14 de maio de 2018

Maria e a Vida em Igreja

Leitura Bíblica
"«Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá. Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos.»" 
(Jo 15, 1-8)

Comentário
Viver em igreja é viver em comunidade. Cada um dos que acreditamos em Cristo não vivemos a nossa fé, esperança e caridade sozinhos, mas em grupo. A comunidade eclesial deve ser um espaço onde os crentes se sintam bem, estimem e sejam estimados, compreendam e sejam compreendidos. Na prática, porém, que sucede? Que a maioria das nossas comunidades não o são de facto. Em muitas paróquias, os paroquianos não se conhecem. Celebram a Eucaristia juntos, mas vivem como estranhos em relação aos outros. E mesmo onde se conhecem, não têm consciência de serem uma comunidade. A igreja foi-lhes apresentada como uma coisa abstracta, não como um grupo de irmãos empenhados.

Para a massa dos cristãos, pertencer à Igreja é ser baptizado, ir à missa aos domingos, casar-se pela igreja e ter funeral cristão. A Igreja aparece-lhes, não como uma comunidade à qual pertencem, mas como meio de se salvar na outra vida, de não ir para o inferno. Ora isto é muito pouco. É aqui também onde radica o maior fracasso das nossas comunidades paroquiais.
Não são comunidades vivas, antes são uma companhia de seguros para a outra vida ou, então, um mercado onde o papa e os bispos são os proprietários e os leigos os fregueses. Nesta perspectiva, o que anima as pessoas não é o espírito de família ou de amizade, robustecido pela fé, mas sim pôr velas a santos, ou fazer promessas, temer os castigos de Deus.

As nossas comunidades cristãs deviam «viver em amor», realidade para a qual os primeiros cristãos inventaram uma nova palavra grega - «ágape». É o amor de Deus difundido nos nossos corações que nos leva a amar os nossos inimigos.
Deviam «viver em comunhão» de bens e de corações, como os primeiros cristãos.
Deviam «viver em serviço» ou diakonia: serviço da Palavra, da caridade e da autoridade.
Finalmente, deviam «viver em pobreza», que consiste em contentar-se com o necessário, segundo o conselho do Apóstolo em 1 Tm 6, 7-10. 
Se conseguíssemos comunidades a viver este ideal, então teríamos realmente a Igreja de Cristo e de Maria.

Texto estraído do livro: Mês de Maria pela Bíblia, da Difusora Bíblica
Imagem: Internet

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